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terça-feira, 24 de junho de 2014

Uruguai avança para as oitavas e elimina a Itália

A Itália foi apresentada da pior forma ao fantasma. Sim, os uruguaios estão no Brasil querendo repetir a história. Com gol de Godín, em jogo truncado, o Uruguai eliminou a seleção italiana, com vitória por 1 a 0, e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo.

No "Grupo da Morte", o primeiro com três campeões mundiais, apenas um sobreviveu: o Uruguai. Era preciso vencer, e foi isso que fez a Celeste Olímpica, que se junta à "zebra" Costa Rica.

Jogo pegado no primeiro tempo

Quis o destino colocar três campeões mundiais no mesmo grupo, dois deles lutando por uma vaga na última rodada. A expectativa, claro, era de um jogo tenso e disputado, com muita marcação, até pela história de Itália e Uruguai. No entanto, se esperava também mais qualidade no futebol jogado. O primeiro tempo foi nervoso e de muitas faltas.

A Itália foi a campo com Immobile e Balotelli, dois goleadores, porém com formação mais segura, no 3-5-2, utilizando a base da Juventus. O empate valia para os italianos, justificando a postura mais cautelosa, e que acabou por dar resultados, já que o Uruguai não conseguiu penetrar na defesa do rival. A Itália ainda dominou a posse de bola, controlando a partida, embora sem criar oportunidades.

As esperanças uruguaias residiam na qualidade do seu ataque. Com pouco espaço, Luis Suárez conseguiu chegar apenas uma vez na área e parou na saída de Buffon. No rebote, Lodeiro tentou completar para o gol, mas o goleiro mostrou segurança mais uma vez.

Suárez morde, Godín resolve

A dupla Immobile-Balotelli não funcionou na primeira etapa. Para piorar, o polêmico atacante do Milan recebeu o amarelo e deu sinais de descontrole. Cesare Prandelli optou por substituí-lo no intervalo, sem correr o risco de ficar com 10 homens. Do outro lado, Lodeiro foi substituído por Maxi Pereira, com o objetivo de explorar as subidas pelo lado direito.

A partida seguiu na mesma toada. A emoção só surgiu depois da expulsão de Marchisio, aos 14 minutos, por deixar a sola da chuteira na altura do joelho de Arévalo Rios. Era tudo que o Uruguai queria.

A Celeste Olímpica foi para a pressão. Aos 20 minutos, Suárez aproveitou confusão na entrada da área para tocar na frente, entre quatro marcadores. Mas era preciso passar pelo gigante Buffon, que salvou a Itália mais uma vez.

A tensão aumentou com o tempo e o juiz economizou o vermelho quando Suárez mordeu Chiellini, que respondeu com cotovelada. Na verdade, a Itália se deixou levar pela catimba, o típico de jogo que é muito mais propenso a beneficiar os uruguaios.

Aos 35 minutos, a Itália calou. Em cobrança de escanteio de Gaston Ramírez, Godín subiu livre na grande área, sem sequer ser oportunado pela defesa italiana, e mandou a Itália de volta para casa mais cedo.

Copa do Mundo 2014 | Fase de Grupos | Grupo D | Terceira Rodada
Terça 24 Junho 2014 - 13h00
Arena das Dunas, Natal, RN (BRA)
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Itália 0 X 1 Uruguai
Gol: Diego Godín

OGOL.COM.BR / http://www.ogol.com.br/
Asociación Uruguaya de Fútbol / http://www.auf.org.uy/

domingo, 30 de junho de 2013

Itália vence disputa de pênaltis e conquista o terceiro lugar

Tudo o que a Itália sofreu na disputa de pênaltis da semifinal, contra a Espanha, compensou na disputa de terceiro lugar deste domingo, em Salvador. Ao contrário do que aconteceu na semi, que teve 12 pênaltis anotados consecutivamente, a série que definiu a vitória sobre o Uruguai, após empate por 2 a 2 ao longo dos 120 minutos, terminou em 3 a 2, graças a três defesas de Gianluigi Buffon.

O belo jogo teve três gols que vieram de bola parada – os dois italianos e um dos dois de Edinson Cavani para o Uruguai – além de um sem-número de chances de gol que marcaram mais um jogo de alto nível na Copa das Confederações da FIFA:

Buscando um final vitorioso para um torneio em que não lhes faltaram bons momentos – até mesmo nas derrotas apertadas nas semifinais -, Itália e Uruguai entraram em campo na Arena Fonte Nova dispostos a procurar o ataque, e os primeiros 45 minutos já deixaram isso bem claro.

Os goleiros Gianluigi Buffon e Fernando Muslera trabalharam, e muito. Mesmo na hora de tomar o primeiro gol da partida, aos 24 minutos, o camisa 1 uruguaio ainda participou: foi uma cobrança de falta longa de Alessandro Diamanti, do lado direito da intermediária:  um misto de cruzamento e chute a gol. A bola encobriu Muslera, acertou a trave direita, voltou, bateu no ombro do uruguaio e, em cima da linha, Davide Astori tocou para o gol.

Com o gol, o ritmo só aumentou: Luis Suárez obrigou Buffon a uma defesaça e, pouco depois, de longe, Diego Forlán complicou de novo a vida do goleiro. Era um prenúncio do que estava por vir: primeiro, aos 13 minutos da segunda parte, o momento do empate: Walter Gargano roubou a bola, avançou desde o meio-campo e rolou para Edinson Cavani. O atacante fez aquilo que tem sido mais do que praxe na Serie A italiana: não perdoou. De perna direita, o jogador do Napoli tocou com categoria no canto esquerdo.

Tornou-se a tônica do jogo: a Itália mais tempo com a bola no pé, procurando encontrar um jeito de construir suas jogadas e os uruguaios, com velocidade, tentando contra-atacar. Foi assim que Forlán saiu cara a cara com Buffon e obrigou o goleiro a duas defesas consecutivas de forma espetacular, aos 23 da segunda etapa.

Para sorte dos italianos, porém, Diamanti estava em seu primeiro jogo como titular no torneio. Foi em mais uma falta cobrada pelo meia do Bologna que nasceu o segundo gol. Essa, no entanto, não deixou dúvidas que entrou de forma direta: de frente para a grande área, o canhoto acertou com precisão o canto esquerdo de Muslera, por cima da barreira, e marcou um golaço para deixar o jogo em 2 a 1. A reação foi idêntica e quase imediata, quando Cavani, inspirado, acertou uma cobrança de falta de muito longe – forte, apesar de com a lateral interna do pé – e surpreendeu Buffon para decretar novo empate.

Ao longo dos 30 minutos de tempo suplementar, apesar do calor baiano, o ritmo seguiu forte e ainda houve chances, mas não saíram mais gols. Pela segunda vez consecutiva, os italianos jogaram 120 minutos e precisaram da disputa de pênaltis para decidir seu destino. Desta vez, porém, a sorte – como o desempenho de Buffon - foi outra. Com três pênaltis defendidos, o goleiraço brilhou, pegou três pênaltis e assegurou a vitória italiana.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Espanha classifica nos pênaltis e enfrenta o Brasil na final

Após uma longa e cansativa temporada, Espanha e Itália, finalistas da Euro 2012, jogaram 120 minutos de um fascinante futebol em Fortaleza. Somente a disputa alternada de pênaltis foi capaz de desempatar a equilibradíssima disputa.

A decisão ocorreu após a cobrança errada de Leonardo Bonucci, que deu a Jesús Navas a chance de classificar a sua seleção para a final no Maracanã. O atacante do Manchester City não perdoou, frustrando os corações italianos. A derrota foi a quinta da Azzurra em seis decisões por pênaltis disputadas em competições da FIFA.

A equipe de Cesare Prandelli foi sem dúvida superior no tempo regulamentar. Organizada, atenta, sólida e com bom controle de bola, ganhou até gritos de "olé" vindos das arquibancadas do Castelão em alguns momentos. Os italianos ficaram felizes pelo ótimo futebol apresentado, mas tristes por não terem marcado gols. Christian Maggio e Daniele de Rossi certamente lamentarão por muito tempo os gols de cabeça que perderam, mesmo desmarcados. Já Emanuele Giaccherini acertou a trave de Casillas.

A Espanha ressurgiu na prorrogação, com Juan Mata ditando o ritmo e Navas sendo uma ameaça constante pela ponta direita. Jordi Alba não deixou o seu por pouco, Xavi acertou a trave. Del Bosque e Prandelli, tensos, comandavam as equipes à beira do campo. O nível de estresse de ambos aumentou ainda mais quando teve início a decisão por pênaltis. Até Shakira pareceu aliviada quando o marido Gerard Piqué acertou a sua cobrança diante de Gianluigi Buffon.

Doze pênaltis foram convertidos em sequência até Bonucci dar azar no 13º. Já Navas bateu rasteiro, à direita de Buffon. Mesmo escolhendo o canto certo, o goleiro italiano não conseguiu alcançar a bola. A Espanha carimbou a vaga para enfrentar o Brasil, e o mundo inteiro estará de olho nesse jogaço.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

sábado, 22 de junho de 2013

Brasil faz jus à tradição e vence a Itália

Algumas coisas já estão começando a se tornar praxe nos jogos da Seleção Brasileira, ao fim da primeira fase da Copa das Confederações da FIFA. Coisas como o apoio incondicional da torcida, um belo jogo em campo e... um golaço de Neymar e, para ele, um troféu de Craque do Jogo Budweiser. Houve disso tudo neste sábado na Arena Fonte Nova.

O camisa 10 brasileiro marcou pela terceira vez na competição – e o terceiro bonito gol – naquele que foi o segundo gol brasileiro numa emocionante vitória por 4 a 2 sobre a Itália, que valeu à equipe de Luiz Felipe Scolari a liderança invicta do grupo A, com nove pontos. Os outros gols brasileiros foram do soteropolitano Dante, no finalzinho do primeiro tempo, e mais dois de Fred, - que deixou o placar primeiro em 3 a 1 e, depois, o completou. Os gols italianos foram de Emanuele Giaccherini e Giorgio Chiellini.

O clima de apoio da torcida baiana era tão animado e irrestrito quanto aquele que a Seleção encontrou em seus dois primeiros jogos do torneio, em Brasília e Fortaleza. E, como naquelas ocasiões, isso se traduziu imediatamente em pressão para cima do adversário. Com pouco mais de um minuto, Hulk já invadiu a área entre três defensores, pela esquerda, e exigiu defesa difícil de Gianluigi Buffon. Ao longo dos dez seguintes, os italianos mal passaram do meio-campo e a bola quase não saía da área Azzurra.

Foi aos poucos que o ritmo da partida desacelerou e que o que começou a chamar mais atenção foram as lesões que desfalcaram os dois times num intervalo de oito minutos: aos 26 minutos, Emanuele Giaccherini substituiu Riccardo Montolivo; aos 30, Christian Maggio entrou na vaga de Ignazio Abate e, por fim, aos 34, David Luiz deu lugar a Dante. Mal se sabia, então, que entravam em campo alguns dos protagonistas do jogo.

Começando por Dante, um dos dois baianos em campo, ao lado de Dani Alves. Depois de um bom tempo sem que os brasileiros levassem verdadeiro perigo à defesa da Itália, nos acréscimos, foi o zagueiro nascido em Salvador e torcedor fanático do Bahia quem abriu o placar: após cobrança de falta de Neymar do bico da grande área, pela esquerda, Fred subiu bem de cabeça e obrigou Buffon a uma defesa difícil. A bola espalmada ficou nos pés do defensor do Bayern de Munique, que tocou para o gol.

Na segunda etapa, o incentivo da torcida foi de novo fundamental, mas desta vez para uma recuperação relativamente inesperada para quem dominara os primeiros 45 minutos e tivera a bola por quase 70% do tempo. É que, aos seis minutos, um chutão de Buffon encontrou Mario Balotelli na intermediária, de costas para o gol. O milanista teve categoria para dominar e, por cima de seu próprio corpo, dar um passe sensacional para Giaccherini, livre na direita da área. O chute cruzado foi indefensável para Júlio César e, imediatamente, despertou os gritos de “Brasil, Brasil” por parte dos quase 50 mil torcedores.

Pois quem atendeu, como tem sido praxe, foi Neymar. Desta vez, de uma forma (ainda) pouco usual: de falta. Apenas quatro minutos depois do empate, ele sofreu falta na beira da grande área e tratou de batê-la com perfeição, enganando Buffon ao mirar no próprio canto em que o goleiro italianos se colocava.

Parecia que tudo estava decidido aos 21, quando um lançamento de Marcelo, perfeito, encontrou Fred quase na marca do pênalti. O artilheiro do Fluminense dominou uma bola dificílima, aguentou o tranco de Giorgio Chiellini e, de canhota, bateu forte e sem chances. Era mais uma vantagem que duraria pouco. Cinco minutos, exatamente, até que Chiellini aproveitasse um lance confuso na área para bater rasteiro, da entrada da pequena área e marcar o 3 a 2 que transformaria os últimos minutos do jogo em outra pressão, mas agora da Azzurra – com direito a uma cabeçada na trave de Maggio, aos 35.

Na medida em que a pressão não funcionou, o Brasil se aproveitou de novo. Marcelo, excelente no apoio ao ataque, acertou chute colocado da entrada da área que obrigou defesa difícil de Buffon. Fred, como sempre, estava atento e bem colocado para o rebote. Fim de primeira fase para a Seleção de uma maneira que até os otimistas se surpreendem: três vitórias, nove gols e bom futebol.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Itália vence Japão e conquista vaga em jogo dramático

Sete gols, uma virada relâmpago e um fim de jogo dramático. Assim, em um jogo de tirar o fôlego e cheio de alternativas, a Itália contou com um gol de Sebastian Giovinco aos 41 minutos do segundo tempo para decretar a vitória sobre o Japão por 4 a 3 e conquistar uma vaga nas semifinais da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.

O resultado deixa a equipe do técnico Cesare Prandelli com seis pontos, mesmo número do Brasil, que lidera o Grupo A por ter melhor saldo de gols. Às 16h (locais) de sábado, dia 22, em Salvador, a Azzurra encara os donos da casa com a primeira posição da chave em jogo. No mesmo dia, Japão e México, ambos sem pontos e sem chances, despedem-se do torneio em Belo Horizonte.
A luta pela sobrevivência após a derrota diante do Brasil forçou o Japão a atacar, e a postura pareceu pegar os italianos de surpresa. Shinji Okazaki foi derrubado por Gianluigi Buffon dentro da área, e Keisuke Honda aproveitou o pênalti para abrir o placar aos 21 minutos. Aos 33, Shinji Kagawa aumentou, pegando uma sobra dentro da área. A Itália acordou para o jogo quando Daniele de Rossi cabeceou para o fundo da rede aos 41. O gol da Azzurra mudou a partida, e o empate só não saiu na etapa inicial porque o chute de Emanuele Giaccherini, as 46, parou na trave esquerda do goleiro Eiji Kawashima.

A pressão continuou no segundo tempo. Aos cinco minutos, Giaccherini ganhou dividida e cruzou para Mario Balotelli, que estava sozinho na pequena área. Atsuto Uchida esticou-se para fazer o corte, mas acabou marcando contra. Aos seis, um chute de Sebastian Giovinco resvalou na mão de Makoto Hasebe dentro da área. Aos sete, Balotelli converteu o pênalti e colocou a Itália na frente. O placar que daria a vaga nas semifinais aparentemente relaxou a Itália, que voltou a sofrer ataques do Japão. E o ataque nipônico voltou a funcionar aos 24, com Okazaki cabeceando para deixar o placar igualado mais uma vez: 3 a 3.

A partida seguiu cheia de emoção, com as duas equipes saindo para o ataque. O Japão, mais agressivo, quase marcou aos 37, quando, no mesmo lance, Okazaki carimbou na trave e, no rebote, Kagawa cabaceou para baixo. A bola, no entanto, quicou e subiu muito, raspando o travessão antes de sair sobre o gol. A busca pela vitória deixou espaços, e a Itália aproveitou antes do fim. Aos 41, em uma bela triangulação no ataque, Claudio Marchisio cruzou e achou Giovinco solto na pequena área para decretar a vitória da Azzurra.

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Foto: Getty Images

terça-feira, 18 de junho de 2013

Espanha é tetra da Euro S21

A Espanha é também imbatível no Sub-21. A Fúria conquistou nesta terça-feira o título da Eurocopa da categoria, depois de vencer a Itália por 4 a 1 na final, completando campanha com 100% de aproveitamento.

O jogo decisivo foi muito movimentado, desde os primeiros minutos. A Espanha abriu o placar logo aos seis minutos, com Thiago Alcântara, mas levou o empate antes dos 10.

O "brasileiro" Thiago brilhou com mais dois gols, um de pênalti, ainda no primeiro tempo. Isco, já na segunda parte, ampliou para 4 a 1, dando a entender que a emoção terminava ali. Mas Borini, com 10 minutos para o fim, diminuiu a diferença, deixando o jogo tenso pelos minutos seguintes.

Antes do apito final, a Espanha já havia retomado seu domínio com troca de passes precisos, sem deixar possibilidade de reação para a Squadra Azzurra.

A vitória encerra uma campanha apenas com vitórias da Fúria, que passou por Rússia, Alemanha, Holanda e Noruega, além da Itália. O título é o quarto da seleção espanhola na categoria.

OGOL.COM.BR / http://www.ogol.com.br/
Real Federación Española de Fútbol / http://rfef.es/

domingo, 16 de junho de 2013

Os craques decidiram e a Itália venceu o México

Em seu retorno a um domingo de jogo oficial – o primeiro desde que foi reformado –, o Maracanã não pode reclamar de falta de craques. Nem que esses não tenham sido decisivos. As 72 mil pessoas que assistiram à segunda partida do Grupo A da Copa das Confederações da FIFA estiveram diante de um belo jogo, que foi decidido sobretudo graças ao habitual talento de dois jogadores: Andrea Pirlo e Mario Balotelli.

Cada um deles marcou um gol da maneira que mais sabe – Pirlo, de falta, Balotelli, batalhando na área – para liderar a Itália na vitória por 2 a 1 sobre o México, cujo gol veio num pênalti cobrado por Javier “Chicharito” Hernández. A vitória valeu aos italianos os três primeiros pontos na chave, que tem sequência na quarta-feira, quando os mexicanos enfrentam o Brasil em Fortaleza, e a Azzurra, o Japão em Recife.

Ser ídolo em todo lugar
Não demorou para que Mario Balotelli justificasse o porquê de tanta ansiedade a respeito de sua escalação como titular ou não, após ter sofrido uma lesão. Em 15 minutos de jogo, o atacante do Milan já havia chutado quatro vezes a gol, em duas delas obrigando o goleiro José Corona a duas boas defesas.

Mas o gol italiano não viria desse jeito típico, mas de outro. Tão típico que a torcida – ou pelo menos a grande parte de brasileiros que se dividia entre os dois times – já antecipava. Aos 27 minutos, quando foi marcada a falta a 30 metros do gol de José Corona, o Maracanã quase todo já gritava: “Pirlo! Pirlo!”. Foi premonitório. Golaço no ângulo direito do meia da Juventus – que celebrou seu 100° jogo pela seleção.

No início, os mexicanos já haviam levado perigo quando Andrés Guardado invadiu a área e acertou o travessão, mas a reação autêntica veio, sobretudo, por uma falha: Andrea Barzagli se atrapalhou ao dominar uma bola, permitiu que Jesús Zavala lhe roubasse a bola e não teve outra opção senão derrubá-lo. Pênalti que Javier “Chicharito” Hernández converteu aos 34.

O segundo tempo esfriou bastante, e a impressão era de que as duas equipes caminhavam quase automaticamente para aceitar um empate, até que apareceu a outra carta na manga italiana. Não a precisão de Pirlo, mas a força de Balotelli, um verdadeiro inferno para os defensores. Aos 33, um passe aparentemente despretensioso, pelo alto, de Emanuele Giaccherini poderia perfeitamente ter sido dominado pela defesa do México. Mas o camisa 9 brigou, tomou a frente de Francisco Rodríguez e tocou na saída de Corona. Como Pirlo, também ele foi aplaudido e teve seu nome gritado pelos torcedores quando foi substituído. Muita coisa mudou no Maracanã, mas essa permanece a mesma: seu torcedor sabe quanto vê diante de si um craque em ação.

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domingo, 1 de julho de 2012

Espanha reescreve a história e conquista a Eurocopa 2012

A melhor seleção do mundo é a Espanha. Não há contestação. Neste domingo, a equipe de Vicente del Bosque fez 4 a 0 na Itália e conquistou a Eurocopa pela segunda vez seguida. De quebra, pela primeira vez na história uma seleção conquistou na sequência dois títulos do principal torneio de seleções na Europa. Ainda mais com um título de Copa do Mundo entre os dois continentais.

Com muita categoria e aproveitando-se da velocidade de seus jogadores de frente, a Espanha não teve dificuldade para colocar os defensores italianos na roda e construir essa goleada, a maior de uma final de Eurocopas na história, superando os 3 a 0 da Alemanha sobre a União Soviética em 1972.

É o terceiro título espanhol na Euro. Venceu também em 1964 e 2008. Ela se iguala à Alemanha, também recordista de títulos com as taças conquistadas em 1972, 1980 e 1996.

Melhor seleção da Europa e do mundo, a Espanha não sofreu gols em nenhum jogo de mata-mata dos seus três títulos recentes. Foram 10 jogos eliminatórios: seis nas Euros e quatro na Copa do Mundo de 2010 sem ser vazado. O último gol sofrido pela Espanha em jogos mata-mata aconteceu na semifinal da Copa das Confederações de 2009, na derrota por 2 a 0 para os Estados Unidos.

O jogo
Os espanhóis não deixaram os italianos respirarem em Kiev. Nos primeiros 15 minutos de jogo no Estádio Olímpico da capital ucraniana os selecionados de Del Bosque jogaram de fato como campeões do mundo. Calcados no toque de bola que deu a esta geração os melhores resultados da seleção espanhola na história, Iniesta, Fàbregas e Silva fizeram logo aos 13 minutos a jogada do belíssimo gol que abriu o placar.

Iniesta, solto na intermediária italiana, teve o espaço e o tempo necessários para lançar a bola rasteira para Fàbregas que entrou como raio nas costas de Chiellini, improvisado na lateral-esquerda. O camisa 10 chegou à linha de fundo e levantou na medida para Silva, no alto de seus 1,70m, cabecear firme no ângulo direito de Buffon, que já estava entregue no lance

A tentativa de Cesare Prandelli de fechar os espaços da Espanha com uma defesa bem postada na linha de quatro formada por Abate, Bonucci, Barzagli e Chiellini não deu certo. Os passes rápidos e as jogadas de profundidade em que os atacantes espanhóis disputavam corridas com os defensores italianos se configuravam numa disputa desleal para os de azul. Chiellini acabou substituído antes dos 20 minutos por contusão. Balzaretti entrou na sua vaga.

Assim, enquanto a Itália tentava jogar com bolas alçadas na área rival, a Espanha colocava a bola no chão, ao seu gosto, e esperava pacientemente por outra chance fatal. Assim, aos 40 minutos, Casillas lançou Jordi Alba na ponta esquerda. O lateral tabelou com Xavi e se lançou. Mais rápido, apareceu bem entre os zagueiros e Xavi rolou com primor para o colega aparecer na frente de Buffon e tocar para o fundo da rede.

A Espanha foi soberana e nenhum momento do jogo deixou de ter o controle das ações. Mesmo com a Itália tendo mais posse de bola no primeiro tempo, feito incrível num jogo contra a Espanha, a Azzurra obrigou Casillas a fazer apenas uma defesa difícil no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, Prandelli apostou na estrela de Di Natale, que marcara contra a Espanha no duelo da primeira fase. Ele entrou na vaga de Cassano. Mas foram os espanhóis que chegaram primeiro ao gol rival. Após escanteio, a bola bateu na mão de Bonucci dentro da área, mas o árbitro Pedro Proença não viu intenção do italiano em intervir na jogada.

Aos sete minutos, a substituição de Prandelli pareceu surtir efeito. Na melhor chance criada pela Itália no jogo, Pirlo deu passe preciso para Di Natale, que dentro da área, sem marcação, chutou firme. Bem posicionado, Casillas fez ótima defesa.

Passaram-se 10 minutos e a Itália não conseguia chegar mais. Então, Prandelli arriscou e fez sua terceira substituição. Sacou Montolivo e deu chance a Thiago Motta. Sem sorte, quatro minutos depois de entrar, o brasileiro naturalizado teve problemas físicos e precisou deixar o campo. Assim, a Itália passou a jogar com um a menos ao 15 minutos do segundo tempo.

A partir dali, nada pôde fazer a Itália. Como a Espanha gosta, passou a ter mais ainda a bola nos pés de seus bicampeões europeus. No final do jogo, com Fernando Torres e Juan Mata, que entraram nos lugares de Fàbregas e Iniesta, a Espanha ampliou. Torres fez o terceiro aos 38 e deu o passe para seu parceiro de Chelsea marcar o dele aos 43. E a festa espanhola não tem hora para acabar. Sua dinastia no futebol mundial parece não ter fim.

FICHA TÉCNICA - ESPANHA 4 x 0 ITÁLIA
Local: Estádio Olímpico, em Kiev (Ucrânia)
Data: 1º de julho de 2012 (Domingo)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Assistentes: Bertino Cunha Miranda e Ricardo Jorge Ferreira Santos (ambos de Portugal)

Cartões amarelos: Piqué (ESP); Barzagli (ITA)

Gols: David Silva aos 13 e Jordi Alba aos 40 minutos do 1º tempo. Fernando Torres aos 38  e Juan Mata aos 43 minutos do 2º tempo.

ESPANHA: Iker Casillas; Álvaro Arbeloa, Sergio Ramos, Gerard Piqué e Jordi Alba; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Andrés Iniesta (Juan Mata); David Silva (Pedro Rodríguez) e Césc Fàbregas (Fernando Torres) Técnico: Vicente Del Bosque

ITÁLIA: Gianluigi Buffon, Ignazio Abate, Leonardo Bonucci, Andrea Barzagli e Giorgio Chiellini (Federico Balzaretti); Daniele De Rossi, Andrea Pirlo, Claudio Marchisio e Riccardo Montolivo (Thiago Motta); Mario Balotelli e Antonio Cassano (Antonio Di Natale) Técnico: Cesare Prandelli

iG / http://www.ig.com.br/

terça-feira, 10 de maio de 2011

Falcão é o único brasileiro eleito para álbum dos últimos 50 anos na Itália

O único brasileiro eleito por colecionadores para integrar um álbum com os 18 melhores jogadores do Campeonato Italiano nos últimos 50 anos foi Falcão. O técnico do Internacional atuou de 1980 a 1985 na Velha Bota e por lá ganhou o apelido de Rei de Roma.

Na lista, Falcão não teve a companhia de brasileiros, mas integra uma seleção de grandes craques. Também foram eleitos os goleiros Buffon e Dino Zoff, os defensores Gaetano Scirea, Baresi, Giacinto Facchetti, Maldini e Cannavaro, os meias Michel Platini, Giancarlo Antognoni, Zidane, Giacomo Bulgarelli e Luis Suarez, além de Maradona, Gigi Riva, Van Basten, Baggio e Del Piero.

A eleição foi criada pela empresa Panini, que em 2011 comemora 50 anos desde o lançamento do seu primeiro álbum na Itália. Cerca de 400 mil colecionadores votaram nos jogadores que mais admiravam durante essas cinco décadas. Eles tinham que escolher os atletas em um grupo de 300 pré-selecionados por especialistas.

Com os 18 jogadores escolhidos, a empresa agora vai produzir e imprimir as figurinhas deles e enviá-las sob encomenda para quem quiser completar o álbum deste ano. Os craques ainda participarão de uma festa nesta quinta-feira, em Milão. Falcão, por conta da decisão do Campeonato Gaúcho, no domingo, não poderá comparecer.
GLOBOESPORTE.COM
Foto: Reprodução / Panini

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Roberto Baggio recebe prêmio por trabalhos pela paz

O ex-jogador italiano Roberto Baggio foi premiado com o Peace Summit Award, por seu trabalho pela paz no mundo e em diversas atividades relacionadas com este objetivo, informou nesta terça-feira o Summit of Nobel Peace Laureates.
O prêmio reconhece a contribuição de Baggio pelo seu trabalho com organizações beneficentes no mundo todo, além de sua ajuda no financiamento de hospitais, na campanha após o terremoto do Haiti e por seu empenho para a libertação da líder opositora Aung San Suu Kyi, atualmente em cativeiro.
Entre os premiados nos últimos anos com o Peace Summit Award, estão o músico inglês Peter Gabriel, o irlandês Bono, líder da banda U2, a cantora escocesa Annie Lenox e atores como George Clooney e Roberto Benigni.
Baggio é atualmente o presidente do setor técnico da Federação Italiana de Futebol. Em 2002, o ex-jogador foi nomeado embaixador da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
(EFE)
Foto:EPA

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Itália é eliminada pela Eslováquia

Pouca gente queria acreditar. Muitos achavam que a tradição italiana falaria mais alto. No final das contas, o fraco time da Itália, que nem de perto fez por merecer a defesa do título, acabou mesmo eliminado da Copa do Mundo. Por outro lado, nesta quinta-feira, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, a Eslováquia, ao vencer por 3 a 2, garantiu uma inédita classificação para as oitavas de final.
Desde 2002 o atual campeão mundial não caía logo no início da disputa. E desde 1974 a Azzurra não caía na primeira fase.
Com isso, o Grupo F classificou o Paraguai, que ficou no 0 a 0 com a Nova Zelândia, em primeiro lugar com cinco pontos, e os eslovacos na segunda posição, com quatro pontos. Os neozelandeses, com três pontos, terminaram à frente dos italianos.
A partida começou como todos esperavam, com muita marcação e poucas jogadas ofensivas. Com 15 minutos, nenhuma chance de gol clara apareceu.
Só que aos 24, a Eslováquia abriu o placar. Daniele de Rossi saiu jogando errado e Jurak Kucka, na intermediária, roubou a bola e tocou rápido para Robert Vittek. O atacante, da entrada da área, bateu no canto, sem chances para Federico Marchetti.
E mesmo com a vantagem no placar, os eslovacos seguiam no ataque. Aos 34 minutos, Zedenko Strba arriscou de muito longe e obrigou Marchetti a fazer uma grande defesa. Acuada, a Itália não conseguia sair da defesa, e quando saía, era facilmente desarmada pela defesa da equipe do Leste Europeu.
Tanto que os italianos quase empataram em uma jogada protagonizada pela defesa eslovaca. Após cruzamento, aos 40 minutos, Martin Skrtel cabeceou e a bola passou raspando o travessão de Jan Mucha. Só que no final do primeiro tempo, Vittek ajeitou para Kucka que, de primeira, mandou uma bomba de fora da área, que assustou Marchetti.

No intervalo, o técnico Marcello Lippi fez duas alterações: sacou Domenico Criscito e Gennaro Gattuso e colocou em campo Christian Maggio e Fabio Quagliarella. A Itália, mesmo assim, voltou apagada ainda, e o treinador, com dez minutos, promoveu a estreia de Andrea Pirlo na Copa, no lugar do inoperante Riccardo Montolivo.
Finalmente, aos 17 minutos, Antonio di Natale, de fora da área, colocou a bola com categoria no canto, mas Mucha defendeu – com algum trabalho. Quatro minutos depois, uma chance incrível. Simone Pepe cruzou da direita, o goleiro eslovaco desviou e a bola sobrou para Quagliarella, que dominou no peito e chutou forte. Skrtel, em cima da linha, salvou com o joelho.
Com os italianos no ataque, o contra-ataque estava aberto para a Eslováquia. A primeira oportunidade criada e desperdiçada dessa maneira veio com Miroslav Stoch, aos 24 minutos, chutando de fora. Porém, o segundo gol eslovaco saiu em uma jogada de bola parada, quatro minutos depois. Hamsik cobrou escanteio da direita e a defesa devolveu a bola para ele que, de primeira, bateu para a pequena área e Vittek, artilheiro da partida e agora do Mundial ao lado de Gonzalo Higuaín com três gols, apenas desviou.
A Itália descontou pouco tempo depois, aos 35, em uma boa jogada do ataque. Quagliarella tabelou com Vincenzo Iaquinta na meia-lua e chutou para defesa de Mucha. A bola sobrou para Di Natale que apenas teve o trabalho de empurrá-la para o fundo do gol. O empate veio na sequência, com Quagliarella, mas o árbitro Howard Webb anulou em uma decisão que ainda vai gerar muita confusão.
E aos 43, toda esperança italiana morreu. Kamil Kopunek, que acabara de entrar, recebeu um passe em cobrança de lateral, passou por trás da defesa e tocou por cima de Marchetti. A partida só não foi definida aí, porque aos 46, Quagliarella, da entrada da área, marcou um golaço, com um toque de categoria por cima de Mucha.
Pepe, já aos 49 minutos, teve uma última chance, na pequena área, mas mandou para fora. Final trágico para a atual campeã mundial.

Ficha técnica
Eslováquia 3x2 Itália
Local: estádio Ellis Park, Joanesburgo
Data: 24/06, quinta-feira
Árbitro: Howard Webb (ING)
Público: 53.412
Gols: Robert Vittek aos 24’/1T e aos 28’/2T e Kamil Kopunek aos 43’/2T (Eslováquia); Antonio di Natale aos 35’/2T e Fabio Quagliarella aos 48'/2T (Itália)
Cartões amarelos: Zedenko Strba, Robert Vittek, Peter Pekarik e Jan Mucha (Eslováquia); Fabio Cannavaro, Giorgio Chiellini, Simone Pepe e Fabio Quagliarella (Itália)
Eslováquia
1-Jan Mucha, 2-Peter Pekarik, 3-Martin Skrtel, 16-Jan Durica e 5-Radoslav Zabavnik; 6-Zedenko Strba (Kamil Kopunek aos 41’/2T), 19-Juraj Kucka, 15-Miroslav Stoch, 17-Marek Hamsik e 11-Robert Vittek (9-Stanislav Sestak aos 47’/2T); 18-Erik Jendrisek (22-Martin Petras aos 48’/2T). Técnico: Vladimir Weiss.
Itália
12-Federico Marchetti; 19-Gianluca Zambrotta 5-Fabio Cannavaro, 4-Giorgio Chiellini e 3-Domenico Criscito (2-Christian Maggio no intervalo); 6-Daniele De Rossi, 8-Gennaro Gattuso (18-Fabio Quagliarella no intervalo) e 22-Riccardo Montolivo (21-Andrea Pirlo aos 10'/2T); 10-Antonio di Natale, 7-Simone Pepe e 9-Vincenzo Iaquinta. Técnico: Marcelo Lippi.
Trivela.com
Foto: Agência Reuters

domingo, 20 de junho de 2010

Itália decepciona e fica no 1 a 1 com a Nova Zelândia

A Itália decepcionou novamente no seu segundo jogo. Depois de empatar por 1 a 0 contra o Paraguai na estreia, a Azzurra não conseguiu vencer a esforçada Nova Zelândia. Ficou no 1 a 1 com a seleção da Oceania no estádio Mbombela, em Nelspruit, e vai para a última rodada precisando vencer para se garantir. Os neozelandeses continuam com chances de classificação - precisarão vencer os paraguaios.
Marcelo Lippi mudou o esquema da Itália. Levou a campo o 4-4-2 com duas linhas de quatro e Vincenzo Iaquita – que jogou aberto pela esquerda no primeiro jogo – como atacante mais centralizado junto com Alberto Gilardino. Simone Pepe e Claudio marchisio jogaram como “externos”, abertos pelos dois lados.
Logo aos seis minutos de jogo, a Novas Zelândia causou arrepios na Itália. Em cobrança de falta para dentro da área, em borá aérea – terror dessa defesa italiana – Winston Reid desviou de cabeça e Shanon Smeltz, depois de Fabio Cannavaro escorregar, tocou de biquinho para o fundo do gol para marcar um surpreendente 1 a 0 para a Nova Zelândia. Reid empurrou Gilardino para cabecear e Smeltz estava impedido quanto tocou para o gol, mas os italianos não reclamaram. O lance era difícil.
A Itália chegou perto do gol aos 16. Em cobrança de escanteio de Pepe, Cannavaro desviou de cabeça e Giorgio Chiellini tocou muito mal para fora. A Itália ficava muito mais com a bola, buscando o gol. A Nova Zelândia, com uma postura defensiva, se armava para explorar bolas longas.
Aos 26, nova chance italiana. Riccardo Montolivo chutou de fora da área, Mark Paston só pode assistir e a bola bateu na trave. Um minuto depois, em cobrança de falta, Daniele de Rossi foi puxado dentro da área por Tommy Smith. O juiz deu o pênalti e cartão amarelo para o defensor neozelandês. Iaquinta bateu com categoria, bola para um lado, goleiro para outro: 1 a 1.
A Nova Zelândia passou a colocar todos os jogadores no campo de defesa. A Itália tinha espaço na defesa para sair jogando. A Azzurra tentava pressionar, mas foi só aos 44 minutos que chegou com perigo novamente, em um chute de fora da área de De Rossi, mas Paston defendeu.
Lippi voltou com duas alterações no segundo tempo. Mauro Camoranesi substituiu Pepe, e Gilardino deu lugar a Antonio Di Natale. E no seu primeiro lance, Di Natale recebeu uma bola pingando dentro da área, girou e bateu, para defesa de Mark Paston.
A Nova Zelândia quase fez o segundo gol aos 17 minutos. Em rebote de cobrança de lateral, o zagueiro Ivan Vicelich tentou de primeira de fora da área e assustou os italianos.
Aos 24, foi a vez da Itália. Montolivo, de fora da área, encheu o pé para grande defesa de Paston. Pouco depois, contra-atacou com perigo, Giampaolo Pazzini recebeu dentro da área e ajeitou para Montolivo novamente, mas bateu na zaga.
Assim como no primeiro tempo, os neozelandeses passaram a jogar sem bola atrás da linha do meio-campo. Com a bola, saíam para o jogo, tocando a bola e tentando lançamentos pelo alto.
Chris Wood quase marcou o gol mais bonito da Copa aos 37. O atacante deu um chapéu em Cannavaro e bateu cruzado, mas a bola acabou indo fora.
A Itália tentava pressionar, mas não conseguia ter criatividade parar criar jogadas de ataque. Aos 43, Camoranesi chutou de muito longe e obrigou Paston a fazer defesa difícil, mandando para escanteio.
O Paraguai lidera o grupo F, com 4 pontos. Itália e Nova Zelândia têm 2 pontos e a Eslováquia tem apenas 1. Na última rodada, a Itália enfrenta a Eslováquia e garante classificação com vitória. A Nova Zelândia joga contra o Paraguai e se vencer, também se classifica, independente do resultado do outro jogo. O Paraguai precisa apenas do empate para garantir a vaga.
Ficha técnica
Itália 1x1 Nova Zelândia
Local: Estádio Mbombela, Nelspruit
Data: 20/06, domingo
Árbitro: Carlos Batres (GUA)
Cartões Amarelos: Rory Fallon, Tommy Smith (Nova Zelândia)
Gols: Shane Smeltz aos 6’/1T (Nova Zelândia), Vincenzo Iaquinta aos 28'/1T (Itália)
Itália
12-Federico Marchetti, 19-Gianluca Zambrotta, 5-Fabio Cannavaro, 4-Giorgio Chiellini e 3-Domenico Criscito; 7-Simone Pepe (16-Mauro Camoransi no intervalo), 6-Daniele De Rossi, 22-Riccardo Montolivo e 15-Claudio Marchisio (20-Giampaolo Pazzini aos 16’/2T); 9-Vincenzo Iaquinta e 11-Alberto Gilardino (10-Antonio Di Natale no intervalo). Técnico: Marcelo Lippi.
Nova Zelândia
1-Mark Paston, 4-Winston Reid, 6-Ryan Nelsen, 5-Ivan Vicelich (21-Jeremy Christie aos 34’/2T) e 19-Tommy Smith; 11-Leo Bertos, 7-Simon Elliott e 3-Tony Lochhead; 10-Chris Killen (13-Andy Barron aos 47'/2T), 14-Rory Fallon (20-Chris Wood aos 18’/2T) e 9-Shane Smeltz. Técnico: Ricki Herbert.
Foto: Getty Images 
Trivela.com

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Itália arranca empate com Paraguai

O campeão mundial de 2006 começou a Copa com dificuldades. A Itália iniciou a participação na Copa do Mundo de 2010 saindo atrás no placar, e tendo de arrancar um empate por 1 a 1 contra o Paraguai, no jogo que fechou o primeiro dia do grupo F no Mundial.

O primeiro tempo na Cidade do Cabo já começou concorrido. Logo aos 30 segundos de jogo, Riccardo Montolivo foi atingido na canela por Cristian Riveros e caiu no chão, com dores. No entanto, o meio-campista italiano logo se levantou.

Aos poucos, a Itália foi reagindo. Aos 11 minutos, Domenico Criscito cruzou da esquerda, e a zaga paraguaia afastou. E, aos 18, Gianluca Zambrotta levantou a bola na área, da direita, mas Alberto Gilardino não a alcançou, e ela saiu à direita do gol de Justo Villar.

O Paraguai só foi criar a primeira chance aos 20 minutos, quando, após cobrança ensaiada de escanteio, a bola sobrou com Riveros, que cabeceou. A bola resvalou num defensor italiano e saiu, para novo escanteio.

No entanto, aos 21 minutos, veio a maior chance italiana de gol. Enrique Vera falhou na saída de bola, e Montolivo tomou a posse dela no meio-campo. Entretanto, o camisa 22 italiano demorou para chutar, permitindo a recuperação da defesa paraguaia. Quando mandou o arremate cruzado, Montolivo mandou a bola para fora.

No minuto seguinte, veio o Paraguai. Aos 22, após cruzamento, a bola sobrou com Aureliano Torres, que tentou arrematar para as redes. A bola, porém, saiu fraca, e foi pela linha de fundo, à esquerda do gol de GianlUigi Buffon. A Itália só voltou a responder numa sequência de escanteios. Num deles, aos 28, Claudio Marchisio cobrou escanteio da direita, e Antolín Alcaraz, na pequena área, tocou a bola para fora.

Porém, quando a Azzurra parecia tranquila em campo, a Albirroja abriu o placar. Aos 39 minutos, Torres cobrou falta pela direita, e a bola foi parar na cabeça de Alcaraz, que subiu sozinho e cabeceou no canto esquerdo de Buffon, abrindo o placar para a Albirroja.

No segundo tempo, a Itália perdeu um importante homem: com lesão muscular, Buffon deu lugar ao goleiro reserva, Federico Marchetti. Mas a Azzurra chegou primeiro ao ataque. Aos oito minutos, em cruzamento de Zambrotta para a área, a bola foi à segunda trave, e Simone Pepe tentou mandar a bola para o gol, com uma bicicleta. Porém, errou o alvo, e a bola foi para fora.

Depois, aos 10 minutos, o Paraguai veio. Vera recebeu passe, chegou à grande área pela direita e bateu perigoso, ao lado de Marchetti. A Itália devolveu no minuto seguinte: Montolivo cortou para o meio e bateu, da meia-lua, mas Villar agarrou a bola com segurança. Depois, aos 15, Mauro Camoranesi tentou cruzamento para a área, em direção ao gol, mas Villar se esticou e conseguiu a defesa.

Até que, aos 18 minutos, saiu o gol de empate italiano. Da direita, Pepe cobrou escanteio para a área. Villar saiu mal do gol, não alcançou a bola, e Daniele De Rossi apenas teve o trabalho de escorar para o gol, balançando as redes e empatando o jogo.

Motivada pelo empate, a Itália seguiu atrás da virada. Aos 25 minutos, Gilardino tentou chute na área, mas foi travado. Aos 35, Pepe recebeu passe de Antonio Di Natale e bateu para a defesa de Villar. E o goleiro paraguaio voltou a aparecer bem aos 39, quando Montolivo bateu forte e rasteiro para Villar espalmar. E a partida ficou mesmo no empate.

Ficha técnica

Itália 1x1 Paraguai

Local: Estádio Green Point, Cidade do Cabo
Data: 14/06, segunda-feira
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Gols: Antolín Alcaraz aos 39'/1T (Paraguai); Daniele De Rossi aos 18'/2T (Itália)
Cartões amarelos: Victor Caceres (Paraguai); Mauro Camoranesi (Itália)

Itália
1-Gianluigi Buffon (12-Federico Marchetti no intervalo); 19-Gianluca Zambrotta, 5-Fabio Cannavaro, 4-Giorgio Chiellini e 3-Domenico Criscito; 6-Daniele De Rossi, 22-Riccardo Montolivo, 15-Claudio Marchisio (16-Mauro Camoranesi aos 14'/2T), 7-Simone Pepe e 9-Vincenzo Iaquinta; 11-Alberto Gilardino (10-Antonio Di Natale aos 27'/2T). Técnico: Marcello Lippi.

Paraguai
1-Justo Villar, 6-Carlos Bonet, 21-Antolín Alcaraz, 14-Paulo da Silva e 3-Claudio Morel Rodríguez; 13-Enrique Vera, 15-Victor Caceres, 16-Cristián Riveros e 17-Aureliano Torres (11-Jonathan Santana aos 15'/2T); 18-Nelson Haedo Valdez (9-Roque Santa Cruz aos 24'/2T) e 19-Lucas Barrios (7-Oscar Cardozo aos 31'/2T). Técnico: Gerardo Martino

www.trivela.com
Foto: Reuters

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Seleção da Itália posa para as fotos oficiais

A seleção da Itália posou, nesta quarta-feira, para as fotos oficiais antes da Copa do Mundo. A delegação, que está treinando na cidada italiana de Sestriere, está no Grupo F, com Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia
(Foto: EFE)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Itália divulga os 30 nomes da pré-convocação pra a Copa

O técnico Marcelo Lippi divulgou nesta manhã os nomes dos 30 jogadores pré-convocados para a seleção italiana para a Copa do Mundo. entre os convocados, nenhuma surpresa.

Confira a lista dos 30 nomes:

Goleiros: Gianluigi Buffon (Juventus), Morgan De Sanctis (Napoli), Federico Marchetti (Cagliari), Salvatore Sirigu (Palermo).

Defensores: Salvatore Bocchetti (Genoa), Leonardo Bonucci (bari), Fabio Cannavaro (Juventus), Mattia Cassani (Palermo), Giorgio Chiellini (Juventus), Domenico Criscito (Genoa), Fabio Grosso (Juventus), Christian Maggio (Napoli), Gianluca Zambrotta (Milan).

Meio-campistas: Mauro Camoranesi (Juventus), Antonio Candreva (Juventus), Andrea Cossu (Cagliari), Gennaro Gattuso (Milan), Claudio Marchisio (Juventus), Riccardo Montolivo (Fiorentina), Angelo Palombo (Sampdoria), Simone Pepe (Udinese), Andrea Pirlo (Milan), Daniele De Rossi (Roma).

Atacantes: Marco Borriello (Milan), antonio Di Natale (Udinese), Alberto Gilardino (Fiorentina), Vincenzo Iaquinta (Juventus), Giampaolo Pazzini (Sampdoria), Fabio Quagliarella (Napoli), Giuseppe Rossi (Villarreal-ESP).
Trivela

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Amauri obtém cidadania italiana e já pode defender a Itália na Copa do Mundo

O atacante Amauri, do Juventus, obteve nesta segunda-feira oficialmente a cidadania italiana, e com isso poderá defender a Azzurra na Copa do Mundo.

- Esperava por esse dia há muito tempo. Após tantos anos, agora sou italiano e me sinto muito orgulhoso - disse o jogador em entrevista ao jornal "Tuttosport".

Questionado sobre seu futuro com a seleção italiana, Amauri se mostrou cauteloso.

- Vamos ver o que vai acontecer. Agora que sou verdadeiramente italiano, se tiver essa oportunidade, serei o homem mais feliz do mundo.

O atacante tem 29 anos e chegou a ser convocado por Dunga em uma oportunidade, mas não pôde atender ao chamado da seleção brasileira porque a convocação foi feita fora do prazo estipulado pela Fifa (o Juventus fez valer seu direito e não liberou o jogador).

No ano passado, o jogador assegurou que se tivesse que escolher uma seleção para disputar a Copa da África do Sul, optaria pela italiana.
Globo.com
Crédito: Reuters

quarta-feira, 10 de março de 2010

Às vésperas da Copa, Amauri pode se tornar cidadão italiano

A naturalização de Amauri como italiano deve se concretizar dentro de um mês. Segundo o jornal Corriere dello Sport, a Federação Italiana de Futebol recebeu garantia da Prefeitura de Turim sobre a aprovação do Ministério do Interior. Com isso, o brasileiro pode ganhar uma chance pela Itália na Copa do Mundo.
O atacante, atualmente com 29 anos, desandou a fazer gols pela Juventus há duas temporadas, sendo especulado para servir a seleção brasileira. Em janeiro de 2009, Amauri foi chamado pelo técnico Dunga para um amistoso contra a Itália, após corte de Luís Fabiano, mas a diretoria da Juventus vetou sua ida.
Como depois disso ele não foi mais convocado por Dunga, aumentou na Itália o apelo por sua naturalização. O técnico da Azzurra, Marcelo Lippi, diversas vezes se mostrou disposto a dar uma oportunidade ao brasileiro, o que poderá ocorrer em maio, apenas na convocação final para o Mundial.
Amauri chegou à Itália em 2000, tendo passado por Napoli, Piacenza, Messina, Chievo e Palermo antes de se transferir para a Juventus, onde ganhou destaque internacional pelo alto número de gols. No Brasil, o jogador não foi aprovado nas peneiras de Palmeiras e Santos e defendeu somente o Santa Catarina.
Foto:AP
Gazeta Esportiva

terça-feira, 13 de outubro de 2009

As 10 seleções mais valiosas do mundo

1.Espanha - 510 milhões de Euros
2.Brasil - 450 milhões de Euros
3.França - 440 milhões de Euros
4.Inglaterra - 430 milhões de Euros
5.Itália - 400 milhões de Euros
6.Argentina - 390 milhões de Euros
7.Portugal - 340 milhões de Euros
8.Alemanha - 290 milhões de Euros
9.Holanda - 280 milhões de Euros
10.Rússia - 210 milhões de Euros

Foram avaliados os valores dos 25 jogadores mais utilizados nas Eliminatórias para a Copa de 2010.
Fonte: futebolfinance.com