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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Bayern marca no último lance e conquista a Supercopa nos pênaltis

Os atuais campeões da Champions League buscavam mais um título nesta sexta-feira. Quando a bola rolou no Eden Stadium, em Praga, o que se viu foi um Bayern dominando o jogo, sofrendo com os contra-ataques de um Chelsea fiel ao estilo de seu treinador, José Mourinho, mas conseguindo se recuperar graças ao talento de Ribéry, eleito no dia anterior o melhor jogador do continente.

No início do confronto, Hazard fez excelente jogada pelo meio, abriu para Schurrle, que cruzou para área. O contestado Fernando Torres pegou de primeira e fez 1 a 0 em belo chute. Na volta do intervalo, Ribéry ainda empatou em 1 a 1 de fora da área. Na prorrogação, Hazard contou com falha de Neuer para pôr os ingleses à frente, porém, o espanhol Javi Martínez voltou a igualar em 2 a 2 no último suspiro do tempo extra. O belga Lukaku foi o único a perder sua cobrança nos pênaltis e deu o título aos bávaros.

Com a conquista, o Bayern se recupera da derrota para o Borussia Dortmund na disputa do primeiro título da temporada, a Supercopa da Alemanha. Ainda que de forma precoce, Guardiola já vinha sendo criticado nos bastidores. O Chelsea, por outro lado, acumula o seu segundo fracasso consecutivo no torneio - na edição anterior, sofreu goleada de 4 a 1 para o Atlético Madri.

Os bávaros foram a campo com diversos desfalques no meio-de-campo, entre eles, Thiago Alcântara, fora por sete semanas e Schweinsteiger, que se machucou na última rodada da Bundesliga.

Ao todo, foram cinco brasileiros no gramado em Praga, com destaque especial para o zagueiro David Luiz, que voltava no lugar de John Terry e fez excelente partida, sobretudo no primeiro tempo. Ramires foi expulso após entrada em Götze na etapa complementar. Oscar, Dante e Rafinha também foram titulares no encontro.

Agora, são 16 confrontos entre Guardiola e José Mourinho no banco de reservas, com o catalão aumentando a sua vantagem para o rival no retrospecto e chegando a oito vitórias - o ex-comandante do Real Madrid segue com três. Antes do jogo, a estatística foi motivo de polêmica na entrevista coletiva de Mou, que, depois de bater boca, preferiu deixar o assunto de lado.

Mesmo com várias ausências no time, o Bayern começou melhor a partida e dominava as ações, quando o Chelsea mostrou já carregar um toque de Mourinho em suas características, saiu em contra-ataque e, com perfeição na troca de passes, chegou ao gol. Hazard, brilhante, para Schurrle e para Fernando Torres. O espanhol recebeu excelente cruzamento dentro da área, não se deu nem ao trabalhar de dominar e, com oito minutos, colocou os londrinos à frente no placar.

A equipe de Munique ficava mais com a bola, porém, só conseguiu ameaçar pela primeira vez aos 21. Com uma posse de quase 70%, os alemães falhavam na hora de finalizar e tiveram a melhor chance nos minutos finais do primeiro tempo, em boa combinação de Ribéry com Shaqiri e chute do francês para boa defesa de Cech.

Na volta do intervalo, o camisa 7, que desbancou no dia anterior Messi e Cristiano Ronaldo na briga pela Bola de Ouro, mostrou por que foi considerado o melhor da Europa na última temporada e aprontou das suas.

Ele recebeu passe de Kroos vindo da esquerda, não pensou duas vezes e mandou o sarrafo novamente contra Cech. Dessa vez, o goleiro do Chelsea voou, abriu os braços, mas não conseguiu chegar na bola. O Bayern deixava tudo igual com apenas dois minutos em Braga.

E só dava Ribéry. Em cobrança de falta, arremates à distância e tramas na frente da área, o meia-atacante era o responsável por coordenar todas as ações.

Reequilibrando um pouco as ações, ainda que sem tanto com a bola, os Blues ameaçaram mais uma vez, em cabeçada no travessão de Ivanovic, após escanteio batido por Lampard com menos de 15 minutos para o fim do tempo normal. David Luiz ainda subiu bem em seguida.

Mesmo sendo sufocado, foi do Chelsea a melhor oportunidade para pular à frente do marcador e se aproximar do título. Em troca de passes perigosa ao redor da área, Dante recebeu, escorregou e entregou nos pés de Schurrle. O jovem jogador mandou diretamente para Oscar, que finalizou em cima de Neuer. Grande defesa do goleiro alemão aos 17 minutos. Lampard tentou no rebote, entretanto, enviou nas arquibancadas.

O brasileiro Ramires, chamado de volta por Felipão, complicou a vida de seus colegas na sequência ao atropelar Götze e ser expulso. Os atletas do Chelsea protestaram, mas ele já tinha cartão amarelo. O empate persistiu até a prorrogação.

No reinício da partida, Hazard não ligou para desvantagem numérica, saiu costurando pela esquerda e chutou para defesa supostamente fácil de Neuer. O arqueiro, no entanto, se atrapalhou e permitiu que os ingleses assumissem novamente a dianteira no placar.

Antes da mudança de lado, Ribéry ainda chorou pênalti em chance desperdiçada por Shaqiri, mas a arbitragem não deu atenção.

Cech ainda fez milagre nos instantes finais, salvando duas bolas no espaço de um minuto e mantendo o Chelsea na liderança. Ele ainda viu outra finalização cruzar a frente de seu gol e apenas torceu. São Petr, dirão os torcedores dos Blues. O goleiro só não pôde fazer nada no última lance do tempo extra, em bola alçada na área, desvio de Dante e toque de Javi Martínez para pôr tudo igual de novo. Espetacular.

Na última rodada dos pênaltis, o belga Lukaku desperdiçou e o Bayern partiu para mais uma festa neste ano.

FICHA TÉCNICA:

BAYERN DE MUNIQUE 2 (5) X (4) 2 CHELSEA

Local: Estádio Eden, em Praga (República Tcheca)

Data: 30 de agosto de 2013, sexta-feira

Horário: 15h45 (de Brasília)

Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)

Assistentes: Mathias Klasenius e Daniel Warnmark (ambos da Suécia)

Cartões Amarelos: Ribéry e Boateng (Bayern de Munique; Cahill, David Luiz, Ramires, Fernando Torres, Lukaku e Lampard (Chelsea)

Cartões vermelhos: Ramires (Chelsea)

Gols: BAYERN DE MUNIQUE: Ribéry, aos 2 minutos do segundo tempo e Javi Martinez aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação

CHELSEA: Fernando Torres, aos 7 minutos do primeiro tempo e Hazard, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação.

Pênaltis: BAYERN DE MUNIQUE: Alaba, Kroos, Lahm, Ribéry e Shaqiri converteram

CHELSEA: David Luiz, Oscar, Lampard e Ashley Cole converteram; Lukaku perdeu

BAYERN DE MUNIQUE: Neuer; Rafinha (Javi Martinez), Boateng, Dante e Alaba; Lahm, Kroos, Ribery, Muller (Gotze), e Robben; Mandzukic

Técnico: Josep Guardiola

CHELSEA: Cech; Ivanovic, Cahill, David Luiz e Ashley Cole; Ramires, Lampard, Schurrle (John Obi Mikel), Oscar e Hazard; Fernando Torres

Técnico: José Mourinho

ESPN do Brasil / http://www.espn.com.br/
FC Bayern München / http://www.fcbayern.telekom.de/

domingo, 30 de junho de 2013

Neymar é eleito Bola de Ouro da Copa das Confederações

Com um gol marcado na final e eleito melhor em campo em quatro dos cinco jogos do Brasil na campanha do título, o atacante Neymar foi eleito neste domingo o melhor jogador da Copa das Confederações, que terminou neste domingo com a vitória da seleção sobre a Espanha no Maracanã.

Em votação realizada pela Fifa com os jornalistas credenciados para o torneio, Neymar ficou com a Bola de Ouro, superando o meia espanhol Andrés Iniesta, segundo colocado na premiação, e o volante Paulinho, Bola de Bronze.

No prêmio para os artilheiros, Fernando Torres, da 'Fúria', ficou com a Chuteira de Ouro por ter chegado à marca de cinco gols antes de Fred, escolhido Chuteira de Prata. Neymar subiu às tribunas mais uma vez para receber a Chuteira de Bronze.

O melhor goleiro da competição foi o brasileiro Julio César, enquanto a seleção espanhola foi a escolhida para ficar com o troféu Fair Play por seu jogo limpo.

Os premiados pela Fifa ao final da Copa das Confederações foram os seguintes:.

Fair Play: Espanha

Chuteira de Bronze: Neymar (BRA)

Chuteira de Prata: Fred (BRA)

Chuteira de Ouro: Fernando Torres (ESP)

Luva de Ouro: Julio César (BRA)

Bola de Bronze: Paulinho (BRA)

Bola de Prata: Andrés Iniesta (ESP)

Bola de Ouro: Neymar (BRA).

TERRA

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Espanha goleia Taiti e quebra recorde

Já se sabia que era Davi contra Golias no Maracanã e não faltavam razões para isso. A campeã do Mundo e da Europa, Espanha, pegava uma seleção do Taiti quase 100% amadora e não facilitou. Venceu por 10 a 0, selou praticamente a presença nas semifinais da Copa das Confederações da FIFA, mas os taitianos também saíram com razões para sorrir de uma das grandes catedrais do futebol mundial.

Afinal, com apenas um jogador profissional no elenco, o Taiti ocupa a 138.ª posição do Ranking Mundial FIFA/Coca Cola e certamente seriam poucos os atletas do pequeno país da Oceania que algum dia imaginariam jogar no Maracanã e logo contra a enorme Espanha, que não perdeu qualquer dos últimos 24 jogos oficiais disputados e que lidera o Ranking.

Depois da derrota, por 6 a 1, contra a Nigéria na estreia no Grupo B, o Taiti ganhou a simpatia dos torcedores brasileiros. Esta quinta-feira, foram mais de 71 mil sempre a puxar pelo Taiti, quem sabe a imaginar um maracanazo em pequena escala que seria um gol taitiano contra a campeã do Mundo e bicampeã europeia.

Gols para todos os gostos
Não aconteceu, é verdade. O que aconteceu foi a maior goleada de todos os tempos na história da Copa das Confederações da FIFA e a Espanha a provar que, mesmo sem grande parte dos seus titulares, continua a ser uma seleção de grande nível.

O marcador funcionou logo aos cinco minutos, com Fernando Torres a marcar o primeiro dos seus quatro gols na partida, mas nem isso quebrou o espírito taitiano. A seleção da Oceânia aguentou-se bem até à meia hora de jogo e até tentou chegar, sempre que possível, à área espanhola.

Sempre que isso acontecia, o Maracanã ficava em festa, mas o estádio teve mesmo de se render às evidências. O 1 a 0 manteve-se até à meia hora de jogo, mas David Silva, Torres e David Villa elevaram a contagem até 4 a 0 antes do intervalo.

Para recordar
O segundo tempo trouxe ainda mais gols. Villa também completou o seu “hat-trick” – aumentou o seu recorde para 56 tentos em 90 jogos pela Roja – e a Espanha conseguiu mesmo chegar aos dois dígitos. O Taiti repetia a maior derrota da sua história, mas esse acaba por ser um pequeno pormenor na grande aventura desta seleção.

O pequeno país já fez história do Brasil 2013. Os seus jogadores, que têm no futebol uma paixão e não uma profissão, deixaram o gramado debaixo de aplausos da torcida e certamente nunca esquecerão a noite em que jogaram perante 71.806 pessoas no grande Maracanã. Mesmo que tenham sofrido a maior derrota num torneio sénior da FIFA.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Chelsea vence o Monterrey e encara Corinthians na final


Não houve zebras na semifinal do Mundial de Clubes. Favorito absoluto à vaga na decisão, o Chelsea venceu facilmente o Monterrey por 3 a 1 nesta quinta-feira, em Yokohama, e se credenciou a disputar o título no domingo diante do Corinthians, que passou pelo Al Ahly (1 a 0) na quarta. Os espanhóis Juan Mata e Fernando Torres abriram caminho para a vitória do clube inglês, enquanto o mexicano Chávez fez contra. No fim, De Nigris marcou o gol de honra.

O Chelsea dominou totalmente o início do jogo até abrir o placar com Mata, após bela jogada de Oscar e Ashley Cole. Depois, diminuiu o ritmo e viu o Monterrey crescer na partida. No segundo tempo, porém, dois gols em cinco minutos liquidaram a fatura. Jogadores do Corinthians acompanharam o jogo e deixaram o estádio faltando poucos minutos para o apito final, sem ver o gol mexicano.
A grande final está marcada para as 8h30 (de Brasília) deste domingo, também no Nissan Stadium, em Yokohama.

O jogo

O Chelsea surpreendeu em sua escalação com o zagueiro brasileiro David Luiz atuando como volante, deixando Ramires no banco. O time inglês tomou o controle da partida logo no início, com muitas trocas de passes e marcação agressiva no campo de ataque, enquanto o Monterrey se postava com dez atletas atrás da linha da bola. Aos 3min, David Luiz recebeu de Oscar e arriscou de longe, para fora.

Mostrando-se à vontade na nova função, David Luiz acertou lindo passe para Hazard aos 5min, mas o meia belga bateu para fora cara a cara com o goleiro Orozco. Quatro minutos depois, Hazard driblou dois mexicanos pela esquerda e cruzou para Oscar, que dominou mal e permitiu a chegada da zaga rival.

O domínio era inteiro do Chelsea, que trocava passes à vontade e não deixava o Monterrey jogar. Aos 12min, Oscar correu para interceptar passe errado da defesa e quase marcou, mas Orozco saiu para salvar. Com 16min, enfim saiu o gol: Oscar deu passe de calcanhar para Ashley Cole pela esquerda, e o lateral encontrou Mata sozinho na área. O espanhol finalizou bem de pé esquerdo e balançou as redes.

Depois do 1 a 0, o Chelsea abandonou a marcação pressão e passou a apertar só a partir da intermediária. Foi a senha para o Monterrey entrar no jogo e mostrar que também tinha qualidade. Aos 26min, Cardozo se livrou do lateral Azpilicueta na ponta esquerda e cruzou para De Nigris, que se antecipou a Cech, mas cabeceou por cima.

Crescendo no jogo, o time mexicano trocava passes e apostava principalmente nas jogadas pelas pontas, já que os laterais do Chelsea frequentemente ficavam isolados em situações de 2 contra 1. O time inglês recuou e teve menos posse de bola no fim do primeiro tempo, mas o Monterrey não conseguiu nenhuma outra chance clara contra o gol de Cech.

O segundo tempo começou com o Chelsea em ritmo totalmente diferente. O time inglês acelerou seu jogo e abriu o placar logo com 17 segundos: Hazard fez ótima jogada pela esquerda e deixou para Torres, que bateu e contou com desvio na zaga para fazer 2 a 0. Três minutos depois, mais um: Torres deu belo passe para Mata, que cruzou rasteiro e viu o lateral Chávez desviar contra a própria meta.

Com três gols de vantagem, o Chelsea novamente tirou o pé e recuou a marcação. Mas o Monterrey parecia abalado com o início avassalador de segundo tempo do rival, e concedia cada vez mais espaço para os contra-ataques azuis. Com 17min, Benítez sacou David Luiz, que teve ótima atuação no meio-campo, para a entrada do veterano Lampard, recentemente recuperado de lesão.

Já praticamente definida, a partida seguiu em ritmo morno. O Chelsea gastava o tempo e via o Monterrey ameaçar pouco; aos 25min, Delgado tentou de fora da área, mas Cech pegou firme. Benítez trocou Mata e Torres por Paulo Ferreira e Victor Moses, aumentando o poder de marcação dos europeus. Já nos acréscimos, De Nigris escapou pela direita e bateu na saída de Cech para descontar, mas já não havia tempo para qualquer reação.

FICHA TÉCNICA

Chelsea 3 x 1 Monterrey

Gols
Chelsea: Mata, aos 16min do 1º tempo; Torres, aos 17s, e Chávez (contra), aos 3min do 2º tempo
Monterrey: De Nigris, aos 47min do 2º tempo

Chelsea: Cech; Azpilicueta, Cahill, Ivanovic e Ashley Cole; Mikel e David Luiz (Lampard); Mata (Paulo Ferreira), Oscar e Hazard; Torres (Moses). Técnico: Rafa Benítez

Monterrey: Orozco; Pérez (Osorio), Basanta, Mier e Chávez; Meza (Solís) e Ayoví; Corona, Delgado (Carreño) e Cardozo; De Nigris. Técnico: Victor Vucetich

Árbitro
Carlos Vera (Equador)

Local
Nissan Stadium, Yokohama (Japão)

Terra / http://esportes.terra.com.br/
Chelsea Football Club / http://www.chelseafc.com/

domingo, 1 de julho de 2012

Espanha reescreve a história e conquista a Eurocopa 2012

A melhor seleção do mundo é a Espanha. Não há contestação. Neste domingo, a equipe de Vicente del Bosque fez 4 a 0 na Itália e conquistou a Eurocopa pela segunda vez seguida. De quebra, pela primeira vez na história uma seleção conquistou na sequência dois títulos do principal torneio de seleções na Europa. Ainda mais com um título de Copa do Mundo entre os dois continentais.

Com muita categoria e aproveitando-se da velocidade de seus jogadores de frente, a Espanha não teve dificuldade para colocar os defensores italianos na roda e construir essa goleada, a maior de uma final de Eurocopas na história, superando os 3 a 0 da Alemanha sobre a União Soviética em 1972.

É o terceiro título espanhol na Euro. Venceu também em 1964 e 2008. Ela se iguala à Alemanha, também recordista de títulos com as taças conquistadas em 1972, 1980 e 1996.

Melhor seleção da Europa e do mundo, a Espanha não sofreu gols em nenhum jogo de mata-mata dos seus três títulos recentes. Foram 10 jogos eliminatórios: seis nas Euros e quatro na Copa do Mundo de 2010 sem ser vazado. O último gol sofrido pela Espanha em jogos mata-mata aconteceu na semifinal da Copa das Confederações de 2009, na derrota por 2 a 0 para os Estados Unidos.

O jogo
Os espanhóis não deixaram os italianos respirarem em Kiev. Nos primeiros 15 minutos de jogo no Estádio Olímpico da capital ucraniana os selecionados de Del Bosque jogaram de fato como campeões do mundo. Calcados no toque de bola que deu a esta geração os melhores resultados da seleção espanhola na história, Iniesta, Fàbregas e Silva fizeram logo aos 13 minutos a jogada do belíssimo gol que abriu o placar.

Iniesta, solto na intermediária italiana, teve o espaço e o tempo necessários para lançar a bola rasteira para Fàbregas que entrou como raio nas costas de Chiellini, improvisado na lateral-esquerda. O camisa 10 chegou à linha de fundo e levantou na medida para Silva, no alto de seus 1,70m, cabecear firme no ângulo direito de Buffon, que já estava entregue no lance

A tentativa de Cesare Prandelli de fechar os espaços da Espanha com uma defesa bem postada na linha de quatro formada por Abate, Bonucci, Barzagli e Chiellini não deu certo. Os passes rápidos e as jogadas de profundidade em que os atacantes espanhóis disputavam corridas com os defensores italianos se configuravam numa disputa desleal para os de azul. Chiellini acabou substituído antes dos 20 minutos por contusão. Balzaretti entrou na sua vaga.

Assim, enquanto a Itália tentava jogar com bolas alçadas na área rival, a Espanha colocava a bola no chão, ao seu gosto, e esperava pacientemente por outra chance fatal. Assim, aos 40 minutos, Casillas lançou Jordi Alba na ponta esquerda. O lateral tabelou com Xavi e se lançou. Mais rápido, apareceu bem entre os zagueiros e Xavi rolou com primor para o colega aparecer na frente de Buffon e tocar para o fundo da rede.

A Espanha foi soberana e nenhum momento do jogo deixou de ter o controle das ações. Mesmo com a Itália tendo mais posse de bola no primeiro tempo, feito incrível num jogo contra a Espanha, a Azzurra obrigou Casillas a fazer apenas uma defesa difícil no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, Prandelli apostou na estrela de Di Natale, que marcara contra a Espanha no duelo da primeira fase. Ele entrou na vaga de Cassano. Mas foram os espanhóis que chegaram primeiro ao gol rival. Após escanteio, a bola bateu na mão de Bonucci dentro da área, mas o árbitro Pedro Proença não viu intenção do italiano em intervir na jogada.

Aos sete minutos, a substituição de Prandelli pareceu surtir efeito. Na melhor chance criada pela Itália no jogo, Pirlo deu passe preciso para Di Natale, que dentro da área, sem marcação, chutou firme. Bem posicionado, Casillas fez ótima defesa.

Passaram-se 10 minutos e a Itália não conseguia chegar mais. Então, Prandelli arriscou e fez sua terceira substituição. Sacou Montolivo e deu chance a Thiago Motta. Sem sorte, quatro minutos depois de entrar, o brasileiro naturalizado teve problemas físicos e precisou deixar o campo. Assim, a Itália passou a jogar com um a menos ao 15 minutos do segundo tempo.

A partir dali, nada pôde fazer a Itália. Como a Espanha gosta, passou a ter mais ainda a bola nos pés de seus bicampeões europeus. No final do jogo, com Fernando Torres e Juan Mata, que entraram nos lugares de Fàbregas e Iniesta, a Espanha ampliou. Torres fez o terceiro aos 38 e deu o passe para seu parceiro de Chelsea marcar o dele aos 43. E a festa espanhola não tem hora para acabar. Sua dinastia no futebol mundial parece não ter fim.

FICHA TÉCNICA - ESPANHA 4 x 0 ITÁLIA
Local: Estádio Olímpico, em Kiev (Ucrânia)
Data: 1º de julho de 2012 (Domingo)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Assistentes: Bertino Cunha Miranda e Ricardo Jorge Ferreira Santos (ambos de Portugal)

Cartões amarelos: Piqué (ESP); Barzagli (ITA)

Gols: David Silva aos 13 e Jordi Alba aos 40 minutos do 1º tempo. Fernando Torres aos 38  e Juan Mata aos 43 minutos do 2º tempo.

ESPANHA: Iker Casillas; Álvaro Arbeloa, Sergio Ramos, Gerard Piqué e Jordi Alba; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Andrés Iniesta (Juan Mata); David Silva (Pedro Rodríguez) e Césc Fàbregas (Fernando Torres) Técnico: Vicente Del Bosque

ITÁLIA: Gianluigi Buffon, Ignazio Abate, Leonardo Bonucci, Andrea Barzagli e Giorgio Chiellini (Federico Balzaretti); Daniele De Rossi, Andrea Pirlo, Claudio Marchisio e Riccardo Montolivo (Thiago Motta); Mario Balotelli e Antonio Cassano (Antonio Di Natale) Técnico: Cesare Prandelli

iG / http://www.ig.com.br/

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Os 20 maiores salários de jogadores de futebol 2011

Pelo 4º ano consecutivo o Futebol Finance publica a lista revista e atualizada com os maiores salários dos jogadores de futebol.O português Cristiano Ronaldo é o jogador mais bem pago do mundo, recebendo cerca de R$ 2,29 milhões por mês.

OS 20 MAIORES SAlÁRIOS DE JOGADORES DE FUTEBOL 2011
Jogador Clube Mensal Anual
1° Cristiano Ronaldo Real Madrid 1.000.000 € & 12.000.000 €
2° Lionel Messi FC Barcelona 875.000 € 10.500.000 €
3° Fernando Torres Chelsea 833.000 € 10.000.000 €
4° Yaya Touré Manchester City 833.000 € 10.000.000 €
5° Wayne Rooney Manchester United 791.000 € 9.500.000 €
6° Ricardo Kaká Real Madrid ; 833.000 € 9.000.000 €
7° Zlatan Ibrahimovic AC Milan 833.000 € 9.000.000 €
8° Emmanuel Adebayor Real Madrid 708.000 € 8.500.000 €
9° Carlos Tevez Manchester City 666.000 € 8.000.000 €
10° Samuel Eto´o Internazionale 666.000 € 8.000.000 €
11° Frank Ribery Bayern Munique 666.000 € 8.000.000 €
12° John Terry Chelsea 625.000 € 7.500.000 €
13° Frank Lampard Chelsea 625.000 € 7.500.000 €
14° Steven Gerrard Liverpool 625.000 € 7.500.000 €
15° Xavi FC Barcelona 625.000 € 7.500.000 €
16° Anders Iniesta FC Barcelona 583.000 € 7.000.000 €
17° David Villa FC Barcelona 583.000 € 7.000.000 €
18° Daniel Alves FC Barcelona 583.000 € 7.000.000 €
19° Edin Dzeko Manchester City 541.000 € 6.500.000 €
20° Rio Ferdinand Manchester United 541.000 € 6.500.000 €
Obs: Os valores estão em Euros.
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