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sábado, 17 de julho de 2010

Estatísticas e curiosidades da Copa do Mundo de 2010

Período: 11 de junho a 11 de julho de 2010

Total de jogos: 64
Gols marcados: 145

Média de gols: 2,26

Artilheiros: Thomas Mueller (Alemanha), David Villa (Espanha), Wesley Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai) 05 gols

Público total: 3,18 milhões
Média de público: 49.687 pessoas
Mais estatisticas e curiosidades

18.449 voluntários, o mais velho entre eles com 80 anos de idade, tiveram um papel fundamental no sucesso da primeira Copa do Mundo da FIFA realizada na África.

669 tentativas de passe foram feitas por Xavi durante o torneio, 104 a mais do que o seu concorrente mais próximo, Bastian Schweinsteiger. Xavi também alcançou o segundo maior número de cruzamentos, um total de 42, atrás apenas de Diego Forlán, com 50.

559 minutos sem sofrer gol foi o tempo que permitiu à Suíça estabelecer o novo recorde da Copa do Mundo da FIFA. Os suíços ultrapassaram a marca anterior da Itália, de 550 minutos.

261 faltas foram cometidas na África do Sul 2010, uma redução significativa em relação à Alemanha 2006 (346). O resultado disso é que o número de expulsões também diminuiu consideravelmente: apenas 17 cartões vermelhos contra 26 de quatro anos atrás.

117 minutos foi o tempo de que Andrés Iniesta precisou para marcar o dramático gol da vitória contra a Holanda, o período mais longo para a definição do placar em finais da Copa do Mundo da FIFA.

39 anos e 330 dias fizeram de David James o jogador mais velho do torneio sul-africano. O detentor dos títulos de mais velho jogador de linha e mais velho jogador a marcar um gol foi o mexicano Cuauhtémoc Blanco, com 37 anos e 156 dias. Christian Eriksen, da Dinamarca, foi o jogador mais jovem na África do Sul, com 18 anos e 120 dias.

31 arrancadas deram ao espanhol Sergio Ramos a condição de maior driblador do torneio, à frente de candidatos mais prováveis como Lukas Podolski (27), Andrés Iniesta (26), David Villa e Lionel Messi (ambos com 25).

22 tentos assinalados no Estádio Green Point deram à arena da Cidade do Cabo a primeira posição entre as dez sedes da África do Sul. O Soccer City, de Johanesburgo, que teve as suas redes balançadas 20 vezes, ficou em segundo lugar.

22 jogadores foram utilizados pela Alemanha ao longo do torneio, o maior número entre todas as equipes. Em contrapartida, os selecionados da Eslovênia, Nova Zelândia e Coreia do Norte colocaram em campo apenas 15 atletas.

19 faltas fizeram de Keisuke Honda, do Japão, o improvável líder de infrações cometidas na competição. Os finalistas Sergio Ramos e Mark van Bommel ficaram logo atrás, com 17 cada um.

14 gols em Copas do Mundo da FIFA foi a marca alcançada por Miroslav Klose, deixando o atacante da Alemanha somente um gol atrás do recordista Ronaldo. Klose agora divide a segunda posição com Gerd Müller.

14 cartões amarelos e um vermelho foram distribuídos na acirrada final entre Holanda e Espanha, mais que o dobro do recorde anterior de uma decisão de Mundial, estabelecido em 1986, quando a Argentina e a Alemanha Ocidental somaram seis cartões.

12 gols foram marcados por jogadores do Bayern de Munique durante a África do Sul 2010, tornando o clube da Bavária o melhor representante na artilharia do torneio. A Inter de Milão, que vencera o time alemão na final da Liga dos Campeões da UEFA deste ano, ficou em segundo lugar com nove gols, enquanto que os jogadores do Atlético de Madri balançaram as redes oito vezes. O Campeonato Espanhol dominou a contagem geral, com os seus jogadores assinalando 29 tentos contra 21 dos atletas da Bundesliga. Na terceira posição ficou a Série A italiana, com 16, seguida pelo Campeonato Inglês, com 12.

8 países possuem agora pelo menos um título da Copa do Mundo da FIFA, depois que a Espanha se juntou ao clube de elite. A Furia tornou-se a primeira seleção a conquistar o Mundial depois de uma derrota no jogo de estreia e a primeira da Europa a erguer a taça fora do próprio continente.

6 edições da Copa do Mundo da FIFA como técnico foi a nova marca estabelecida por Carlos Alberto Parreira, que, ao comandar a sua quinta equipe na competição, também quebrou o recorde de quatro que dividia com Bora Milutinovic.

6 seleções europeias alcançaram as oitavas de final na África do Sul 2010, mas somente três chegaram às quartas — o pior número do Velho Continente. Entretanto, enquanto os cinco representantes sul-americanos passaram aos mata-matas, quatro como primeiros nos seus respectivos grupos, a final foi mais uma vez decidida por selecionados europeus.

3 jogadores — David Villa, Andrés Iniesta e Carles Puyol — marcaram todos os gols da Espanha na África do Sul 2010. Antes disso, nenhuma equipe jamais conquistara a Copa do Mundo da FIFA com menos de quatro goleadores diferentes. Os oito gols assinalados pelo selecionado espanhol marcam a menor contagem entre todos os campeões da competição.

3 irmãos em um mesmo plantel foi outra marca inédita ocorrida na África do Sul 2010. Jerry, Jhony e Wilson Palacios entraram para a história graças à inclusão dos seus nomes na lista dos 23 jogadores de Honduras.

3 assistências foram dadas por Kaká, Thomas Müller, Bastian Schweinsteiger, Dirk Kuyt e Mesut Özil, fazendo destes cinco atletas os criadores mais eficazes do torneio.

2 finalistas da edição anterior da Copa do Mundo da FIFA, a França e a Itália, foram eliminados na fase de grupos pela primeira vez na história. O único fracasso semelhante aconteceu em 1966, quando a Tchecoslováquia sequer se classificou e o Brasil, então campeão, não passou da primeira fase.

2 empates e uma derrota nos três jogos da fase de grupos fizeram do desempenho da Itália na África do Sul o pior da sua história em Mundiais. Os italianos jamais haviam participado da competição sem terem conquistado ao menos uma vitória. A última colocação no grupo também foi um fato inédito. A equipe de Marcello Lippi continua sem vencer em 2010.

2 minutos e 39 segundos foi o tempo que Thomas Müller levou para assinalar o gol mais rápido do torneio na vitória por 4 a 0 da Alemanha sobre a Argentina.

1 selecionado terminou o torneio invicto: o da Nova Zelândia. A inesperada marca foi alcançada quando a série de 14 vitórias seguidas da Holanda durante as eliminatórias e a Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010 foi quebrada na grande final em Johanesburgo.

Pela primeira vez na história a Seleção anfitriã (África do Sul) não passa da 1ª fase.

A Espanha ficou com o Prêmio FIFA Fair Play
www.campeoesdofutebol.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Camisa da Espanha com estrela de campeã já está a venda

A primeira estrela de campeã mundial da Espanha já está na camisa da seleção do país. Alguns sites europeus já vendem o modelo, que tem ainda, abaixo do escudo, a inscrição 'World Cup Winners 2010' (Vencedores da Copa do Mundo 2010).
(Foto: Reprodução / Site Kit Bag)

Fifa divulga a seleção da Copa do mundo

A Fifa anunciou a seleção da Copa do Mundo, eleita em votação feita pelos usuários do site da instituição. A Espanha, campeã do mundo, domina o time com seis escolhidos.
O goleiro é Casillas, da Fúria. Na defesa, o brazuca Maicon(foto) figura entre os onze. Ele, aliás, é o único representante da Seleção Brasileira. Completam o setor defensivo outros dois laterais-direitos: Lahm, da Alemanha, e Sergio Ramos, da Espanha, além do também campeão Puyol.
No meio de campo, a dupla dourada do Barcelona e da Espanha, Xavi e Iniesta, além do holandês Sneijder e do alemão Schweinsteiger. No ataque, David Villa (outro espanhol) e Forlán, do Uruguai, vencedor da Bola de Ouro do torneio.
O técnico eleito foi Vicente del Bosque. "Algumas das suas decisões foram questionadas. Mas todas acabaram justificadas pela conquista do troféu mais cobiçado do futebol mundial", destaca o site da Fifa.
O time fica da seguinte forma: Casillas; Maicon, Sergio Ramos, Puyol e Lahm; Schweinsteiger, Xavi, Iniesta e Sneijder; Villa e Forlán. Técnico: Vicente del Bosque
LANCEPRESS!
Foto:AE

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Casillas vence o prêmio Luva de Ouro

O goleiro Iker Casillas, capitão da seleção da Espanha, é o vencedor do prêmio Luva de Ouro de melhor goleiro da Copa do Mundo de 2010.
Casillas tomou apenas dois gols na campanha do título espanhol, contra a Suíça, na estreia, e contra o Chile, na terceira rodada da fase de grupos.
Criticado após a derrota na estreia para a Suíça, o goleiro mostrou-se fundamental na campanha da Roja ao fazer boas defesas contra Portugal, defender um pênalti contra o Paraguai e mostrar segurança contra a Alemanha.
Trivela

domingo, 11 de julho de 2010

Forlán é eleito Bola de Ouro

O uruguaio Diego Forlán foi eleito o Bola de Ouro da Fifa na Copa do Mundo de 2010. O jogador, que foi quarto lugar com a seleção do Uruguai, foi o principal responsável pela campanha surpreendente dos sul-americanos.
Forlán marcou cinco gols e deu uma assistência no Mundial. Jogou em uma posição mais recuada do que está acostumado, como homem mais recuado dos atacantes.
O Uruguai não ficava entre os quatro primeiros do Mundial desde 1970, na Copa do Mundo do México, quando os uruguaios perderam a terceira posição justamente para a Alemanha, o mesmo que aconteceu em 2010.
Foto: Getty Images
Trivela 

Müller recebe a chuteira de ouro como artilheiro

O atacante alemão Thomas Müller é o Chuteira de Ouro da Fifa, com cinco gols marcados na Copa do Mundo. Oustro três jogadores marcaram o mesmo número de gols, mas o alemão venceu por ter mais assistências - fez três no torneio.
David Villa, da Espanha, Wesley Sneijder, da Holanda, e Diego Forlán, do Uruguai, também marcaram cinco gols cada. Pelos critérios da Fifa, Villa ficou em segundo, com uma assistência, e Sneijder em terceiro, também com uma assistência, mas com mais minutos jogados - o segundo critério de desempate.
Forlán, que levou o Uruguai à quarta colocação, fez os mesmos cinco gols e uma assistência, mas foi o que mais jogou: 654 minutos. POr isso, ficou em quarto lugar na disputa.
Trivela

Thomas Müller eleito Melhor Jogador Jovem da Copa do Mundo

Exatamente 36 anos após Gerd Müller ter causado furor na Copa do Mundo da FIFA 1974, o alemão Thomas Müller seguiu os passos do ídolo e xará na África do Sul. O meia de apenas 20 anos conquistou o título de Melhor Jogador Jovem, concedido pelo Grupo de Estudos Técnicos da FIFA (GET).
"Em tempo recorde, Thomas Müller chegou ao topo do futebol internacional. Há apenas dois anos, o jovem meia-atacante estava no time B do Bayern de Munique. Atuou pela primeira vez com a camisa da seleção alemã em março deste ano. Com um futebol dinâmico e faro de gols, se tornou o preferido do grande público amante do futebol", justificou o GET ao anunciar o ganhador do prêmio.
Honrado para sempre
Graças ao desempenho no sábado na partida contra o Uruguai — vencida pela Alemanha por 3 a 2, com um dos gols anotados pelo próprio Müller — o alemão superou os outros dois concorrentes, o mexicano Giovani dos Santos e o ganês André Ayew. Müller é o terceiro atleta germânico a receber a honraria, conquistada por Franz Beckenbauer em 1966 e Lukas Podolski em 2006.
"Essa conquista é para sempre", afirmou o camisa 13 da Alemanha. "É uma confirmação do bom trabalho realizado no ano que passou e é uma honra ser comparado a Beckenbauer ou Pelé. Mostra também que na Alemanha se faz um bom trabalho com os times de base. Por isso quero agradecer à comissão técnica do Bayern de Munique e aos responsáveis pela equipe nacional pela oportunidade que me foi dada e pela confiança em mim depositada. Foi um  prazer enorme ter jogado com os meus colegas na seleção", completa o jovem, antes de concluir: "Preferiria, no entanto, que tivéssemos conquistado o título de campeões mundiais."
As palavras de Müller mostram o quanto ele amadureceu nos últimos meses. O jogador foi campeão alemão e venceu a Copa da Alemanha na temporada que passou. Além disso, participou da Liga dos Campeões da UEFA e foi vice-campeão europeu com o Bayern de Munique. Ao todo, atuou em 66 partidas oficiais pelo clube e pela Nationalelf. "Olhando para trás, foi um desenvolvimento espetacular", analisa. "Nem eu esperava ir tão longe. Normalmente só o fato de chegar à uma final da Liga dos Campeões é o ápice da carreira de qualquer jogador. Aí vem a minha participação na Copa do Mundo da FIFA e consigo subir mais um degrau. É inacreditável. Em maio, quando fui convocado, tive logo um bom pressentimento. Percebi que cada jogador da seleção queria, a todo custo, dar o máximo nesse torneio mundial."
"Ele é capaz de fazer qualquer coisa"
O desempenho de Müller na África do Sul é impressionante: em seis partidas marcou cinco gols e deu três assistências. Ao todo, chutou cinco vezes contra o gol adversário, ou seja, teve um aproveitamento de 100%. Com esse desempenho, tornou-se o segundo jogador mais jovem da história a fazer cinco gols na mesma edição da Copa do Mundo da FIFA. Apenas Pelé o supera, com os seus 17 anos e seis gols marcados na Suécia em 1958.
Os leitores do FIFA.com elegeram Müller o Craque do Jogo em duas oportunidades, contra Inglaterra e Uruguai. Na semifinal contra a Espanha, ele não jogou pois estava suspenso.
Crédito: AFP
FIFA.com

Espanha vence na prorrogação e é campeã do mundo

Em uma final marcada muito mais pelos lances violentos do que pelos bonitos, a seleção da Espanha coroou neste domingo o sucesso de uma geração ao vencer a Holanda, por 1 a 0, no Estádio Soccer City, e se sagrar pela primeira vez campeã do mundo. O herói do título foi Iniesta, que anotou o gol salvador aos 11min do segundo tempo da prorrogação.

A partida teve no total treze cartões amarelos e um vermelho distribuídos pelo juiz Howard Webb e lances de extrema violência, como uma entrada de "voadora" de De Jong em Xabi Alonso. O árbitro inglês preferiu atuar na base da conversa ao invés de expulsar um jogador de uma das duas equipes. Tanto que o cartão vermelho de Heitinga, que havia cometido falta dura em Villa quando recebeu o amarelo, só foi sair no segundo tempo da prorrogação.
Os comandados de Vicente del Bosque, que há dois anos encantaram o mundo no título da Eurocopa, voltaram a cativar e fazer história. Tida por diversas vezes como grande seleção nas previsões antes dos Mundiais, os espanhóis acabavam decepcionando na hora H e ficaram com fama de "amarelões". Desta vez, a situação mudou. Chegaram pela primeira vez a uma semifinal de Copa, depois à primeira decisão e agora ao inédito título. Além de terem alcançado uma marca histórica para o país, os espanhóis se tornaram a primeira seleção europeia a conquistar um título mundial fora do seu continente.
Foi a premiação para uma equipe de toques rápidos e envolventes, com um belo entrosamento e que tem jogadores de muito talento como Xavi, Iniesta e Villa. Apesar de um tropeço na primeira partida contra a Suíça, os espanhóis deram a volta por cima durante o Mundial, deixando para trás adversários como Portugal e Holanda. Se há um ano, os espanhóis saíram da África como grande decepção da Copa das Confederações, hoje dão a volta por cima agraciados com a taça.
Primeiro tempo
As duas equipes vieram com força máxima, sem surpresas em suas escalações. Os holandeses mandaram a campo um time numerado de 1 a 11, com o tradicional quarteto ofensivo de Robben, Sneijder, Kuyt e Van Persie; do outro lado, Vicente del Bosque manteve Fernando Torres no banco, escalando Pedro e Iniesta abertos para apoiar David Villa no comando de ataque.
Como de costume, a Espanha tomou o controle do jogo nos primeiros minutos, mantendo a posse de bola e trocando passes. A primeira chegada de perigo também foi espanhola: aos 4min, Xavi ergueu na área em cobrança de falta e Sergio Ramos cabeceou com violência, para excelente defesa do goleiro Stekelenburg. Com 7min, Busquets deu um susto na torcida ao errar passe displicente na intermediária, mas o chute de fora da área de Kuyt não foi problema para Casillas.
Os comandados de Del Bosque seguiram mandando na partida e, aos 10min, Sergio Ramos driblou Kuyt pela direita e bateu cruzado; a bola bateu em Heitinga e foi para escanteio. Na cobrança, a jogada sobrou para Villa na esquerda da área e o artilheiro bateu de primeira, mas acertou a rede pelo lado de fora.
A Holanda não conseguia sair para o jogo e só foi ameaçar aos 17min, na bola parada. Sneijder bateu falta de muito longe direto para o gol, mas Casillas segurou firme. Aos poucos, o time laranja acertou a marcação no meio e a partida ficou truncada, com muitas faltas e poucas chegadas à frente. Em um intervalo de 13 minutos, o árbitro Howard Webb distribuiu cinco cartões amarelos - porém, a solada de De Jong no peito de Xabi Alonso aos 28min merecia o vermelho.
Aos 33min, um lance inusitado: De Jong foi devolver a bola para a Espanha com um lançamento longo e quase encobriu Casillas, que foi obrigado a espalmar para escanteio. Na cobrança, Van Persie manteve o fair play e tocou para o goleiro espanhol. Quatro minutos depois, a Holanda protagonizou outro momento pitoresco com uma furada de Mathijsen no ataque.
Os espanhóis finalmente voltaram a finalizar aos 38min, com Pedro, que arrancou pelo meio e arriscou de longe, para fora. Com 42min, foi a vez de Xabi Alonso soltar a bomba em cobrança de falta e novamente errar o alvo. A Holanda voltou a assustar no fim do primeiro tempo em chute de Robben, mas Casillas garantiu o 0 a 0 antes do intervalo.
Segundo tempo
Logo aos 2min da segunda etapa, Capdevila teve a chance de colocar a Espanha na frente, mas retribuiu a furada de Mathijsen no primeiro tempo ao errar a bola na pequena área após cobrança de escanteio. A Holanda respondeu aos 6min, em novo chute de fora da área de Robben, que parou em Casillas outra vez.
A grande chance da Holanda, que mais batia que jogava, caiu nos pés de Robben aos 16min. Sneijder descolou excelente passe para o camisa 11, que saiu na cara do gol, mas Casillas desviou com o pé o chute do atacante, mandando para escanteio. O jogo ficou mais aberto, com as duas equipes saindo em busca do gol da vitória.
A Espanha respondeu na mesma moeda aos 24min. Jesús Navas cruzou rasteiro da direita, a bola passou pela zaga e sobrou limpa para Villa no bico da pequena área; porém, o chute do artilheiro espanhol foi bloqueado de forma heroica por um carrinho de Heitinga. Villa parecia com a pontaria descalibrada, e teve outro chute travado aos 31min. Na cobrança de escanteio na sequência, Sergio Ramos apareceu sozinho para cabecear, mas mandou por cima do travessão.
Robben teve uma segunda chance de abrir o placar aos 37min ao ganhar na velocidade de Puyol e entrar na área, mas novamente foi abafado por Casillas, que saiu bem e ficou com a bola. Foi a última oportunidade clara de gol no tempo normal, e a partida se encaminhou sem gols para a sexta prorrogação da história das finais de Copa do Mundo.
Prorrogação
Os goleiros iam se transformando nos melhores em campo na decisão. Aos 4min, Iniesta deixou Fàbregas na cara do gol, mas o meio-campista do Arsenal bateu de pé esquerdo em cima de Stekelenburg, perdendo grande chance. No minuto seguinte, a Holanda quase balançou as redes em cabeçada de Mathijsen após escanteio, mas o zagueiro desviou para fora.
A Espanha parecia não querer o gol. Com 8min, Iniesta recebeu bola em profundidade de Fàbregas, invadiu a área, hesitou demais para concluir a jogada e acabou desarmado. Dois minutos depois, Navas chutou forte da direita, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu para escanteio. Aos 13min, Fàbregas arrancou pelo meio e chutou para fora da entrada da área.
No intervalo da prorrogação, Del Bosque sacou Villa para a entrada de Fernando Torres, autor do gol do título da Euro 2008. Aos 4min, finalmente a primeira expulsão do jogo: Heitinga derrubou Iniesta na entrada da área e levou o segundo cartão amarelo. Na cobrança da falta, Xavi bateu por cima da meta. Sneijder respondeu aos 9min, também em chute forte na bola parada, mas a bola desviou na barreira e saiu.
Com 11min, veio o gol salvador. Fàbregas tocou para Iniesta na direita da área e o jogador do Barcelona, que tanto hesitou em chutar durante a partida, encheu o pé para estufar as redes de Stekelenburg. Os holandeses reclamaram muito de impedimento, mas a posição do atleta era legal.
FICHA TÉCNICA
Holanda 0 x 1 Espanha
Gol: Iniesta, aos 11min do 2º tempo da prorrogação
Holanda: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Robben, Sneijder e Kuyt (Elia); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk
Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Cadpevila; Busquets e Xabi Alonso (Fàbregas); Pedro (Jesús Navas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque
Cartões amarelos
Holanda: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen
Espanha: Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi
Cartão vermelho: Holanda: Heitinga
Árbitro: Howard Webb (ING)
Local : Estádio Soccer City, Johannesburgo
 Terra
 Foto: AFP

Alemanha vence Uruguai em jogo de viradas

A Alemanha conseguiu vencer o Uruguai por 3 a 2 em Port Elizabeth, neste sábado, e ficou com o terceiro lugar da Copa. A vitória, porém, veio depois de o time marcar primeiro, tomar a virada e ter que reverter novamente o resultado, empatando e virando para garantir a vitória.

Este é o segundo Mundial seguido que os alemães ficam na terceira posição. Já os uruguaios não alcançavam essa fase desde 1970, quando também acabaram em quarto lugar.

Os dois times entraram com motivações diferentes em campo. O Uruguai jogou completo, buscando a sua melhor colocação desde o seu título mundial, em 1950. A Alemanha mostrou, já na escalação, que não dava a mesma importância ao jogo.

A torcida vaiava o atacante Luis Suárez, que tocou com a mão na bola na partida contra Gana, o que impediu o gol dos africanos e, com o erro de Gyan, levou a disputa para os pênaltis. Os Estrelas Negras acabaram eliminados e o jogador foi considerado vilão pelos ganeses.

Philipp Lahm e Lukas Podolski, gripados, ficaram fora da partida. O atacante Miroslav Klose, com dores nas costas, ficou no banco de reservas. O goleiro Manuel Neurer foi tirado para dar lugar a Hans-Jörg Butt, de 36 anos, em uma homenagem ao goleiro do Bayern de Munique.

Forlán teve a primeira chance de gol do jogo em cobrança de falta, aos seis minutos. O jogador bateu por cima da barreira, a bola foi saindo do goleiro, mas saiu.

Aos nove, a Alemanha assustou. Em cruzamento para a área no escanteio, o zagueiro Arne Friedrich cabeceou no travessão. Aos 18 minutos, Bastian Schweinsteiger chutou de fora da área, Fernando Muslera rebateu e Thomas Müller tocou para as redes.

Em uma saída de bola errada de Schweinsteiger, Diego Pérez tomou, Suárez avançou e tocou para Edinson Cavani tocar na saída do goleiro e fazer 1 a 1, aos 28 minutos.

Em um grande passe de Forlán aos 41 minutos, Suárez recebeu, ajeitou o pé direito e bateu para o gol, mas a bola foi fora. Pouco depois, em cobrança de falta, Schweinsteiger bateu falta perigosa, mas mandou por cima.

No segundo tempo, o primeiro lance de perigo foi do Uruguai. Aos três minutos, Cavani recebeu lançamento, fintou Hans-Jörg Butt e a bola sobrou para Suárez bater, mas o goleiro alemão defendeu.

No lance de ataque seguinte, aos seis minutos, a Celeste virou o jogo. Arevalo Ríos avançou pela direita, tabelou com Suárez, e cruzou para Forlán, de bate pronto, mandar para as redes e virar o jogo.

A Alemanha chegou ao gol de empate aos 11 minutos. Jerome Boateng chegou pela direita, fez um cruzamento longo, Muslera saiu mal do gol e Marcell Jansen tocou de cabeça para marcar.

Com 34 minutos do segundo tempo, a Alemanha trabalhou a bola pelo meio, Müller tocou para Boateng na direita, que cruzou para Stefan Kiebling, que não alcançou.

Em nova chegada pela direita, Müller tentou o cruzamento para Kiebling e a zaga tirou. No escanteio, Mesut Özil cruzou, Friedrich tentou o toque na segunda trave, a bola bateu em Lugano e Sami Khedira, de cabeça, mandou para o gol, virando novamente o jogo: 3 a 2.

A partir daí, o Uruguai passou a ceder muito mais espaço e os contra-ataques alemães começaram a encaixar. Kiebling perdeu gol incrível em jogada rápida pela esquerda. Em outras duas oportunidades, os alemães erram na conclusão.

No último minuto do jogo, já aos 47 minutos do segundo tempo, o Uruguai teve a chance de empatar. Forlán bateu falta e a bola explodiu no travessão, para frustração do Uruguai, que terminou em quarto. Ainda assim, o time de Oscar Tabárez termina a Copa do Mundo com sua melhor posição desde 1970, quandotambém foi quarto lugar.

Ficha Técnica

Uruguai 2x3 Alemanha

Local: Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth
Data: 10/07, sábado
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Gols: Thomas Müller aos 18’/1T, Marcel Jansen aos 11’/2T,Sami Khedira aos 34´/2T (Alemanha), Edinson Cavani aos 28’/1T, Diego Forlán aos 6’/2T (Uruguai)
Cartões Amarelos: Dennis Aogo e Cacau (Alemaha); Diego Pérez (Uruguai)

Uruguai:
1-Fernando Muslera, 4-Jorge Fucile, 3-Diego Godín, 2-Diego Lugano e 22-Martín Cáceres; 16-Maximiliano Pereira, 15-Diego Pérez (5-Walter Gargano aos 31’/2T), 17-Egidio Arevalo Rios e 7-Edinson Cavani (13-Sebastián Abreu aos 43’/2T); 10-Diego Forlán e 9-Luis Suárez. Técnico: Oscar Tabárez.

Alemanha:
22-Hans-Jörg Butt, 20-Jérôme Boateng, 3-Arne Friedrich, 17-Per Mertesacker e 4-Dennis Aogo; 6-Sami Khedira e 7-Bastian Schweinsteiger; 13-Thomas Müller, 8-Mesut Özil (5-Sedar Tasci aos 46’/2T) e 2-Marcell Jansen (18-Toni Kroos aos 35’/2T); 19-Cacau (9-Stefan Kiebling aos 28’/2T). Técnico: Joachim Löw.
Trivela

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Campeão mundial inédito: Espanha está na final


A Copa do Mundo de 2010 será marcada por trazer um novo membro ao seleto grupo de campeões mundiais. Após a classificação da Holanda, foi a vez da Espanha superar a Alemanha, na segunda semifinal, em Durban, nesta quarta-feira. O time de Vicente del Bosque fez 1 a 0, levando o país à decisão de um Mundial pela primeira vez em sua história.
Nos primeiros minutos do jogo, o pitoresco ficou por conta de um torcedor, que invadiu o gramado aos quatro minutos. Porém, as oportunidades de gol começaram a aparecer aos seis minutos. E a chance foi espanhola: após passe em profundidade de Pedro Rodriguez para a área, David Villa entrou pela direita da grande área, e se
esticou para tentar o chute. Porém, com o peito, o goleiro alemão, Manuel Neuer, afastou o perigo.
A Espanha continuou insistindo, aos treze minutos. Em cobrança de escanteio ensaiada, Xavi Hernández passou a bola a Andrés Iniesta. E o meio-campista espanhol cruzou para a área, onde Carles Puyol cabeceou forte, por cima do gol de Neuer.
No entanto, logo depois, a Alemanha chegou com perigo pela primeira vez. Aos 15 minutos, Mesut Özil fez boa cobrança de escanteio, e Iker Casillas precisou dar um leve toque na bola, mandando-a pela linha de fundo. E aos 16 minutos, no córner subsequente, em que deixou a bola com outro jogador, Piotr Trochowski tentou alçar a bola para a área, mas ela saiu pela linha de fundo.
Depois, Sergio Ramos foi responsável pelo melhor momento espanhol. Aos 19, Xabi Alonso fez o passe para o lateral, que chegou próximo à área e bateu, mandando a bola na rede pelo lado de fora.
E as duas equipes começaram a arriscar chutes de longe para tentar o primeiro gol. Aos 30, Xabi Alonso arriscou chute forte, mas a bola saiu à esquerda de Neuer. Dali a dois minutos, Trochowski bateu de pé esquerdo, e Casillas caiu para fazer a defesa.
E, nos acréscimos, após Özil ter reclamado de pênalti sofrido, Pedro arriscou chute forte e rasteiro, que Neuer encaixou sem maiores problemas, aos 46 minutos. E o primeiro tempo terminou em 0 a 0.
A pressão espanhola recomeçou no segundo tempo. Logo aos três minutos, pela esquerda, Pedro Rodríguez passou por Per Mertesacker e Jérôme Boateng, caminhou para o meio, próximo à área, e tocou para Xabi Alonso arriscar chute forte, que passou à direita do gol.
Aos cinco, Xavi caminhou pela direita e passou para Xabi Alonso, que arriscou chute forte, que foi à esquerda do gol. E, aos nove, Iniesta deixou a bola com Xavi. E, na meia-lua, o camisa 8 tocou a David Villa, que mandou chute colocado. Porém, a bola foi para fora.
Mas seria aos 12 minutos que se veria uma sequência ininterrupta de oportunidades espanholas para abrir o placar. Primeiramente, Xavi recebeu a bola na área, e fez o pivô, para que Pedro batesse. O camisa 18 mandou o arremate, e Neuer fez boa defesa, rebatendo. Na sobra, o próprio Pedro deixou com Iniesta, que entrou livre pela esquerda e cruzou rasteiro. Porém, a bola passou em frente ao gol, sem ninguém completar. Na sequência do lance, a Espanha ainda tentou, mas Pedro chutou para fora.
Somente aos 16 minutos a Alemanha apareceu, timidamente. Arne Friedrich cruzou da esquerda, e Miroslav Klose tentou finalizar de primeira. Porém, o voleio saiu torto, e a bola foi para fora.
Mas a pressão espanhola continuou. Aos 18, Iniesta fez lançamento da esquerda, e a bola passou direto pela área. Sergio Ramos reclamou por ter sido derrubado na área e pediu pênalti, mas o árbitro húngaro Viktor Kassai nada deu. E, aos 23, David Villa recebeu pela direita, entrou na área com a bola dominada e mandou chute rasteiro, para a defesa de Neuer.
Não tendo marcado gols, o time de Vicente del Bosque quase permitiu que a Alemanha abrisse o placar, aos 24 minutos. Na área, Lukas Podolski recebeu a bola, pela esquerda, e cruzou. Do outro lado, Toni Kroos completou de primeira, e Casillas fez grande defesa, impedindo que a Alemanha abrisse o placar.
Porém, não demoraria muito para que, finalmente, a Furia abrisse o placar. Aos 28 minutos, Xavi cobrou o escanteio da esquerda, e Puyol subiu bem na área, cabeceando no canto esquerdo de Neuer para abrir o placar.
Restou ao Nationalelf, então, atacar. Mario Gomez foi colocado na vaga de Sami Khedira, e o time de Joachim Löw começou a apelar para os cruzamentos. Porém, oferecia contra-ataque à Espanha. E o oponente quase aproveitava as chances. Mas perdeu uma, talvez a principal delas, de modo incrível: aos 36 minutos, Pedro recebeu a bola, livre, no meio-campo. Caminhou até a área, mas acabou diminuindo o passo, tentou dribles, e perdeu a bola para Friedrich.
A insistência germânica continuava: aos 40 minutos, Schweinsteiger arriscou chute, mas a bola bateu na defesa. Na resposta, a Espanha contra-atacou: aos 44, Fernando Torres (substituto de David Villa) entrou pela área e tentou o chute, mas Friedrich evitou. E a Espanha, segurando a bola no campo de ataque e repelindo os cruzamentos, garantiu a final inédita. E um campeão inédito para a Copa do Mundo.
Ficha técnica
Alemanha 0x1 Espanha
Local: Estádio Moses Mabhida, Durban
Data: 07/07, quarta-feira
Árbitro: Viktor Kassai (HUN)
Público: 60.960
Gols: Carles Puyol aos 28'/2T (Espanha)
Alemanha
1-Manuel Neuer, 16-Philipp Lahm, 3-Arne Friedrich, 17-Per Mertesacker e 20-Jérôme Boateng (2-Marcell Jansen aos 7'/2T); 6-Sami Khedira (23-Mario Gomez aos 36'/2T) e 7-Bastian Schweinsteiger; 15-Piotr Trochowski (18-Toni Kroos aos 17'/2T), 8-Mesut Özil e 10-Lukas Podolski; 11-Miroslav Klose. Técnico: Joachim Löw.
Espanha
1-Iker Casillas, 15-Sergio Ramos, 3-Gerard Piqué, 5-Carles Puyol e 11-Joan Capdevila; 16-Sergio Busquets e 14-Xabi Alonso (4-Carlos Marchena aos 48'/2T); 6-Andrés Iniesta, 8-Xavi Hernández e 18-Pedro Rodríguez (21-David Silva aos 40'/2T); 7-David Villa (9-Fernando Torres aos 36'/2T). Técnico: Vicente del Bosque.

Trivela.com
Foto: Getty Images

Gyan é ameaçado de morte por perda de pênalti

O atacante Asamoah Gyan, da seleção de Gana, foi ameaçado de morte pelo pênalti que errou no final do segundo tempo da prorrogação nas quartas de final da Copa do Mundo, contra o Uruguai. Gana foi eliminada nos pênaltis.
Segundo o jornal uruguaio El País, o atacante passou a receber diversas ameaças de morte e procurou a polícia, que o mantém sob custódia para protegê-lo.
Gyan marcou três gols na Copa do Mundo. Na primeira fase, marcou duas vezes de pênalti. Nas oitavas de final, marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre os Estados Unidos.
Foto: ghanatoday.comTrivela

terça-feira, 6 de julho de 2010

Holanda bate Uruguai e está na final após 32 anos

Depois de 32 anos a Holanda volta a uma final de Copa do Mundo. Nesta terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, a Oranje venceu o Uruguai por 3 a 2 e se garantiu na decisão do próximo dia 11, em Joanesburgo.
A partida foi dificílima. Após abrir o placar no começo do jogo, a Holanda sofreu o empate ainda na primeira etapa. No segundo tempo, Wesley Sneijder e Arjen Robben marcaram para a seleção europeia, mas o time ainda tomou sufoco no fim, após Maxi Pereira diminuir nos acréscimos.
O primeiro lance de perigo da partida foi da Holanda. Aos três minutos, Arjen Robben cruzou pela direita, Fernando Muslera deu um soco fraco e, no rebote, Dirk Kuyt chutou por cima do gol uruguaio.
Três minutos mais tarde, Álvaro Pereira surpreendeu ao tentar encobrir o goleiro Maarten Stekelenburg do meio do campo, mas a bola passou por cima. O jogo seguia equilibrado. Mas, aos 18 minutos, Giovanni van Bronckhorst chutou de muito longe e acertou o ângulo esquerdo de Muslera. Um golaço.

Depois de levar o gol, a Celeste partiu para o ataque e melhorou na partida. Aos 35 minutos, Álvaro Pereira chutou de fora da área e Stekelenburg fez defesa segura. Em seguida, Pereira cruzou para a área e Diego Forlán cabeceou. A Jabulani passou por sobre o gol holandês.
Aos 40 minutos, porém, Forlán acertou o alvo. O camisa dez do Uruguai recebeu fora da área e bateu de esquerda. A bola fez uma curva e enganou Stekelenburg, que não conseguiu defender. Foi o empate uruguaio.
Foi de Forlán também a última boa chance da primeira etapa. O atacante uruguaio cobrou falta de longe e obrigou o goleiro holandês a fazer boa defesa.
Para o segundo tempo, o técnico Bert van Marwijk colocou Rafael van de Vaart no lugar de Demy de Zeeuw e deixou a Holanda mais ofensiva. Mas foi o Uruguai quem levou perigo pela primeira vez. Aos cinco minutos, Khalid Boulahrouz recuou mal para Stekelenburg, que dividiu e perdeu a bola para Edinson Cavani.
A bola sobrou para Álvaro Pereira, que tentou mandar por cima do goleiro e Van Bronckhorst tirou de cabeça ante da bola entrar. Aos 21 minutos, mais uma vez a Celeste levou perigo. Forlán cobrou falta com força e Stekelenburg fez boa defesa.
Mas dois minutos depois foi a Holanda que teve uma grande oportunidade. Van der Vaart recebeu passe de Robin van Persie na área e chutou para boa defesa de Muslera. No rebote, Arjen Robben mandou por cima.
Só que no minuto seguinte não teve jeito. Wesley Sneijder chutou da entrada da área, a bola passou por baixo de Van Persie e entrou no canto esquerdo de Muslera. A Oranje se empolgou na partida e, três minutos depois, Kuyt mandou bola na área e Robben, de cabeça, ampliou.

A partida parecia resolvida, mas aos 46 minutos Maxi Pereira diminuiu com um chute da entrada da área. Os uruguaios ainda armaram uma pressão nos acréscimos, com bolas na área, mas não conseguiram o empate. A Holanda enfrentará Alemanha ou Espanha na decisão. Alemães e espanhóis se enfrentam na quarta-feira, às 15h30.


Ficha técnica
Uruguai 2x3 Holanda
Local: Estádio Green Point, Cidade do Cabo
Data: 06/07, terça-feira
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Gols: Diego Forlán aos 40’/1T e Maxi Pereira aos 46'/2T (Uruguai); Giovanni van Bronckhorst aos 18’/1T, Wesley Sneijder aos 25’/2T e Arjen Robben aos 28’/2T (Holanda)
Carões Amarelos: Maximiliano Pereira, Martín Cáceres (Uruguai); Wesley Sneijder, Khalid Boulahrouz e Mark van Bommel (Holanda)
Uruguai
1-Fernando Muslera; 16-Maximiliano Pereira 3-Diego Godín, 6-Mauricio Victorino, 22-Martín Cáceres; 15-Diego Pérez, 17-Egidio Arévalo, 5-Walter Gargano e 11-Álvaro Pereira (13-Sebastián Abreu aos 32’/2T); 10-Diego Forlán (21-Sebastián Fernández aos 38’/2T) e 7-Edinson Cavani. Técnico: Oscar Tabárez.
Holanda
1-Maarten Stekelenburg, 12-Khalid Boulahrouz, 3-Johnny Heitinga, 4-Joris Mathijsen e 5-Giovanni van Bronckhorst; 14-Demy de Zeeuw (23-Rafael van der Vaart no intervalo), 6-Mark van Bommel, 10-Wesley Sneijder, 11-Arjen Robben (17-Eljero Elia aos 44’/2T) e 7-Dirk Kuyt; 9-Robin van Persie. Técnico: Bert van Marwijk.
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Foto: AFP

domingo, 4 de julho de 2010

Sofrido, brigado, dramático: Espanha bate Paraguai e pega a Alemanha

A Espanha suou. Teve no Paraguai um adversário mais difícil do que se pensava. Mas, graças a David Villa, o artilheiro da Copa, a seleção europeia fez 1 a 0 na Albirroja, neste sábado no estádio Ellis Park em Joanesburgo, e conquistou a classificação às semifinais, alcançando tal fase de um Mundial pela primeira vez em sua história.

Agora, a equipe enfrenta a Alemanha, na próxima quarta, em Durban, para disputar uma vaga na final.

O Paraguai já criou chances de perigo logo no primeiro minuto de jogo. Jonathan Santana recebeu passe na entrada da área, cortou para o meio e bateu, para a defesa do goleiro Iker Casillas.

Por seu lado, a Espanha apenas chegaria aos sete minutos, quando, após cobrança de escanteio, Sergio Ramos subiu de cabeça, tentando desviar para o gol. No entanto, a bola apenas resvalou no defensor espanhol, saindo pela linha de fundo. Depois, o Paraguai voltou a trazer perigo aos 11 minutos, quando Claudio Morel Rodríguez arriscou em cobrança de falta, mandando a bola por cima da meta de Casillas.

Somente após a metade da etapa inicial é que a equipe de Vicente del Bosque conseguiu criar algumas chances. A primeira, surgida de um erro: aos 24 minutos, Cristian Riveros cometeu falha na saída de bola, e Fernando Torres foi lançado em profundidade. Todavia, Paulo da Silva se antecipou e evitou que o atacante finalizasse, afastando o perigo da área paraguaia.

Depois, aos 26 minutos, David Villa fez bela jogada individual, chegando pela esquerda e tentando o chute. Porém, a bola foi rebatida por um defensor paraguaio, e saiu pela linha de fundo, resultando em escanteio, que não deu em nada. E, aos 29, Xavi Hernández recebeu passe de Joan Capdevila e arriscou chute de média distância. A bola passou por cima da meta, mas trouxe certo perigo ao goleiro Justo Villar.

E, enfim, aos 33 minutos, Andrés Iniesta avançou com a bola dominada, pela direita, e mandou-a à área. No entanto, Fernando Torres não conseguiu chegar a tempo, e a bola passou por toda a área.

Contudo, seria a Albirroja a equipe a responder mais ofensivamente ao final da primeira etapa. Aos 35, em lançamento para a área, Santana quase conseguiu alcançar a bola, mas ela saiu pela linha de fundo. E o lance mais agudo viria aos 40: em falta, a bola foi mandada para a área, e Nelson Haedo Valdez, após dominar, mandou para as redes. No entanto, o árbitro guatemalteco Carlos Batres anulou a jogada, alegando impedimento de Óscar Cardozo, que voltava da posição ilegal.

No segundo tempo, foi a Espanha que começou trazendo perigo. Aos seis minutos, foi a vez de Morel Rodríguez falhar na saída de bola, permitindo que Villa recuperasse o domínio. No entanto, o camisa 7 espanhol acabou chutando quase sem ângulo, e a bola foi para fora.

Porém, aos 12 minutos, um lance trouxe dose de emoção à partida. Após cruzamento para a área, Gerard Piqué agarrou o braço de Óscar Cardozo na área, e Carlos Batres marcou o pênalti. E Cardozo partiu para a cobrança, mas bateu rasteiro, no canto esquerdo, permitindo a defesa de Casillas.

E, no lance imediatamente posterior, a situação do jogo pareceu mudar: Villa caminhou para a área e foi atropelado por Antolín Alcaraz. Novo pênalti foi marcado, e Xabi Alonso converteu a cobrança. Porém, por invasão, o árbitro pediu a repetição do penal. E, desta vez, Villar pulou para o canto esquerdo e defendeu a cobrança de Xabi Alonso, salvando o Paraguai de sofrer o gol.
 
Colocando Cesc Fàbregas em campo, então, a Espanha partiu para o ataque. Já aos 18 minutos, Iniesta arriscou chute colocado, no alto, de média distância, e Villar saltou para fazer boa defesa.

Dali a pouco, houve ainda duas chances em sequência. Aos 25, a bola foi passada a Xavi, que cruzou rasteiro. Iniesta completou da entrada da área, mas pegou mal na bola. E, no minuto seguinte, Xavi cobrou falta, da esquerda, e a bola fez curva, sendo levemente desviada por Villar para fora. Mesmo assim, o árbitro deu tiro de meta, na jogada. Mais tarde, aos 29, após falha de Santana na saída de bola, Xavi bateu cruzado, com perigo, e a bola passou perto da trave direita de Villar.

Até que, enfim, aos 38 minutos, a Espanha alcançou seu objetivo. Iniesta fez jogada individual pelo meio, chegou à meia-lua e tocou para a direita. Na grande área, Pedro entrou e chutou na trave direita de Villar. E, enfim, no rebote, Villa completou, a bola bateu nas duas traves e, finalmente, balançou as redes, marcando o suado gol espanhol e isolando-se como principal goleador do Mundial, com cinco gols.

O Paraguai persistiu. E teve grande chance de empatar aos 43, quando Lucas Barrios entrou na área pela direita e bateu. Casillas não defendeu da primeira vez, oferecendo o rebote a Roque Santa Cruz. E o camisa 9 paraguaio chutou para nova defesa de Casillas. Villa ainda quase marcou o gol que definiria o jogo, aos 45. Mas não foi preciso: o jogo logo terminou, e o time de Vicente del Bosque garantiu sua classificação.
 

Ficha técnica

Paraguai 0x1 Espanha
Local: Estádio Ellis Park, Joanesburgo
Data: 03/07, sábado
Árbitro: Carlos Batres (GUA)
Público: 55.359
Gols: David Villa aos 38'/2T (Espanha)
Cartões amarelos: Victor Cáceres, Antolín Alcaraz, Claudio Morel Rodríguez e Jonathan Santana (Paraguai); Gerard Piqué e Sergio Busquets (Espanha)

Paraguai
1-Justo Villar, 2-Dario Verón, 14-Paulo da Silva, 21-Antolín Alcaraz e 3-Claudio Morel Rodríguez; 15-Victor Cáceres (19-Lucas Barrios aos 39'/2T), 8-Edgar Barreto (13-Enrique Vera aos 19'/2T), 16-Cristian Riveros e 11-Jonathan Santana; 18-Nelson Haedo Valdez (9-Roque Santa Cruz aos 27'/2T) e 7-Óscar Cardozo. Técnico: Gerardo Martino.

Espanha
1-Iker Casillas, 15-Sergio Ramos, 3-Gerard Piqué, 5-Carles Puyol (4-Carlos Marchena aos 39'/2T) e 11-Joan Capdevilla; 6-Xavi Hernández, 16-Sergio Busquets, 14-Xabi Alonso (18-Pedro Rodríguez aos 30'/2T) e 6-Andrés Iniesta; 9-Fernando Torres (10-Cesc Fàbregas aos 11'/2T) e 7-David Villa. Técnico: Vicente del Bosque.

Trivela
Foto: Reuters

Alemanha goleia e despacha a Argentina

A Alemanha goleou a Argentina neste sábado por 4 a 0, no estádio Soccer City em Joanesburgo, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo. Thomas Müller, Arne Friedrich e Miroslav Klose (duas vezes) fizeram os gols da classificação.

Mal começou o jogo, e os alemães já abriram o placar. Bastian Schweinsteiger cobrou falta pela esquerda do ataque e, de cabeça, Thomas Müller desviou a bola e fez o seu quarto gol no Mundial. O gol precoce mudou a cara da partida. Os argentinos partiram para o ataque, mas não conseguiam criar reais chances para empatara.

A Alemanha, por sua vez, ficou com o contra-ataque ao seu dispor, mas desperdiçou chances. Como as de Miroslav Klose, aos 23 minutos. Müller tocou para o atacante na área, mas Klose mandou por cima do gol, livre de marcação.

Só a partir dos 30 minutos a albiceleste conseguiu transformar sua posse de bola em ocasiões. Lionel Messi, aos 31’, cobrou falta por cima do gol. No minuto seguinte, Ángel di María chutou para defesa de Manuel Neuer. O goleiro alemão foi exigido mais uma vez pouco depois, em batida de Gonzalo Higuaín.

Aos 36 minutos, Müller fez falta próximo de sua área e recebeu cartão amarelo — o jovem está suspenso da semifinal. Na cobrança, Messi mandou na barreira e, no rebote, Heinze tocou para Tevez, que rolou para Higuaín marcar. Mas os atacantes argentinos estavam impedidos. E o auxiliar anulou o gol corretamente.

Os alemães voltaram a assustar aos 38’, com um arremate de Lukas Podolski, que passou perto do gol defendido por Sergio Romero. Antes de acabar a primeira etapa, Mesut Özil e Müller tiveram outras duas chances em chutes, ambos para fora do gol.

A Argentina começou o segundo tempo em cima dos alemães e não empatou aos três minutos por muito pouco, quando o chute de Di María passou perto da trave alemã. A pressão continuou e, aos 17’. Tevez levou perigo em chute de fora da área. Neuer segurou com firmeza.

Na jogada seguinte, Messi rolou para Higuaín chutar cruzado, mas o goleiro alemão fez nova defesa. Mas, se a Argentina não conseguia marca, a Alemanha o fez. Aos 22 minutos, Müller, no chão, tocou para Podolski, que rolou para Klose, livre, fazer o segundo.

O terceiro veio aos 29 minutos. Schweinsteiger(foto) fez grande jogada pela esquerda e rolou para Arne Friedrich fazer o gol. Depois dos gols, a Argentina se perdeu em campo e ainda viu Klose marcar o quarto gol alemão aos 43'. É o 14º gol do atacante em Copas. Ele está apenas a um de alcançar Ronaldo, na artilharia histórica do torneio.

Na próxima fase, a Alemanha pega o vencedor de Espanha e Paraguai, que se enfrentam às 15h30. A partida semifinal acontecerá na próxima quarta-feira.

Ficha técnica

Argentina 0x4 Alemanha

Local: Estádio Green Point, Cidade do Cabo
Data: 03/07, sábado
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Público: 64.100
Gols: Thomas Müller aos 3’/1T, Miroslav Klose aos 23’/2T e aos 43'/2T e Arne Friedrich aos 29’/2T (Alemanha)
Cartões Amarelos: Nicolás Otamendi e Javier Mascherano (Argentina); Thomas Müller (Alemanha)

Argentina
22-Sergio Romero, 15-Nicolás Otamendi (23-Javier Pastore aos 24’/2T), 2-Martín Demichelis, 4-Nicolás Burdisso e 6-Gabriel Heinze; 14-Javier Mascherano, 7-Ángel di María (16-Sergio Aguero aos 30’/2T) e 20-Maxi Rodríguez; 10-Lionel Messi, 9-Gonzalo Higuaín e 11-Carlos Tevez. Técnico: Diego Armando Maradona.

Alemanha
1-Manuel Neuer, 16-Philipp Lahm, 3-Arne Friedrich, 17-Per Mertesacker e 20-Jérôme Boateng (2-Marcell Jansen aos 27’/2T); 6-Sami Khedira (18-Toni Kroos aos 32'/2T) e 7-Bastian Schweinsteiger; 8-Mesut Özil, 13-Thomas Müller (15-Piotr Trochowski aos 35'/2T) e 10-Lukas Podolski; 11-Miroslav Klose. Técnico: Joachim Löw.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Na base do drama, Uruguai despacha Gana nos pênaltis e avança às semis

Drama é apelido. No jogo mais emocionante da Copa do Mundo até agora, o Uruguai arrancou nesta sexta-feira uma classificação heroica para as semifinais. Após o empate em 1 a 1 no tempo normal, Gana teve a vitória nas mãos - duas vezes - no último minuto da prorrogação. Na primeira, Suárez salvou com a mão em cima da linha. Pênalti. Mas Gyan, craque do time, fez explodir no travessão a chance da glória. E o castigo veio a galope. Na disputa de cobranças da marca fatal, triunfo sul-americano por 4 a 2. O goleiro Muslera defendeu duas vezes, e coube ao botafoguense Loco Abreu decidir no chute final, com direito a cavadinha. Incrédula, a África se despede do seu Mundial. E a Celeste avança, cheia de moral, para encarar nas semis a Holanda, algoz do Brasil. Festa azul para um Soccer City lotado.
O jogo que vale vaga na decisão está marcado para terça-feira, às 15h30m, na Cidade do Cabo. A outra semi terá o vencedor de Argentina x Alemanha enfrentando Espanha ou Paraguai.

No tempo normal, Muntari abriu o placar, e Forlán, de falta, deixou tudo igual. No último minuto da prorrogação, o atacante Suárez, herói das oitavas contra a Coreia do Sul, estava no lugar certo: em cima da linha, para salvar com a mão o que seria o gol da classificação rival. Expulso, o camisa 9 viu a grande chance de Gana morrer no travessão e vibrou como se tivesse balançado a rede.
Na disputa de pênaltis, brilharam mais duas estrelas. Primeiro, a do goleiro Muslera, que foi buscar as cobranças de Mensah e Adiyiah. Depois, a de Loco Abreu, que tinha entrado no segundo tempo. Coube a ele o tiro final – e nem de longe foi um tiro. A exemplo do que tinha feito na decisão do Estadual do Rio neste ano, contra o Flamengo, o atacante do Botafogo tirou onda diante dos 84.017 torcedores em Joanesburgo: partiu para a bola e deu uma cavadinha para matar o goleiro Kingson e sacramentar a classificação celeste.

Uruguai começa bem; Gana reage
O jogo mais "loco" da Copa começou com 10 minutos sonolentos. A partir dali, o Uruguai aumentou o volume, mas chance de gol, que é bom, esbarrava sempre em Kingson.
Aos 11, Suárez costura pela esquerda, chuta forte e... Kingson nela.
Aos 17, Forlán bate escanteio, a bola desvia em Cavani, no peito de Mensah e... Kingson nela.
Aos 25, o arremesso lateral encontra Suárez, que bate de pé direito e... Kingson nela.
Foi aí que Gana, cansada de ver seu pobre goleiro no sufoco, resolveu responder. Vorsah foi o primeiro a aparecer, ganhando de Lugano no alto e cabeceando para fora aos 29. Um minuto depois, Prince Boateng puxou o contra-ataque, aplicou um drible da vaca em Victorino e cruzou no pé de Gyan, que bateu para fora. Gyan perdendo gol? Era só um prenúncio.
Aos 37, o zagueiro Lugano saiu machucado. Ele não aguentou a dor no tornozelo, fruto de uma queda na cobrança de um escanteio. Deu lugar a Scotti e passou a braçadeira de capitão a Forlán. O camisa 10, aliás, já jogava como capitão: corria o campo todo, orientava os companheiros e, de quebra, cobrava todos os escanteios, mas não conseguia transformar seu talento em gols.

Falando em gol, Gana continuava ensaiando. Aos 44, Prince tentou uma finalização de bicicleta, mas errou o alvo. Era o prefácio do que seu colega Muntari faria em seguida. Dois minutos depois, ele limpou o lance fora da área e soltou a bomba. Meio gol de Muntari, meio gol da Jabulani, que tomou um incrível efeito e escapou do alcance de Muslera.
Gana 1 a 0, fim do primeiro tempo, corrente dos jogadores africanos no campo antes da saída para o vestiário. Meio caminho andado para manter o continente vivo na Copa.
Meio caminho, contudo, não é caminho inteiro. E o Uruguai voltou para a segunda etapa disposto a mudar o cenário. Depois de roer o osso cobrando sete escanteios no jogo, Forlán enfim ganhou uma chance de provar o filé.

Tudo igual no Soccer City
Falta para o Uruguai perto da área, no lado direito do ataque. Com a braçadeira amarela no braço, o camisa 10 bateu forte, por cima da barreira. O goleiro Kingson, que tinha brilhado no início da partida, desta vez pulou meio estranho. Bola na rede, placar empatado em 1 a 1, vuvuzelas caladas no Soccer City.
Gana só precisou de dois minutos para responder, com chute potente de Gyan, que parou nas mãos de Muslera. Aos 16, Forlán cruzou no pé direito de Suárez, que concluiu na rede pelo lado de fora.
Ainda sem saber que viraria herói usando a mão, Suárez teve outra grande chance com o pé aos 25, quando pintou livre na área. Aí sim, Kingson apareceu bem, espalmando para escanteio. Aos 36, foi Maxi Pereira que desperdiçou grande chance no contra-ataque, chutando por cima do travessão. O Uruguai atacava mais e parecia mais inteiro. Gol, no entanto, nada.

As duas seleções ainda tiveram chances nos últimos minutos, mas nada que assustasse os goleiros. E o jogo foi para a prorrogação.

Adrenalina de sobra
A primeira metade do tempo extra foi truncada, com corpos indo ao chão toda hora, faltas duras, pedidos de pênalti - mal sabiam que sete deles estavam por vir. Naquele momento, o português Olegário Benquerença mandava o jogo seguir. E ele seguia.
Na virada para os últimos 15 minutos, Gana percebeu que precisava decidir a partida. Foi para cima e perdeu boas chances: com Gyan, de cabeça, aos quatro, e Appiah, que matou no peito mas não conseguiu concluir aos sete. Forlán ainda teve seu momento com um chute dentro da área, mas mandou para fora a última oportunidade uruguaia com bola rolando.

No minuto derradeiro da prorrogação, o inesperado. Suárez salvou uma bola com a mão em cima da linha. Pênalti para Gana. Era a grande chance de manter a África viva na Copa e fazer a sinfonia de vuvuzelas se esgoelar no Soccer City. Gyan, que já tinha feito dois gols de pênalti no Mundial, correu decidido a se consagrar. Caiu em desgraça. A bola explodiu no travessão, e o jogo foi para a disputa de cobranças na marca fatal. Suárez nunca comemorou tanto o efeito de um cartão vermelho - veja no vídeo ao lado.
Forlán, Victorino e Scotti fizeram os dois primeiros do Uruguai, enquanto Gyan - em busca de redenção - e Appiah repetiram a dose para os africanos. Foi aí que brilhou a estrela de Muslera: o goleiro da Celeste pegou as cobranças de Mensah e Adiyiah, abrindo caminho para o toque de mestre de Loco Abreu.
O atacante botafoguense não se intimidou com a grandeza da Copa do Mundo. Correu tranquilo para a bola e, como se estivesse no Estadual do Rio, bateu com a já famosa cavadinha. Matou Kingson e fez o Uruguai explodir em euforia no Soccer City. Na tristeza dos africanos, o Mundial viu um desfecho digno para o seu jogo mais emocionante.

Ficha técnica
Uruguai 1x1 Gana
Local: Estádio Soccer City, Joanesburgo
Data: 02/07, segunda-feira
Árbitro: Olegário Benquerença (POR)
Público: 84.017
Cartões Amarelos: Jorge Fucile, Egidio Arévalo, Diego Pérez (Uruguai), John Pantsil, Hans Sarpei, John Mensah (Gana)
Gols: Sulley Muntari aos 47’/1T (Gana), Diego Forlán aos 10’/2T (Uruguai)
Pênaltis: Diego Forlán, Mauricio Victorino, Andrés Scotti, Sebástian Abreu (Uruguai), Asamoah Gyan, Stephen Appiah (Gana).
Uruguai
1-Fernando Muslera, 16-Maximiliano Pereira, 2-Diego Lugano (19-Andrés Scotti aos 37’/1T), 6-Mauricio Victorino e 4-Jorge Fucile; 15-Diego Pérez, 17-Egidio Arévalo, 20-Álvaro Fernández (14-Nicolás Lodeiro, no intervalo); 10-Diego Forlán, 7-Edinson Cavani (13-Sebástian Abreu aos 30’/2T) e 9-Luis Suárez. Técnico: Oscar Tabárez.
Gana
22-Richard Kingson, 4-John Pantsil, 15-Isaac Vorsah, 5-John Mensah e 2-Hans Sarpei; 6-Anthony Annan, 7-Samuel Inkoom (10-Stephen Appiah aos 28’/2T), 21-Kwadwo Asamoah, 23-Kevin-Prince Boateng e 11-Sulley Muntari (18-Dominic Adiyiah aos 43’/2T); 3-Asamoah Gyan. Técnico: Milovan Rajevac.

Foto: Getty Images
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Brasil perde de virada e é eliminado pela Holanda

Pela segunda Copa do Mundo seguida, o Brasil é eliminado nas quartas de final. Desta vez, perdeu de virada para a Holanda, por 2 a 1, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, nesta sexta-feira. A derrota, certamente, fecha o ciclo da equipe sob o comando do questionado Dunga.
A Seleção Brasileira dominou o primeiro tempo e fez 1 a 0 com Robinho, logo no começo da partida. Perdeu muitas chances depois e foi para o intervalo com a vantagem mínima. Só que, na segunda etapa, os holandeses acordaram e fizeram 45 minutos excelentes.
Ainda no aquecimento, a seleção holandesa sofreu uma baixa. Joris Mathijsen sentiu uma lesão no joelho e foi substituído por Andre Ooijer.
A partida começou extremamente nervosa. Com menos de três minutos, três faltas cometidas e uma discussão entre os jogadores, principalmente Robinho e Mark van Bommel. E o atacante abriu o placar aos sete minutos, só que a jogada já estava parada, Juan roubou a bola no meio campo e tocou para Luís Fabiano, que de primeira lançou Daniel Alves, em posição ilegal, avançar e cruzar para Robinho.
Dois minutos depois, porém, o jogador do Santos marcou de novo. Felipe Melo fez um grande lançamento para Robinho, que passou no meio da defesa holandesa e chutou na saída de Maarten Stekelenburg.
A Holanda, então, passou a atacar mais, buscando jogadas pelas laterais. Aos 15 minutos, Dirk Kuyt tomou a bola de Lúcio e cruzou, mas Van Bommel chegou atrasado e dividiu com a zaga brasileira. Mas aos 24, Juan teve grande chance para ampliar. Daniel Alves, após rebote no escanteio, cruzou da direita e o zagueiro brasileiro pegou muito em baixo na bola e mandou por cima.
Cinco minutos depois, Robin van Persie foi lançado na esquerda e rolou para Arjen Robben, na entrada da área, chutar em cima da defesa. Aí foi a vez do Brasil contra-atacar. Robinho fez grande jogada pela esquerda e Kaká chutou de fora da área, colocado, obrigando Stekelenburg a fazer uma grande defesa.
Nos acréscimos do primeiro tempo, o Brasil ainda teve a chance de fazer o segundo. Kaká, da esquerda, tocou para Daniel Alves, no meio, rolar para Maicon pela direita. O lateral chutou forte, mas a bola foi para as redes pelo lado de fora.
Na segunda etapa, quem chegou primeiro foi a Seleção Brasileira com Luís Fabiano, travado na hora do chute dentro da área. Pouco depois, Wesley Sneijder, que pouco apareceu nos primeiros 45 minutos, teve uma boa chance perto da meia-lua, mas chutou fraco para fora.
Só que dos pés do meia holandês saiu o empate. Aos sete minutos, Sneijder tabelou com Robben e cruzou da direita. Júlio César saiu mal, dividiu com Felipe Melo no ar e a bola desviou na cabeça do volante brasileiro. A Holanda, então, passou a mandar no jogo. Tinham muito mais posse de bola e chegavam ao ataque constantemente.
A melhor oportunidade, no entanto, foi brasileira. Aos 20 minutos, Kaká, da entrada da área, bateu colocada, alta, e a bola passou muito perto do ângulo esquerdo. Só que, quem marcou mesmo, foi a Holanda. Dois minutos depois, Robben cobrou escanteio da direita, Kuyt desviou de cabeça e Sneijder, dentro da pequena área, cabeceou para virar o jogo.
Para piorar a situação, aos 28 minutos, Felipe Melo, descontrolado, fez falta em Robben e, na sequência, pisou na coxa esquerda do atacante holandês. Foi expulso corretamente pelo árbitro japonês Yuichi Nishimura. A Seleção, então, perdeu a cabeça também e passou a discutir com os holandeses em qualquer falta. Enquanto isso, a Oranje tinha a chance de ampliar nos contra-ataques.
Aos 35, após escanteio de Maicon, Lúcio acertou um belo voleio e a bola desviou na defesa holandesa. Depois, em outra cobrança, Stekelenburg evitou um gol olímpico do lateral direito brasileiro. Três minutos depois, Sneijder, cara a cara com Júlio César, desperdiçou grande oportunidade.
No final, apesar do desespero, o Brasil não conseguiu criar chances claras de gol, enquanto a Holanda perdeu um gol incrível, com Klaas-Jan Huntelar, aos 47 minutos. Triste fim para um time que venceu tudo que disputou nos últimos anos, mas falhou em seu maior objetivo.
A Holanda, por sua vez, confirma o futebol eficiente deste Mundial, vence pela 24ª vez seguida e agora aguarda o vencedor de Uruguai e Gana para conhecer seu adversário na semifinal – fase que o time não alcançava desde 1998, quando foi derrotado nos pênaltis pelo Brasil, do jogador Dunga.
Ficha técnica
Holanda 2x1 Brasil
Local: Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth
Data: 02/07, sexta-feira
Árbitro: Yuichi Nishimura
Gols: Felipe Melo, contra, aos 7’/2T e Wesley Sneijder aos 22’/2T (Holanda); Robinho aos 9’/1T (Brasil)
Cartões amarelos: Johnny Heitinga, Gregory van der Wiel, Nigel de Jong e Andre Ooijer (Holanda); Michel Bastos (Brasil)
Holanda
1-Maarten Stekelenburg, 2-Gregory van der Wiel, 3-Johnny Heitinga, 13-Andre Ooijer e 5-Giovanni van Bronckhorst; 8-Nigel de Jong, 6-Mark van Bommel, 10-Wesley Sneijder, 11-Arjen Robben e 7-Dirk Kuyt; 9-Robin van Persie (21-Klaas-Jan Huntelaar aos 39’/2T). Técnico: Bert van Marwijk.
Brasil
1-Júlio César, 2-Maicon, 3-Lúcio, 4-Juan e 6-Michel Bastos (16-Gilberto aos 16’/2T); 8-Gilberto Silva, 5-Felipe Melo, 13-Daniel Alves e 10-Kaká; 11-Robinho e 9-Luís Fabiano (21-Nilmar aos 31’/2T). Técnico: Dunga.
Trivela
Foto: Reinaldo Marques/Terra

terça-feira, 29 de junho de 2010

Villa marca e Espanha despacha Portugal da Copa do Mundo

Rivais históricos, Espanha e Portugal entraram em campo na tarde desta terça-feira e a disputa, que tempos atrás era por novas terras, desta vez , foi por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Neste clássico ibérico, inédito em Mundiais, quem se deu melhor foi a Espanha, graças ao gol de David Villa.
 
Pressão espanhola e nada de gols

A partida mal havia começado e a Espanha já dava seu primeiro tiro para dar início à guerra. Com menos de um minuto de jogo, Torres recebe passe pelo lado esquerda, corta para o meio e chuta com força para a boa defesa de Eduardo. Quatro minutos depois, mais uma polêmica envolvendo arbitragem. Fernando Torres avançou e driblou Coentrão, que o derrubou dentro da área, mas o árbitro nada assinalou.
A Espanha parecia ter um mapa nas mãos e descoberto que o lado direito da zaga portuguesa era o "caminho para as Índias" e começou a pressionar. Porém, o avanço de Capdevila fez surgirem espaços na zaga espanhola e Ricardo Costa começou a ir ao ataque, criando boas oportunidades.
Apesar de o domínio espanhol, quem chegou mais perto de marcar foi Portugal. Aos 20 minutos, depois de boa troca de passes, Tiago Mendes arriscou de fora da área e Casillas espalmou a bola para o alto. A Jabulani subiu e ia cair dentro do gol, mas o goleiro espanhol voltou a tempo de evitar o pior, e recebeu falta de Hugo Almeida.
O bom toque de bola e a coletividade espanhola bateram de frente com a velocidade e individualismo português e o placar não foi modificado na primeira etapa.
 
Villa marca e Espanha classifica-se

Os 45 minutos finais do jogo não mudaram muito de panorama. A Espanha mantinha o domínio e Portugal insistia nas saídas em velocidade e dependia do lampejo de alguns jogadores.
Aos seis minutos, a torcida portuguesa quase comemorou o primeiro gol da partida quando Hugo Almeida cruzou da esquerda e a bola desviou no joelho de Puyol, tirando Casillas da jogada. Mas a bola, caprichosamente, passou do lado da trave.
Nove minutos depois foi a vez de os espanhóis assustarem a defesa adversária. Sergio Ramos cruzou e Llorente cabeceou sozinho para a grande defesa de Eduardo. No lance seguinte, Villa chutou de longe e a bola, mais uma vez, passou perto. Era o gol da Espanha amadurecendo.
A equipe de Vicente del Bosque balançou a rede aos 17 minutos, depois de ótima troca de passes na frente da área, Xavi, de calcanhar, achou Villa, que recebe em posição irregular e chuta para a defesa do goleiro português. O camisa 7 espanhol, porém, aproveitou o rebote e tocou por cima de Eduardo para abrir o placar.
Os comandados de Carlos Queiroz sentiram o golpe e acabaram recuando, trazendo ainda mais a Espanha para seu campo. A Fúria então, continuou pressionando atrás do segundo gol. E quase alcançaram aos 31 minutos, quando Villa chutou de longe e, mais uma vez, Eduardo evitou.
Portugal então, além da Espanha, começou a ter outro adversário: o relógio. O desespero português aumentou e as jogadas ofensivas não eram efetivas. O que já estava ruim, ficou ainda pior quando Portugal perdeu um jogador, quando Ricardo Costa foi expulso depois de falta em Capdevilla.
Fim de jogo e vitória da Espanha. Assim, Portugal não consegue repetir a campanha de 2006 e dá adeus à Copa do Mundo. Já os espanhóis continuam sua caminhada em busca do título Mundial e enfrentam o Paraguai nas quartas de final.

FICHA TÉCNICA:
ESPANHA 1 X 0 PORTUGAL

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo (AFS)
Data/hora: 29/06/2010 - 15h30 (de Brasília)
Árbitro: Hector Baldassi (ARG)
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernan Maidana (ARG)
Cartões amarelos: Xabi Alonso (ESP)
Cartões vermelhos: Ricardo Costa - 43/2ºT (POR)
GOLS: David Villa, 17'/2ºT (1-0)
ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Marchena - 47/2ºT), Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres (Fernando Llorente - 13/2ºT)
Ténico: Vicente del Bosque
PORTUGAL: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho , Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes - 28/2ºT), Tiago Mendes, Raul Meireles e Simão Sabrosa; Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Danny - 13/2ºT)
Técnico: Carlos Queiroz

Foto: Getty Images
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Paraguai vence o Japão nos pênaltis e faz história

No pior jogo das oitavas de final desta Copa do Mundo, só mesmo a disputa por pênaltis para sair gols e definir a vitória do Paraguai por 5 a 3 sobre o Japão nesta terça-feira, em Pretória, após 0 a 0 no tempo normal, o que garantiu a classificação para as quartas de final. A campanha já é histórica, pois é a primeira vez que os paraguaios conseguem chegar tão longe na competição mais importante do futebol. Agora o Paraguai vai enfrentar a Espanha nas quartas da Copa.

Na disputa por pênaltis, as duas seleções vinham batendo bem até que Komano, o terceiro do Japão a cobrar, chutou no travessão. Já os paraguaios converteram todas as cinco penalidades e garantiram a classificação.
As duas seleções sabiam que podiam fazer história em seus países, mas não foi isso que mostraram no primeiro tempo. Talvez pelo nervosismo ou pressão, Paraguai e Japão se respeitaram muito e arriscaram quase nada, com medo de sofrer um gol. Ao todo, apenas duas chances para cada lado de abrir o placar.

Apesar de o início em velocidade do Japão, o Paraguai manteve a posse de bola, só que sem tentar o gol, enquanto os asiáticos se seguraram na defesa de olho no contra-ataque. O jogo esquentou aos 20 minutos, quando as duas seleções tiveram suas melhores chances.

Primeiro, Barrios recebeu na área, driblou o marcador e chutou. O goleiro Kawashima fez boa defesa com os pés. Em seguida, o contra-ataque japonês e Matsui soltou a bomba no travessão. Quem pensou que o jogo iria começar para valer, enganou-se. Mais uma finalização perigosa para cada lado e só. Seria necessário muito mais para alguém vencer.

Pode-se dizer que as duas equipes voltaram para o segundo tempo com mais vontade de vencer, o que não significa que melhoraram. O Paraguai continuou com maior posse de bola, mas o Japão equilibrou e também se arriscou mais em busca do gol. Mas ainda faltava a coragem de partir para cima nos dois lados.

O Paraguai não conseguiu fazer valer a sua melhor técnica e abusou dos chutões. Já o Japão compensou sua inferioridade com muita vontade e correria em busca da bola. Futebol quase não se viu. E o jogo foi se arrastando, passaram-se os minutos, os asiáticos pressionaram, os paraguaios também, mas poucos chutes e... Prorrogação!

MAIS 30 MINUTOS

E finalmente, após longos 90 minutos, um pouco de emoção. O Japão mostrou estar melhor fisicamente, mas foi o Paraguai quem saiu em busca do gol no primeiro tempo da prorrogação. Barrios e Valdez levaram perigo em uma cabeçada defendida por Kawashima, e Barreto também desperdiçou uma chance. A resposta veio em uma falta de Honda, que obrigou Villar a espalmar.

Com o passar do tempo, as equipes ficaram cansadas e diminuíram a marcação, o que tornou o jogo mais aberto, mas nada de sair um gol. Na verdade, Paraguai e Japão poderiam jogar o dia todo que o placar seria o mesmo. Resultado: primeira disputa por pênaltis na Copa do Mundo.

Nas penalidades o Paraguai mostrou eficiência ao converter todas as cobranças. Komano perdeu para o Japão. E coube a Cardozo selar a histórica classificação paraguaia para as quartas de final.

FICHA TÉCNICA
PARAGUAI 0 (5) X 0 (3) JAPÃO

Local: Loftus Versfeld, em Pretória (AFS)
Data-Hora: 29/6/2010 - 11h (de Brasília)
Árbitro: Frank De Bleeckere (BEL)
Assistentes: Peter Hermans (BEL) e Walter Vromans (BEL)
Público: 36.742 presentes
Cartões amarelos: Rivero (PAR); Matsui, Nagatomo, Honda e Endo (JAP)
Pênaltis:
Paraguai: Barreto, Barrios, Riveros, Valdez e Cardozo acertaram todos
Japão: Endo, Hasabe, Honda converteram e Komano perdeu o terceiro pênalti

PARAGUAI: Villar, Bonet, Da Silva, Alcaraz e Morel Rodríguez; Ortigoza (Barreto 29'/2ºT), Vera e Riveros; Santa Cruz (Cardozo, 3'/1ºP), Benítez (Valdez 14'/2ºT) e Barrios - Técnico: Gerardo Martino.

JAPÃO: Kawashima, Komano, Nakazawa, Túlio Tanaka e Nagatomo; Abe (Kengo Nakamura 35'/2ºT), Matsui (Okazaki 20'/2ºT), Endo, Hasebe e Okubo (Tamada - Intervalo da Prorrogação); Honda - Técnico: Takeshi Okada.
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Foto: Agência Reuters

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasil faz 3 no Chile e avança para prova de fogo contra Holanda

O primeiro fantasma do mata-mata foi superado. A Seleção Brasileira bateu o Chile por 3 a 0 nesta segunda-feira, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul. E terá pela frente o adversário, teoricamente, mais difícil até agora - a Holanda, na sexta-feira, em Port Elizabeth, às 11h (de Brasília). Juan, Luís Fabiano e Robinho balançaram as redes.
Junto com a Argentina, a Holanda é a outra única equipe com 100% de aproveitamento até agora na competição.
Contra os chilenos, Dunga precisou escalar Daniel Alves e Ramires nas vagas do volante Felipe Melo e do meia Elano, que ainda se recuperam de lesões. Já o técnico argentino Marcelo Bielsa mostrou que não estava blefando e colocou a seleção chilena no ataque, tendo montado o time titular com quatro jogadores ofensivos.
Depois de ter enfrentado adversários retrancados na primeira fase - vitórias sobre Coreia do Norte (2 a 1) e Costa do Marfim (3 a 1), além de empate com Portugal (0 a 0) -, o Brasil finalmente encontrou o espaço em campo que tanto queria. Apesar do jogo aberto, a Seleção novamente não foi brilhante na criação.
Precisou de uma bola parada para abrir o placar, com o zagueiro Juan, que aproveitou cobrança de escanteio. No segundo gol, sim, uma jogada bem trabalhada. Triangulação que começou com Robinho, contou com bela assistência de Kaká e terminou com o gol de Luís Fabiano depois do drible no goleiro Bravo. Tudo ainda no primeiro tempo.
O passe para o gol foi o melhor que fez o craque Kaká, que ainda não mostrou o futebol de quem já foi o melhor do mundo. E, depois da expulsão contra a Costa do Marfim e da suspensão cumprida, o meia voltou a levar um cartão amarelo.
Já Robinho, poupado contra Portugal por causa de dores musculares, tinha uma atuação apagada até balançar a rede no segundo tempo, depois de bela jogada individual e assistência de Ramires. Depois, o meio-campista levou seu segundo amarelo na competição e não poderá ser escalado contra a Holanda.
Com o gol, Luís Fabiano se manteve na briga pela artilharia. Higuaín (Argentina) e Vittek (Eslováquia) lideram com quatro gols cada, enquanto o brasileiro divide a segunda posição com mais cinco goleadores: David Villa (Espanha), Gyan (Gana), Luis Suárez (Uruguai), Thomas Müller (Alemanha) e Donovan (Estados Unidos) - este último já eliminado.
Primeiro tempo: larga vantagem brasileira
Sem Felipe Melo e Elano, lesionados e substituídos por Ramires e Daniel Alves, Dunga iniciou a partida sem dois titulares ideiais. O Chile também teve três problemas: Ponce e Medel não puderam jogar, suspensos, assim como o volante reserva Estrada.
No começo de jogo, o Chile jogou como sempre: marcando em cima e buscando a iniciativa. O goleiro Júlio César até tomou um susto em jogada pessoal de Alexis Sánchez, que fintou Michel Bastos e cruzou por baixo. Com perigo, a bola atravessou a área sem que ninguém desviasse.
Fechado, o Brasil começou a tentar estocadas rápidas no contragolpe. Na primeira melhor delas, Luís Fabiano recebeu em boas condições, mas chutou muito torto. Depois, mais à frente, Gilberto Silva ameaçou de fora, testando o goleiro chileno Bravo. Ramires repetiu a tentativa logo depois.
Aos poucos, a equipe brasileira impôs sua autoridade em campo e acertou a marcação. Na segunda metade da etapa inicial, a partida já tinha a marca da equipe de Dunga, que chegou a seu primeiro gol em uma das jogadas mais fortes, a bola aérea. Maicon cobrou, Juan subiu mais que a baixa defesa chilena e abriu, de cabeça, o marcador aos 34min. Luís Fabiano ajudou, prendendo no chão um defensor chileno que subiria no lance.
O Chile nem teve tempo de assimilar o gol de Juan e sofreu o segundo, quatro minutos depois. No contra-ataque, Robinho recebeu à esquerda e fez passe preciso para Kaká, que só entregou para Luís Fabiano. De frente com o goleiro, teve tranquilidade, fazendo a finta e empurrando para o gol aberto.
Assim, o primeiro tempo se encerrava com larga vantagem para os brasileiros. Desesperado e como sempre agachado na beira do campo, Marcelo Bielsa se cansou de reclamar de jogadas e posicionamentos dos jogadores chilenos, que salvo os minutos iniciais tiveram grande dificuldade em campo.
Segundo tempo: confirmação
O Chile voltou para a segunda etapa com duas trocas: Valdívia e Tello entraram nos lugares de Mark González e Contreras, tornando a equipe mais ofensiva. Pouco adiantou, afinal o Brasil conseguia bloquear bem a entrada da área e oferecia quase nenhum espaço aos chilenos.
A primeira real oportunidade de gol na segunda etapa foi mais uma vez aproveitada pela eficiente equipe de Dunga. Substituto de Felipe Melo, Ramires mais uma vez justificou a confiança e arrancou do meio até a entrada da grande área. O volante só rolou para Robinho, que marcou pela primeira vez no Mundial.
Valdívia vinha bem na partida e criou a melhor chance chilena desde o início. Depois de tanto tocar a bola, o adversário do Brasil resolveu finalizar e o ex-palmeirense bateu com perigo, por cima do gol de Júlio César. Pouco depois, Kaká finalizaria de forma parecida, também para fora.
O Brasil se manteve fiel às suas características e explorando os contra-ataques. Robinho por pouco não marcou seu oitavo gol contra os chilenos, recebendo bola em velocidade e finalizando perto da meta de Bravo. Apagado em campo, Suazo criou boa chance, girando à frente da pequena área e batendo com perigo.
O Chile ainda assustaria novamente aos 39min, em jogada de Beausejour na grande área. Mesmo assim, os brasileiros terminaram seu segundo jogo consecutivo sem sofrer gols. Já pensando na Holanda, Dunga promoveu Nilmar e as estreias de Kléberson e Gilberto na Copa.
FICHA TÉCNICA
Brasil 3 x 0 Chile
Gols: Juan, aos 34min, Luís Fabiano, aos 38min do 1º tempo e Robinho, aos 14min do 2º tempo
Brasil: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva; Daniel Alves e Ramires; Kaká (Kléberson); Robinho (Gilberto) e Luís Fabiano (Nilmar)
Técnico: Dunga Chile: Bravo; Isla (Millar), Fuentes, Contreras (Tello) e Vidal; Carmona e Carmona; Alexis Sánchez, Beausejour e Mark González (Valdívia); Suazo
Técnico: Marcelo Bielsa
Cartões amarelos
Brasil: Kaká e Ramires
Chile: Vidal, Millar e Fuentes
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Local : Ellis Park Stadium, em Johannesburgo

Foto: Reinaldo Marques/Terra
Terra

Holanda vence a Eslováquia e vai às quartas de final

Em mais uma atuação visando o resultado, a Holanda jogou o suficiente para vencer a Eslováquia por 2 a 1, em Durban, nesta segunda-feira, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. e agora espera por Brasil ou Chile. Mesmo superiores, os holandeses correram sério risco de se complicar, mas tinham em campo a dupla Robben/Sneijder, que foi de grande importância na classificação para as quartas de final.
Quem esperava um domínio da Holanda, precisou esperar um pouco no primeiro tempo. Com um início corrido, a Eslováquia não se intimidou e também se arriscou ao ataque. Até que, aos dez minutos, o maior volume de jogo e a melhor técnica dos holandeses fizeram a diferença, assim como a dupla Sneijder/Robben.

Apesar de ainda estar fora de forma, Robben compensou com sua técnica e muita vontade, e mostrou porque valeu a pena a seleção esperar por ele. Mostrando estar recuperado de lesão na coxa esquerda, o atacante deu um pique de fazer inveja, do meio de campo até a área, após lindo lançamento de Sneijder. Com habilidade, Robben cortou para dentro, tirou dois marcadores e chutou para abrir o placar aos 18 minutos em sua jogada característica.
Nesse momento a Holanda estava absoluta e poderia chegar ao segundo gol quando quisesse. Só que, assim como nos outros três jogos que disputou na Copa, o time colocou o pé no freio e pensou apenas em administrar o resultado. Os holandeses optaram pela troca de passes e só se arriscaram no ataque quando acreditavam não correr riscos. Assim, a Eslováquia se aproveitou para crescer na partida e tentar o empate, na maioria das vezes em chutes de longa distância. Mas ficou o 1 a 0 para o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, a Holanda resolveu tentar acabar com a partida de uma vez. E, claro, coube a Robben criar as melhores chances do time em cinco minutos. Primeiro, o atacante repetiu a jogada do gol pela direita, cortou para dentro e chutou. Depois, pela esquerda, ele tocou na medida para Van Persie chutar. Nas duas tentativas, coube ao goleiro Mucha fazer duas grandes defesas e salvar a Eslováquia.
O jogo vinha sendo levado com certa tranquilidade pela Holanda, até que a Eslováquia forçou um pouco mais e a defesa deu espaço. Aos 22 minutos, duas grandes chances do empate e, desta vez, foi Stekelenburg quem salvou os holandeses em chutes de Sotch e Vittek. O segundo estava cara a cara.
O susto acordou a Holanda, que parecia satisfeita com o 1 a 0. Elia entrou no lugar de um cansado Robben, mas foi Kuyt quem levou perigo em uma cabeçada e uma bomba de fora da área. A Eslováquia se assustou e diminuiu a pressão. Mesmo assim, Vittek ainda desperdiçou outra oportunidade de empate.
Já no fim, a Holanda tratou de garantir a vitória e não correr mais riscos. Aos 39, Kuyt recebeu lançamento, ganhou do goleiro e tocou para trás. Sneijder chutou para fazer o segundo gol e dar a vaga aos holandeses. Ainda deu tempo de a Eslováquia diminuir no último minuto de jogo. Vittek cobrou pênalti cometido por Stekelenburg e marcou o seu quarto gol na Copa do Mundo.
Mas já era tarde. Holanda segue na luta pelo primeiro título e a Eslováquia, estreante em Copas, vai para casa. A Holanda aguarda agora Brasil ou Chile, que se enfrentam na tarde desta segunda-feira. O jogo pelas quartas de final é na próxima sexta-feira, dia 2, no Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth.
FICHA TÉCNICA
HOLANDA 2 X 1 ESLOVÁQUIA

Local: Estádio Moses Mabhida, em Durban (AFS)
Data-Hora: 28/6/2010 - 11h (em Brasília)
Árbitro: Alberto Undiano (ESP)
Assistentes: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jiménez (ESP)
Público: 61.962 presentes
Cartões amarelos: Robben e Stekelenburg (HOL); Kucka, Kopunek e Skrtel (SVK)
Cartões vermelhos: -
Gols: Robben 18'/1ºT (1-0), Sneijder 39'/2ºT (2-0) e Vittek 48'/2ºT (2-1)
HOLANDA:Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder (Afellay 45'/2ºT); Kuyt, Robben (Elia 25'/2ºT) e Van Persie (Huntelaar 34'/2ºT) - Técnico: Bert Van Marwijk.
ESLOVÁQUIA: Mucha, Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Jakubko 43'/2ºT); Weiss, Kucka, Stoch, Hamsik (Sapara 43'/2ºT) e Jendrisek (Kopunek 25'/2ºT); Vittek - Técnico: Vladimir Weiss.

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Foto: AP