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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Itália vence Japão e conquista vaga em jogo dramático

Sete gols, uma virada relâmpago e um fim de jogo dramático. Assim, em um jogo de tirar o fôlego e cheio de alternativas, a Itália contou com um gol de Sebastian Giovinco aos 41 minutos do segundo tempo para decretar a vitória sobre o Japão por 4 a 3 e conquistar uma vaga nas semifinais da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013.

O resultado deixa a equipe do técnico Cesare Prandelli com seis pontos, mesmo número do Brasil, que lidera o Grupo A por ter melhor saldo de gols. Às 16h (locais) de sábado, dia 22, em Salvador, a Azzurra encara os donos da casa com a primeira posição da chave em jogo. No mesmo dia, Japão e México, ambos sem pontos e sem chances, despedem-se do torneio em Belo Horizonte.
A luta pela sobrevivência após a derrota diante do Brasil forçou o Japão a atacar, e a postura pareceu pegar os italianos de surpresa. Shinji Okazaki foi derrubado por Gianluigi Buffon dentro da área, e Keisuke Honda aproveitou o pênalti para abrir o placar aos 21 minutos. Aos 33, Shinji Kagawa aumentou, pegando uma sobra dentro da área. A Itália acordou para o jogo quando Daniele de Rossi cabeceou para o fundo da rede aos 41. O gol da Azzurra mudou a partida, e o empate só não saiu na etapa inicial porque o chute de Emanuele Giaccherini, as 46, parou na trave esquerda do goleiro Eiji Kawashima.

A pressão continuou no segundo tempo. Aos cinco minutos, Giaccherini ganhou dividida e cruzou para Mario Balotelli, que estava sozinho na pequena área. Atsuto Uchida esticou-se para fazer o corte, mas acabou marcando contra. Aos seis, um chute de Sebastian Giovinco resvalou na mão de Makoto Hasebe dentro da área. Aos sete, Balotelli converteu o pênalti e colocou a Itália na frente. O placar que daria a vaga nas semifinais aparentemente relaxou a Itália, que voltou a sofrer ataques do Japão. E o ataque nipônico voltou a funcionar aos 24, com Okazaki cabeceando para deixar o placar igualado mais uma vez: 3 a 3.

A partida seguiu cheia de emoção, com as duas equipes saindo para o ataque. O Japão, mais agressivo, quase marcou aos 37, quando, no mesmo lance, Okazaki carimbou na trave e, no rebote, Kagawa cabaceou para baixo. A bola, no entanto, quicou e subiu muito, raspando o travessão antes de sair sobre o gol. A busca pela vitória deixou espaços, e a Itália aproveitou antes do fim. Aos 41, em uma bela triangulação no ataque, Claudio Marchisio cruzou e achou Giovinco solto na pequena área para decretar a vitória da Azzurra.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

domingo, 16 de junho de 2013

Os craques decidiram e a Itália venceu o México

Em seu retorno a um domingo de jogo oficial – o primeiro desde que foi reformado –, o Maracanã não pode reclamar de falta de craques. Nem que esses não tenham sido decisivos. As 72 mil pessoas que assistiram à segunda partida do Grupo A da Copa das Confederações da FIFA estiveram diante de um belo jogo, que foi decidido sobretudo graças ao habitual talento de dois jogadores: Andrea Pirlo e Mario Balotelli.

Cada um deles marcou um gol da maneira que mais sabe – Pirlo, de falta, Balotelli, batalhando na área – para liderar a Itália na vitória por 2 a 1 sobre o México, cujo gol veio num pênalti cobrado por Javier “Chicharito” Hernández. A vitória valeu aos italianos os três primeiros pontos na chave, que tem sequência na quarta-feira, quando os mexicanos enfrentam o Brasil em Fortaleza, e a Azzurra, o Japão em Recife.

Ser ídolo em todo lugar
Não demorou para que Mario Balotelli justificasse o porquê de tanta ansiedade a respeito de sua escalação como titular ou não, após ter sofrido uma lesão. Em 15 minutos de jogo, o atacante do Milan já havia chutado quatro vezes a gol, em duas delas obrigando o goleiro José Corona a duas boas defesas.

Mas o gol italiano não viria desse jeito típico, mas de outro. Tão típico que a torcida – ou pelo menos a grande parte de brasileiros que se dividia entre os dois times – já antecipava. Aos 27 minutos, quando foi marcada a falta a 30 metros do gol de José Corona, o Maracanã quase todo já gritava: “Pirlo! Pirlo!”. Foi premonitório. Golaço no ângulo direito do meia da Juventus – que celebrou seu 100° jogo pela seleção.

No início, os mexicanos já haviam levado perigo quando Andrés Guardado invadiu a área e acertou o travessão, mas a reação autêntica veio, sobretudo, por uma falha: Andrea Barzagli se atrapalhou ao dominar uma bola, permitiu que Jesús Zavala lhe roubasse a bola e não teve outra opção senão derrubá-lo. Pênalti que Javier “Chicharito” Hernández converteu aos 34.

O segundo tempo esfriou bastante, e a impressão era de que as duas equipes caminhavam quase automaticamente para aceitar um empate, até que apareceu a outra carta na manga italiana. Não a precisão de Pirlo, mas a força de Balotelli, um verdadeiro inferno para os defensores. Aos 33, um passe aparentemente despretensioso, pelo alto, de Emanuele Giaccherini poderia perfeitamente ter sido dominado pela defesa do México. Mas o camisa 9 brigou, tomou a frente de Francisco Rodríguez e tocou na saída de Corona. Como Pirlo, também ele foi aplaudido e teve seu nome gritado pelos torcedores quando foi substituído. Muita coisa mudou no Maracanã, mas essa permanece a mesma: seu torcedor sabe quanto vê diante de si um craque em ação.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images