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sábado, 22 de junho de 2013

México se despede da Copa das Confederações com vitória sobre o Japão

A seleção do México entrou no Mineirão, neste sábado, com um plano bem definido: trabalhar com bolas aéreas. A estratégia deu certo, e a despedida da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013 deu-se com uma vitória por 2 a 1 sobre o Japão, com dois gols de cabeça de Javier Hernandez, o Chicharito. Com o resultado, o México fica em terceiro lugar no Grupo A, com três pontos. O Japão, que também chegou a este sábado eliminado, volta para casa sem um ponto sequer. Brasil, em primeiro, e Itália, no segundo posto, classificaram-se para as semifinais.

Os primeiros minutos mostraram um Japão mais efetivo no ataque, levando perigo com chutes de Kagawa e Honda. Aos poucos, porém, o México foi administrando melhor a posse de bola e aproximando-se da trave adversária. O gol quase saiu no primeiro tempo, com Guardado cabeceando sozinho dentro da área. A bola, contudo, explodiu na trave direita de Kawashima.

No segundo tempo, o México seguiu investindo no jogo aéreo e foi recompensado com Chicharito, abrindo o placar de cabeça. Doze minutos depois, mais do mesmo: outro cruzamento, outro gol de Chicharito. A equipe japonesa, que á perdia o domínio do meio-de-campo, reagiu tarde demais. Okazaki anotou aos 41, incentivando o time a tentar o empate até o fim, mas não houve tempo. Chicharito ainda desperdiçou um pênalti aos 47, e o placar não mudou mais.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

domingo, 16 de junho de 2013

Os craques decidiram e a Itália venceu o México

Em seu retorno a um domingo de jogo oficial – o primeiro desde que foi reformado –, o Maracanã não pode reclamar de falta de craques. Nem que esses não tenham sido decisivos. As 72 mil pessoas que assistiram à segunda partida do Grupo A da Copa das Confederações da FIFA estiveram diante de um belo jogo, que foi decidido sobretudo graças ao habitual talento de dois jogadores: Andrea Pirlo e Mario Balotelli.

Cada um deles marcou um gol da maneira que mais sabe – Pirlo, de falta, Balotelli, batalhando na área – para liderar a Itália na vitória por 2 a 1 sobre o México, cujo gol veio num pênalti cobrado por Javier “Chicharito” Hernández. A vitória valeu aos italianos os três primeiros pontos na chave, que tem sequência na quarta-feira, quando os mexicanos enfrentam o Brasil em Fortaleza, e a Azzurra, o Japão em Recife.

Ser ídolo em todo lugar
Não demorou para que Mario Balotelli justificasse o porquê de tanta ansiedade a respeito de sua escalação como titular ou não, após ter sofrido uma lesão. Em 15 minutos de jogo, o atacante do Milan já havia chutado quatro vezes a gol, em duas delas obrigando o goleiro José Corona a duas boas defesas.

Mas o gol italiano não viria desse jeito típico, mas de outro. Tão típico que a torcida – ou pelo menos a grande parte de brasileiros que se dividia entre os dois times – já antecipava. Aos 27 minutos, quando foi marcada a falta a 30 metros do gol de José Corona, o Maracanã quase todo já gritava: “Pirlo! Pirlo!”. Foi premonitório. Golaço no ângulo direito do meia da Juventus – que celebrou seu 100° jogo pela seleção.

No início, os mexicanos já haviam levado perigo quando Andrés Guardado invadiu a área e acertou o travessão, mas a reação autêntica veio, sobretudo, por uma falha: Andrea Barzagli se atrapalhou ao dominar uma bola, permitiu que Jesús Zavala lhe roubasse a bola e não teve outra opção senão derrubá-lo. Pênalti que Javier “Chicharito” Hernández converteu aos 34.

O segundo tempo esfriou bastante, e a impressão era de que as duas equipes caminhavam quase automaticamente para aceitar um empate, até que apareceu a outra carta na manga italiana. Não a precisão de Pirlo, mas a força de Balotelli, um verdadeiro inferno para os defensores. Aos 33, um passe aparentemente despretensioso, pelo alto, de Emanuele Giaccherini poderia perfeitamente ter sido dominado pela defesa do México. Mas o camisa 9 brigou, tomou a frente de Francisco Rodríguez e tocou na saída de Corona. Como Pirlo, também ele foi aplaudido e teve seu nome gritado pelos torcedores quando foi substituído. Muita coisa mudou no Maracanã, mas essa permanece a mesma: seu torcedor sabe quanto vê diante de si um craque em ação.

FIFA / http://pt.fifa.com/
Foto: Getty Images

quinta-feira, 17 de junho de 2010

México vence jogo histórico e deixa a França a um passo da eliminação

Depois do Uruguai, o México ficou em ótima situação no grupo A da Copa do Mundo. Nesta quinta, em Polokwane, a equipe de Javier Aguirre venceu a França, por 2 a 0, e saltou para a segunda posição da chave, pelo saldo de gols - tem dois, contra três do Uruguai. Com a vitória, os dois líderes do grupo podem se classificar para as oitavas de final, no confronto direto, na próxima rodada, caso empatem entre si.
Em Polokwane, uma falha defensiva da França deu a primeira chance do jogo aos mexicanos. Aos quatro minutos, após saída de bola errada, a posse ficou com Ricardo Osorio, que chegou próximo à área e bateu. Porém, Hugo Lloris saiu bem do gol e chutou a bola para fora da área, afastando o perigo. Os franceses só foram responder aos seis, quando Franck Ribéry bateu falta de longe, e o goleiro Oscar Pérez defendeu.
Depois, na sequência, o México conseguiu duas chances. Aos oito minutos, após lançamento longo, a bola ficou com Carlos Vela. O atacante entrou livre, pela esquerda da grande área, mas bateu de primeira, para fora, por cima do gol de Lloris. Aos 11, a vez de Guillermo Franco, que recebeu a bola na entrada da área, driblou Eric Abidal e bateu por cima do gol de Lloris.
Os Bleus tiveram uma pequena chance aos 12 minutos. Após cobrança de falta ensaiada, a bola sobrou com Ribéry, que bateu cruzado. A bola passou por toda a pequena área, e saiu pela linha de fundo.
Depois, foi a vez do lateral esquerdo Carlos Salcido criar duas boas chances pelo seu setor. Aos 18 minutos, Salcido dominou a bola e bateu forte, cruzado e rasteiro. A bola foi à linha de fundo, mas passou perto do gol de Lloris. Aos 26, Salcido passou pela marcação de Abou Diaby, chegou à grande área e bateu forte. Lloris defendeu, espalmando para escanteio.
O time de Javier Aguirre continuou pressionando aos 32 minutos, quando Franco arriscou cruzamento da esquerda, e Pablo Barrera, que substituíra Vela havia poucos minutos, cabeceou a bola para fora. Aos 39, tendo recebido bola na entrada da área, Giovani dos Santos venceu a marcação de Patrice Evra e bateu rasteiro, para fora.
Aos 44, a última chance do time francês. Mesmo marcado, Nicolas Anelka decidiu arriscar o chute. Mas a bola foi direto para as mãos de Pérez. Pouco depois, Jérémy Toulalan cometeu falta e recebeu o cartão amarelo, ficando suspenso para o último jogo francês na primeira fase.
No começo do segundo tempo, o México voltou a tentar. Aos seis minutos, em cobrança de falta ensaiada, a bola sobrou com Giovani dos Santos, que bateu. A bola desviou na defesa francesa, e foi devolvida para Barrera, que arriscou chute, mandando a bola para fora.

Depois, as duas equipes alternaram chances. Aos nove, Florent Malouda recebeu a bola próximo à área, pela esquerda, e bateu para a boa defesa de Perez, que se esticou todo para mandar para escanteio. Aos 17, Rafa Marquez arriscou chute de pé direito, na entrada da área, para a defesa de Lloris.
Porém, o time de Javier Aguirre teve o prêmio pela insistência aos 19 minutos, fazendo 1 a 0. Após passe em profundidade de Rafa Márquez, a bola sobrou com Javier Hernandez. "Chicharito" estava impedido, mas o auxiliar nada marcou, e o atacante saiu na cara do gol, driblou Lloris e tocou para as redes, abrindo o placar para El Tri.
Com o gol, a França se abalou. A única chance dos Bleus veio aos 28 minutos, quando André-Pierre Gignac bateu forte, mas a bola passou por cima do gol de Pérez. E, aos 33 minutos, veio o golpe de misericórdia dos mexicanos. Pela direita, Barrera entrou na grande área e foi derrubado por Abidal. Khalil Al Ghamdi marcou o pênalti, e Cuauhtemoc Blanco, que entrara no lugar de Guillermo Franco, bateu no canto direito de Lloris e garantiu a vitória mexicana.

Ficha técnica
França 0x2 México
Local: Estádio Peter Mokaba, Polokwane
Data: 17/06, quinta
Árbitro: Khalil Al Ghamdi (SAU)
Público: 45.370
Gols: Javier Hernandez aos 19'/2T e Cuauhtemoc Blanco aos 33'/2º (México)
Cartões amarelos: Jérémy Toulalan e Eric Abidal (França); Francisco Rodríguez, Guillermo Franco, Héctor Moreno e Efraín Juárez (México)
França
1-Hugo Lloris; 2-Bacary Sagna, 5-William Gallas, 3-Eric Abidal e 13-Patrice Evra; 14-Jérémy Toulalan, 19-Abou Diaby; 10-Sidney Govou (20-Mathieu Valbuena aos 24'/2T), 7-Franck Ribéry e 15-Florent Malouda; 21-Nicolas Anelka (11-André-Pierre Gignac no intervalo). Técnico: Raymond Domenech.
México
1-Oscar Pérez, 15-Héctor Moreno, 5-Ricardo Osorio, 2-Francisco Rodríguez e 3-Carlos Salcido; 4-Rafa Márquez, 6-Gerardo Torrado e 16-Efrain Juárez (14-Javier Hernández aos 10'/2T); 17-Giovani dos Santos, 11-Carlos Vela (7-Paolo Barrera aos 31'/1T) e 9-Guillermo Franco (10-Cuauhtemoc Blanco aos 17'/2T). Técnico: Javier Aguirre.
Trivela
Foto: AFP