segunda-feira, 14 de julho de 2014

História da Copa do Mundo de Futebol - Primeiras competições internacionais antes das Copas do Mundo

A primeira partida internacional de futebol aconteceu em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Nessa época o futebol era raramente jogado fora da Grã Bretanha. A expansão do futebol internacionalmente acabou resultando na formação da FIFA em 1904, reunindo 7 nações da Europa continental.

À medida que o futebol ganhava popularidade, foram organizadas demonstrações do esporte (sem medalhas) nas Olimpíadas de 1900 e 1904. O futebol tornou-se uma competição oficial na Olimpíada de 1908, com o torneio sendo organizado pelos ingleses, os quais foram os campeões e repetiram a conquista em 1912.

Com a Olimpíada sendo disputada somente por amadores, competições internacionais envolvendo times profissionais começaram a aparecer. O Torneo Internazionale Stampa Sportiva, disputado em 1908 na cidade italiana de Torino, foi um dos primeiros desse torneios. Essa competição envolvia times, não seleções, que representavam toda uma nação.

No ano de 1914 a FIFA reconheceu o futebol na Olimpíada como "campeonato mundial de futebol para amadores", e passou a se responsabilizar por organizar a competição. Assim, aconteceu a primeira disputa intercontinental de futebol na Olimpíada de 1920, vencida pela Bélgica. Nas Olimpíadas de 1924 e 1928 o Uruguai foi o campeão. Depois disso, o futebol sairia da Olimpíada com a realização da Copa do Mundo de 1930 no Uruguai com atletas profissionais.

Wikipédia
"History of the FIFA World Cup"

domingo, 13 de julho de 2014

Colômbia recebe o Troféu FIFA Fair Play

Parece ironia, mas não é. A Colômbia, de Zuñiga, ganhou da Fifa o troféu Fair Play da Copa do Mundo. O prêmio se refere a espírito esportivo e jogo limpo. O anúncio foi feito após a conquista do tetracampeonato mundial da Alemanha, que veio com a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina no Maracanã neste domingo.

Zuñiga é o jogador que, com uma joelhada nas costas, tirou Neymar da Copa. O atacante brasileiro sofreu uma fratura na terceira vértebra durante partida válida pelas quartas de final da competição.

A Colômbia acabou o Mundial como quarta seleção mais faltosa. Foram, ao todo, 91 infrações cometidas em cinco jogos. A equipe, por outro lado, recebeu apenas cinco cartões amarelos e não teve nenhum atlelta expulso em todo o torneio.

iG / http://copadomundo.ig.com.br/
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James Rodriguez foi o artilheiro da Copa

James Rodriguez foi o artilheiro da Copa. O camisa 10 colombiano causou impacto imediato no Brasil 2014, criando dois gols e marcando outro na estreia da sua seleção, com vitória por 3 a 0 sobre a Grécia, atuação que lhe rendeu o prêmio de Craque do Jogo Budweiser. Ele também recebeu a premiação no jogo seguinte, uma vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, dando uma assistência para Juan Fernando Quintero e marcando outro gol.

O jogador do Mônaco também foi decisivo diante do Japão: entrou em campo no segundo tempo, armando dois gols para Jackson Martínez e marcando outro. Rodríguez fez história no jogo seguinte, marcando os dois gols na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, escore que garantiu a Colômbia nas quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez.
Ele sentiu pela primeira vez o sabor da derrota diante do Brasil. Ainda assim, fez um gol de pênalti e ganhou os aplausos da multidão que reconheceu a sua grande Copa do Mundo em Fortaleza.

Chuteira de Ouro: James Rodríguez (6 gols, 2 assistências) 
Chuteira de Prata: Thomas Müller (5 gols, 3 assistências) 
Chuteira de Bronze: Neymar (4 gols, 1 assistência)

Confira como ficou a lista dos goleadores:
Top 10

1º James Rodríguez [Colômbia] 6
2º Thomas Muller [Alemanha] 5
3º Neymar [Brasil] 4
3º Robin van Persie [Holanda] 4
3º Lionel Messi [Argentina] 4
6º Enner Valencia [Equador] 3
6º Xherdan Shaqiri [Suíça] 3
6º Karim Benzema [França] 3
6° André Schürrle [Alemanha] 3
6° Arjen Robben [Holanda] 3

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Pogba foi eleito a revelação da Copa do Mundo

O francês Paul Pogba, jogador da Juventus e que interessa a Chelsea e Paris Saint-Germain, saiu da Copa do Mundo eliminado pela eventual campeã Alemanha nas quartas de final, mas saiu do Mundial valorizado. Ele foi eleito o melhor jogador jovem do torneio, o primeiro jogador não-alemão a conquistar o prêmio de revelação, que foi dado pela primeira vez em 2006.

Ele segue os passos de Podolski (2006) e Müller, em 2010. Aliás, os dois foram campeões do mundo neste ano, com o segundo ainda quase sendo eleito o melhor jogador do torneio - o meia do Bayern de Munique só perdeu para Lionel Messi, da Argentina na principal premiação individual da Copa do Mundo.

Pogba jogou cinco partidas com a França neste torneio e foi responsável pela classificação dos Bleus para as quartas de final ao marcar o gol da vitória sobre a Nigéria nas oitavas. A Fifa não divulgou quem ficou em segundo e terceiro na votação do Grupo de Estudos Técnicos da entidade. Os outros indicados eram Varane, compatriota de Pogba, e Depay da Holanda.

Os critérios de avaliação, além do fato de que os candidatos tinham que ter nascido de 1º de janeiro de 1993 em diante, foram os seguintes:
• Nível técnico excepcional
• Estilo de jogo jovem e inovador
• Criatividade e inspiração
• Maturidade tática e eficácia
• Ganhar o reconhecimento dos torcedores com belas atuações
• Ser um modelo para os jogadores mais jovens
• Atitude positiva e fair-play

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Lionel Messi recebe a Bola de Ouro

Lionel Messi ficou com a Bola de Ouro como prêmio de consolação. Um troféu recebido com gosto amargo pelo atacante.

Messi fez Copa de altos e baixos no Brasil, mas quando apareceu foi decisivo. Não fosse pelo craque, a Argentina certamente não teria chegado tão longe. Na final, nenhum de seus concorrentes brilhou e o troféu de melhor jogador acabou nas mãos do jogador do Barcelona, que preferia erguer outro prêmio, coletivo, de campeão mundial, e deixou claro isso pela expressão na premiação.

Bola de Ouro: Lionel Messi (Argentina)
Bola de Prata: Thomas Müller (Alemanha)
Bola de Bronze: Arjen Robben (Holanda)

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Neuer leva Luva de Ouro

Manuel Neuer dedicou o título ao companheiro Marco Reus, que perdeu a Copa do Mundo por lesão. Neuer recebeu o prêmio "Luva de Ouro" como melhor goleiro da Copa.

"Estou muito feliz porque conseguimos nos tornar campeões mundiais com esses jogadores, conseguimos algo excepcional. Nos preparamos muito bem, planejamos tudo da forma certa e dedicamos o título a Marco Reus, e a outros que não puderam vir", discursou após o jogo.

"Sempre procurei estar presente para a equipe e fazer o meu papel. Não tenho nem palavras. Amanhã vou levantar e dizer, sou campeão mundial", completou, emocionado.

Neuer encerrou a Copa com o título de tetracampeão e o prêmio de melhor goleiro da Copa do Mundo do Brasil.

Os vencedores da Luva de Ouro
1994: Michel Preudhomme (Bélgica)
1998: Fabien Barthez (França)
2002: Oliver Kahn (Alemanha)
2006: Gianluigi Buffon (Itália)
2010: Iker Casillas (Espanha)
2014: Manuel Neuer (Alemanha)

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Götze marca na prorrogação e Alemanha conquista o tetra no Maracanã

O mundo do futebol conheceu seu novo campeão, e não poderia ser mais épico, não poderia ser mais suado, e não poderia ser mais justo. A Alemanha, gigante, batalhou por 120 minutos contra uma guerreira Argentina. Götze saiu do banco para entrar para história, com gol nos minutos finais, levando a "Máquina Alemã" que atropelou o Brasil ao tetracampeonato.

Não foi fácil chegar à final. A Alemanha teve que encarar um dos grupos mais fortes da Copa e sobrou na primeira fase, mas sofreu para passar por Argélia e França, antes de massacrar os donos da casa no que era previsto ser o mais complicado dos confrontos. A Argentina teve caminho um pouco mais fácil na teoria, só que a prática colocou a seleção na prorrogação contra a Suíça e nos pênaltis contra a Holanda. As duas finalistas fizeram por merecer a honra de decidir a final no palco sagrado do Maracanã, mas apenas uma poderia levantar a taça.

A final não poderia ser de outra forma, dramática, nervosa, disputada palmo a palmo no campo, e terminando após 120 minutos, com um gol nos instantes finais, de Götze, definindo o campeão. Foram 24 anos de espera e 32 dias de futebol para a consagração.

Alemanha entra na armadilha argentina

A Alemanha sofreu duro golpe mesmo antes da bola rolar no Maracanã. Escalado para o jogo, Khedira sentiu lesão e foi substituído por Kramer. Mas o conjunto alemão funcionou como sempre. A diferença para a partida da semifinal é que desta vez havia oposição. A Argentina endurecia na marcação e levava perigo nos contra-ataques.

De fato, enquanto a Alemanha rondava a área argentina sem ameaçar Romero, as respostas vinham com velocidade nos pés de Lavezzi e Messi. Neuer passou momento de terror e contou com a sorte quando Kroos, ao cortar errado de cabeça na intermediária, deu assistência perfeita para Higuaín. Na cara do gol, o atacante desperdiçou chance inacreditável de abrir a contagem na decisão.

Higuaín chegou a balançar a rede aos 30 minutos, em jogada iniciada de forma genial por Messi. Desta vez, Pipita foi flagrado em impedimento. A Alviceleste empurrava o gigante alemão para as cordas, em busca do nocaute, nocaute que sentiu Kramer em dividida no meio-campo, sendo substituído por Schürrle ainda na primeira parte.

A entrada de Schürrle abriu ainda mais a Alemanha aos contra-ataques. Ao mesmo tempo, aumentou a pressão alemã no ataque. Foi do atacante do Chelsea a primeira finalização com perigo para Romero. A troca de passes no ataque ganhou em qualidade e velocidade, e Kroos também testou o goleiro argentino.

No resumo do primeiro tempo, a Argentina poderia ser apontada como o time mais próximo do gol. Porém, no último lance, em cobrança de escanteio, a Alemanha mostrou uma de suas armas mais letais: a bola parada. Howedes, o "ponto fraco" alemão, subiu mais que todos na área e acertou cabeçada na trave.

Equilíbrio na segunda etapa 

Apesar do bom primeiro tempo, Sabella alterou a equipe no intervalo. Agüero voltou na vaga de Lavezzi, dando mais poder ofensivo para a Argentina, embora ao custo de maior centralização do jogo. No início até deu certo, e Messi escapou na cara do gol, tocando colocado na saída de Neuer, em tentativa que raspou à trave. Assim que a Alemanha encaixou a marcação, a partida ficou truncada e com raras oportunidades dos dois lados.

Messi também sentiu o gol perdido. Muito ativo na primeira parte, o atacante do Barcelona reapareceu apenas aos 30 minutos, ao tentar a característica puxada para a esquerda seguida de finalização colocada. A bola passou sem grande perigo para o gol de Neuer desta vez.

Do outro lado, Müller e Klose eram os que mais incomodavam a defesa hermana, porém sem grande inspiração. Lahm e Schweinsteiger faziam partida discreta e Kroos apresentava seu pior futebol durante toda a Copa. Özil em certos momentos era um homem a menos para os alemães.

Götze entrou na vaga de Klose no fim da segunda etapa, em uma última tentativa de Joachim Löw de resolver a partida no tempo regulamentar. O meia ainda arriscou chute de fora da área em sua primeira participação, com defesa fácil de Romero.

Do banco para a consagração

Assim como a Argentina começou o segundo tempo no ataque, a Alemanha abriu a prorrogação com tudo. A primeira jogada terminou com Schürrle livre na área, talvez na mais clara oportunidade alemã no jogo. Romero defendeu da forma que deu e o rebote ficou com a defesa alviceleste.

Palacio, que entrou no lugar de Higuaín, também teve a bola do jogo em seus pés. Hummels subiu para cortar bola alçada à área e nada encontrou. O atacante pareceu não acreditar no presente e tentou de forma desajeitada encobrir Neuer, mandando a bola para fora.

O segundo tempo da prorrogação chegou e a partida caminhava em ritmo lento para a disputa por pênaltis. Até que, aos sete minutos, Schürrle colocou velocidade pela esquerda e cruzou na primeira trave. Götze matou no peito e, sem deixar a bola cair, tocou na saída de Romero para entrar na história.

A Alemanha conquistou o tetra, e a Copa das Copas encontrou seu campeão após 32 dias inesquecíveis.

Copa do Mundo 2014
Final
Domingo, 13 Julho 2014 - 16h00
Jornalista Mário Filho (Maracanã), Rio de Janeiro, RJ (BRA)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Alemanha 1 x 0 Argentina, Pro.
Gol: Mario Götze

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Klose: o maior artilheiro das Copas, veja o ranking

Copa do Mundo - Gols marcados

Top 13

Miroslav Klose (Alemanha) 16
Ronaldo (Brasil) 15
Gerd Müller (Alemanha) 13
Just Fontaine (França) 13
Pelé (Brasil) 12
Jürgen Klinsmann (Alemanha) 11
Sándor Kocsis (Hungria) 11
Thomas Müller (Alemanha) 10
Helmut Rahn (Alemanha) 10
Gabriel Batistuta (Argentina) 10
Gary Lineker (Inglaterra) 10
Grzegorz Lato (Polônia) 10
Teófilo Cubillas (Peru) 10

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Nos pênaltis, Argentina garante vaga na final: 4 a 2 sobre Holanda

120 minutos de futebol não foram suficientes para definir o adversário da Alemanha na final do Maracanã. O jogo foi tenso, cauteloso, com poucas chances de gol. Somente nos pênaltis a Argentina voltou a uma final de Copa do Mundo e eliminou a Holanda, com um Romero gigante!

Domingo, no Maracanã, a seleção argentina voltará a uma final de Copa para enfrentar a Alemanha, que humilhou na terça-feira (08) o Brasil.

No time de Alejandro Sabella, Enzo Pérez foi o escolhido para ser o substituto de Ángel Di María. Uma opção mais defensiva, já que o jogador atua como segundo volante no Benfica. Na zaga, Demichelis seguiu no time e Rojo voltou para a lateral-esquerda.

Do outro lado, Van Gaal seguiu escalando a Holanda com três defensores e Dirk Kuyt e Daley Blind como alas. Na frente, a força de Van Persie, Robben e Sneijder.

Messi marcado, Robben sumido

Nos primeiros movimentos, já se pôde perceber que a principal missão defensiva do time laranja era não deixar Messi jogar. Para isso, a marcação, pela primeira vez no Mundial, era individual: Nigel De Jong ia atrás do camisa 10 argentino até quando ele ia beber água na beira do campo.

O craque tinha dificuldade para jogar, o que atrapalhava, e muito, o jogo da Argentina. A primeira chance que teve foi em bola parada, mas parou em Cillenssen.

Com a bola, os holandeses tinham a cautela e a paciência de sempre. Toque para cá, toque para lá. Os brasileiros que estavam no estádio não demoraram muito para gritar olé e provocar os rivais.

O início com olé talvez tenha sido o único momento de grande empolgação do público com a partida em sua primeira metade, que foi de poucas chances de gol. Messi era muito marcado e Robben pouco aparecia.

Muitos erros e prorrogação

Na volta do intervalo, a tendência seguiu. Van Gaal tentou colocar Janmaat em campo e inverter Kuyt de ala, mas pouco mudou. Robben seguiu fora do jogo, Van Persie não recebia nenhuma bola na frente e Sneijder também pouco acrescentava.

Os argentinos também não conseguiam achar o seu jogo sem o principal articulador no meio, Di María. Messi estava apagado na partida.

As linhas foram ficando cada vez mais compactas, o que diminuia os espaços no campo. O jogo ficou físico. Muitos contatos, empurrões, as faltas, que eram raras, começaram a aparecer. Os erros também. De passes, de chutes. Messi chegou a isolar uma bola, coisa rara.

Sneijder, por sua vez, pegou mal na bola em cobrança de falta, o que gerou vaias da torcida. Sinais de que a vaga na final seria decidida na prorrogação?

Arjen Robben, aos 45, teve grande oportunidade na área para evitar mais 30 minutos de futebol, mas El Jefecito Mascherano evitou. Foi praticamente um gol do volante, que manteve sua seleção viva.

A volta por cima de Romero

Os dois países parecem gostar de fortes emoções, já que resolveram disputar mais uma prorrogação. E nos 30 minutos a mais, pouco se arriscou. Rodrigo Palacio teve a grande chance dentro da área mas, assim como Robben havia feito no tempo regulamentar, desperdiçou.

A definição do adversário da Alemanha na final do Maracanã só foi definido na maior fábrica de heróis e vilões do futebol: os pênaltis. Dessa vez Van Gaal não colocou Krul.

Cillenssen seguiu sem pegar um pênalti, e o herói da vez foi Romero. Muito criticado, o arqueiro argentino defendeu duas cobranças e colocou seu país na final do Maracanã.

Copa do Mundo 2014 
Semifinais
Quarta, 9 Julho 2014 - 17h00
Arena Corinthians, São Paulo, SP (BRA)
Árbitro: Cüneyt Çakir (TUR)
Holanda 0 x 0 Argentina, Pro. (2 x 4 Pen.)

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Argélia empata com a Rússia e conquista vaga inédita

A Argélia fez história no Brasil. Pela primeira vez a seleção argelina passou da fase de grupos, e não foi sem emoção. Os africanos saíram atrás da Rússia, mas arrancaram o empate em 1 a 1, garantindo passagem para as oitavas de final.

A classificação parecia distante depois da derrota para a Bélgica. A vitória sobre a Coreia do Sul encheu a Argélia de esperanças e, no fim, o empate com os russos na Arena da Baixada foi o suficiente para selar a vaga. A Rússia volta para casa mais cedo, assim como a Coreia.

Rússia na frente pelo alto

A qualidade técnica em Rússia x Argélia poderia até não ser das melhores, mas não faltou vontade em um minuto dos dois lados. Desde o início, as duas seleções fizeram jogo movimentado e com boas oportunidades para os dois lados.

A Rússia teve a sorte de sair na frente logo no início. Com seis minutos de jogo, quando Feghouli estava fora de campo com corte na cabeça, os russos aproveitaram a vantagem numérica e, na primeira chegada ao ataque, chegaram ao gol com Kokorin, de cabeça, em cruzamento de Kombarov.

O desespero pelo resultado condicionou a atuação da Argélia, que foi para o ataque de forma desorganizada e sofreu com Shatov e Kerzhakov nos contra-ataques. Mesmo assim, a seleção africana teve duas chances para empatar, as duas pelo alto, com Slimani. Akinfeev defendeu as cabeçadas do atacante.

Empate para fazer história

O segundo tempo começou com a Rússia no ataque, ansiosa para definir a vaga nos primeiros minutos, o que quase conseguiu. Logo na primeira jogada, Samedov tabelou com Kokorin e saiu na cara do gol. M'Bolhi se atirou nos pés do jogador para fazer grande defesa.

O domínio agora era todo russo, mas se na primeira parte a seleção e Fábio Capello teve sorte em encontrar um gol cedo, desta vez a sorte sorriu para o outro lado. Aos 14 minutos, Brahimi cobrou falta para a área. A defesa falhou, Akinfeev saltou no vazio e Slimani venceu mais uma pelo alto, desta vez mandando a bola para o fundo da rede.

O empate mudava tudo no grupo. A vaga agora era da Argélia e a Rússia só tinha uma forma de reverter isso: ir ao ataque. M'Bolhi passou a ser o homem mais exigido. Defendeu chute forte de Denisov e, embora tenha espalmado para frente, se recuperou a tempo. Depois salvou a Argélia mais uma vez em finalização de Kerzhakov.

Copa do Mundo 2014 | Fase de Grupos | Grupo G | Terceira Rodada
Quinta, 26 Junho 2014 - 17h00
Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada), Curitiba, PR (BRA)
Árbitro: Cüneyt Çakir (TUR)
Argélia 1 x 1 Rússia
Gols: Islam Slimani (Argélia) Aleksander Kokorin (Rússia)

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Bélgica vence, garante 100% de aproveitamento e vaga nas oitavas

Pela terceira vez na Copa, a Bélgica não fez uma boa partida, mas saiu com os três pontos. Os belgas venceram a Coréia, por 1 a 0, eliminaram os asiáticos e garantiram a vaga e 100% de aproveitamento no torneio.

A liderança isolada, com nove pontos, coloca os Estados Unidos como adversário belga nas oitavas de final da Copa. Já os coreanos voltam para casa sem nenhuma vitória.

A já classificada Bélgica veio a campo com muitas mudanças, inclusive com o jovem Januzaj no meio. Já a Coréia do Sul manteve sua estrutura e mudou apenas dois nomes, entre eles o goleiro: Kim começou jogando.

Pouco futebol

Apesar da necessidade e até da vontade demonstrada dentro de campo pelos coreanos, o jogo decorreu nos primeiros minutos com poucas boas jogadas e chances de gol.

A primeira grande chance foi dos belgas, aos 24. Mertens, que era até então o jogador que mais buscava jogadas ofensivas, ficou com sobra de bola na área, mas desperdiçou e chutou para o alto.

A melhor chance coreana veio com Ki, aos 29. O meia arriscou forte chute de fora da área, que Courtois foi pegar no cantinho e jogar para fora. Após o escanteio, confusão e quase gol, mas a zaga conseguiu afastar.

Origi entra e, mais uma vez, é fundamental na vitória

No final do primeiro tempo, Defour acabou expulso, após entrar de sola no adversário. A necessidade do resultado e o fato de ter um jogador a mais fez o treinador Hong Myung-Bo colocar o seu time ainda mais para a frente após a volta do intervalo. Lee Keun Hoo entrou para ser mais um homem na frente.

Aos 13, o jogo, morno, teve bons momentos. De um lado, Mertens arriscou de fora e Kim teve que fazer boa defesa. Do outro, Son chutou (ou cruzou?) da direita e a bola pegou no travessão.

Mas o ritmo seguiu baixo, com pouco futebol. Tentando mudar isso, Marc Wilmots colocou o talismã do time, o jovem Origi. E deu muito certo.

O garoto do Lille deu outra movimentação ao setor ofensivo e participou do gol que deu a vitória aos Diabos Vermelhos. O atacante bateu forte, Kim deu rebote e Vertonghen garantiu mais uma vitória magra e aproveitamento de 100% para o time.

Copa do Mundo 2014 | Fase de Grupos | Grupo G | Terceira Rodada
Quinta, 26 Junho 2014 - 17h00
Arena Corinthians, São Paulo, SP (BRA)
Árbitro: Ben Williams (AUS)
Coreia do Sul 0 x 1 Bélgica
Gol: Jan Vertonghen (Bélgica)

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KBVB / http://www.belgianfootball.be/
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EUA perde para a Alemanha, mas avança para as oitavas

Não houve empate combinado, ou falta de vontade dos dois lados, como se temia. A Alemanha venceu os Estados Unidos, por 1 a 0, com gol de Müller, embora no fim tenha feito pouca diferença: as duas seleções vão para as oitavas.

Bastava um empate para Alemanha e Estados Unidos irem juntos para as oitavas, mas no fim a vaga veio da mesma forma para os dois. No outro jogo, Portugal venceu Gana, porém faltaram muitos gols para igualar o saldo norte-americano. Os alemães terminaram na primeira posição, isolados, seguidos pelos rivais desta quinta-feira.

Os adversários de Alemanha e Estados Unidos serão conhecidos ainda hoje, dos confrontos do grupo H, que tem apenas a Bélgica classificada por antecipação.

Alemanha pela direita, EUA nos contra-ataques

Os receios de um "jogo de comadres" foram desfeitos pouco depois de começar a rolar a bola. A Alemanha, ao menos, vinha para vencer. Os 10 primeiros minutos foram de pressão total alemã, sempre explorando as pontas, principalmente pelo lado direito, com as subidas de Boateng.

Do outro lado, a seleção de Klinsmann entrou perdida em campo, mas aos poucos encaixou seu jogo. Tanto que acabou tendo as melhores chances, nos contra-ataques, e Zusi quase abriu o placar ao cortar um marcador na ponta esquerda e bater cruzado, forte, errando o alvo por pouco.

A Alemanha, apesar de rondar a área norte-americana durante a maior parte do primeiro tempo, finalizava pouco. Özil, aos 34 minutos, passou pela marcação e bateu para defesa de Tim Howard no único lance que realmente levantou a torcida alemã.

Müller coloca mais um na conta

Podolski, sumido no primeiro tempo, não voltou do intervalo. Klose entrou em seu lugar para dar mais força ofensiva à Alemanha. A mudança melhorou o time de Löw, que passou a ter referência na área, com Müller deslocado para fazer a função de Podolski.

O gol parecia questão de tempo e não tardou para sair. Aos nove minutos, Howard defendeu cabeçada de Mertesacker, mas o rebote ficou com Müller, que acertou o canto esquerdo do goleiro, sem chances de defesa.

Os norte-americanos não conseguiram encaixar os contra-ataques como no primeiro tempo. Para sorte dos Estados Unidos, a Alemanha pareceu pouco interessada em ampliar o placar. No outro jogo, Portugal vencia Gana e a classificação ficaria para as duas equipes na Arena Pernambuco.

Copa do Mundo 2014 | Fase de Grupos | Grupo G | Terceira Rodada
Quinta, 26 Junho 2014 - 13h00
Arena Pernambuco, Recife, PE (BRA)
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Estados Unidos 0 x 1 Alemanha
Gol: Thomas Muller (Alemanha)

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Portugal vence, mas morre abraçado com Gana

Portugal e Gana morreram abraçados em Brasília. Os portugueses até venceram, por 2 a 1, com um gol de Cristiano Ronaldo, mas a vitória não foi suficiente para classificação.

Os resultados confirmaram as classificações de Alemanha e Estados Unidos para as oitavas de final do Mundial. As equipes esperam os qualificados do grupo de Argélia, Bélgica, Coréia do Sul e Rússia.

Problemas e mais problemas. Contas e mais contas. Assim entravam em campo Portugal e Gana. O time europeu, preocupado com a lesão de Cristiano Ronaldo. O africano, abalado por polêmicas fora das quatro linhas, que resultaram nas exclusões de Muntari e Boateng, dois dos principais jogadores da equipe.

Ronaldo a fim de jogo

Os portugueses pareceram lidar melhor com as preocupações. A todo momento, criaram mais chances e buscaram o gol para, quem sabe, sonhar com a classificação.

Cristiano Ronaldo começou a fim de jogo e, logo aos cinco minutos, acertou uma bola no travessão. Pouco depois, foi o goleiro Dauda que defendeu um arremate do craque do Real Madrid.

A grande chance dos ganenses na primeira metade esteve nos pés de Gyan, que recebeu na área e bateu de perna direita, mas Beto conseguiu salvar.

Se os atacantes não conseguiam inaugurar o marcador, coube a John Boye a tarefa, só que contra a própria meta. O defensor desviou cruzamento de Miguel Veloso e fez o gol dos lusos. No restante da primeira metade outras chances de mais gols surgiram, mas os times foram ao intervalo somente com 1 a 0.

Gols que não adiantam de nada

O quinto minuto da segunda metade, como aconteceu na primeira, foi de grande chance, só que dessa vez de Gyan. O atacante cortou para a perna direita e bateu forte, no canto, e bola encontrou a rede, só que pelo lado de fora.

A boa notícia para Portugal veio do outro jogo, onde a Alemanha abria o placar sobre os Estados Unidos. Mas Gyan estragou todos os sonhos portugueses e, praticamente no mesmo minuto do gol alemão, aproveitou belo cruzamento de três dedos de André Ayew e empatou o jogo.

Os ganenses, então, passaram a sonhar e, com mais um gol, se classificariam. A oportunidade esteve na cabeça de Waris, aos 15. O jogador recebeu sem marcação nenhuma na área, mas mandou para fora.

Quem marcou foi o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, que deixou o seu e garantiu a vitória lusa. Mas o resultado não adiantou de nada: as duas seleções acabaram eliminadas.

Copa do Mundo 2014 | Fase de Grupos | Grupo G | Terceira Rodada
Quinta, 26 Junho 2014 - 13h00
Mané Garrincha (Nacional), Brasília, DF (BRA)
Árbitro: Nawaf Shukralla (BHR)
Portugal 2 x 1 Gana
Gols: John Boye (*Gol contra), Cristiano Ronaldo (Portugal) e Asamoah Gyan (Gana)

Portugal: Beto (Eduardo, 89’); João Pereira (Varela, 61’), Pepe, Bruno Alves e Miguel Veloso; William Carvalho, João Moutinho e Rúben Amorim; Nani, Cristiano Ronaldo - Cap. e Éder (Vieirinha, 69’).
Reservas não utilizados: Luís Neto, Ricardo Costa, Raul Meireles e Rafa.
Técnico: Paulo Bento.

Gana: Fatau Dauda; Afful, Boye, Mensah e Kwadwo Asamoah; Emmanuel Badu e Rabiu (Acquah Afriyie, 76’); Atsu, Majeed Waris (Jordan Ayew, 71’) e Andre Ayew (Mubarak Wakaso, 81’); Asamoah Gyan - Cap.
Reservas não utilizados: Stephen Adams, Adam Kwarasey, Samuel Inkoom, Daniel Opare, Michael Essien, Albert Adomah e Rashid Sumaila.
Técnico: James Appiah.

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Mondragón é o jogador mais velho a participar de uma partida de Copa do Mundo

A goleada da Colômbia sobre o Japão, por 4 a 1, abriu espaço para o goleiro Faryd Mondragón quebrar um recorde na história das Copas. Aos 43 anos e três dias, o goleiro substituiu Ospina no final da partida e se tornou o jogador mais velho a atuar em uma partida do Mundial.

A marca anterior era do camaronense Roger Milla. Na Copa de 1994, o africano entrou em campo com 42 anos, um mês e oito dias.

Mondragón também se tornou o jogador com maior intervalo entre partidas na Copa do Mundo. A sua última atuação havia sido em 1998, na França, e agora, 16 anos depois, ele novamente esteve em campo no Brasil. Ele bateu o suíço Alfred Bickel, que teve um intervalo de 12 anos entre a França, em 1938, e a de 1950, também em terras brasileiras.

O goleiro atualmente defende o Deportivo Cali, porém já defendeu mais de onze clubes durante a sua carreira. Mondragón também esteve na Copa de 1994, mas não atuou em nenhuma partida.

Goal.com / http://www.goal.com/
Federación Colombiana de Fútbol / http://www.fcf.com.co/

Ex-lateral do Corinthians, Giba falece aos 52 anos

O Sport Club Corinthians Paulista informa com pesar o falecimento do ex-lateral direito Giba. Aos 52 anos, o ex-jogador nos deixou na manhã desta terça-feira (24) em São Paulo.

Antônio Gilberto de Souza, que jogou no Corinthians entre 1989 e 1993, entrou em campo com o manto alvinegro por 211 vezes e fez 17 gols. O ex-lateral foi uma das principais peças do grupo que conquistou o Campeonato Brasileiro de 1990, o primeiro nacional do Timão na história.

O Sport Club Corinthians Paulista deseja força à família.

Em cerimônia reservada à família e amigos, o corpo do ex-jogador foi cremado na tarde desta terça no Crematório da Vila Alpina, em São Paulo.

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