A Fifa divulgou, nesta segunda-feira, que pagou uma indenização de US$ 100 mil (R$ 170 mil) ao goleiro Kodjovi Obilale, da seleção do Togo, que foi atingido por balas perdidas em uma emboscada de terroristas da região de Cabinda, em Angola, ao ônibus da delegação dois dias antes do início da Copa da África de Nações, em janeiro, naquele país.
A doação feita pela entidade é maior que o prometido pelo presidente Joseph Blatter no último mês de setembro. Naquela época, o dirigente havia revelado que o jogador seria indenizado em US$ 25 mil (R$ 42,5 mil), depois de reclamar publicamente que se sentia abandonado pelas autoridades do futebol de seu país.
Obilale teve de passar por várias operações após ter sido baleado duas vezes nas costas e machucado sua espinha dorsal e pernas. O goleiro já afirmou que não espera mais voltar a jogar futebol. Tem esperança apenas em poder andar novamente.
No ataque dos terroristas da região de Cabinda, grande polo petrolífero de Angola, morreram três pessoas - um membro da comissão técnica da seleção de Togo, um assessor de imprensa e o motorista do ônibus. A equipe, que iria estrear na Copa da África de Nações dois dias depois, desistiu de participar da competição.
Agência Estado
Foto: AP
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Fifa promete doar US$ 25 mil a goleiro de Togo
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometeu doar US$ 25 mil ao goleiro Kodjovi Obilalé, que levou um tiro nas costas no início do ano durante ataque terrorista contra a seleção de Togo, pouco antes do começo da Copa Africana de Nações, em Angola.
Obilalé contou que está lutando para conseguir ajuda da Confederação Africana de Futebol, de Angola e de Togo, além de ter enviado uma carta para a Fifa em agosto solicitando algum tipo de assistência. E neste final de semana, Blatter respondeu com a promessa do dinheiro, que virá de um fundo humanitário da federação.
Blatter teria dito também, segundo revelou Obilalé nesta segunda-feira, que a Fifa não pode ser responsabilizada pelo "trágico ataque", mas prometeu "continuar estudando o dossiê".
Baleado na parte inferior das costas, Obilalé sofreu uma lesão neurológica na região da coluna vertebral e chegou a ser anunciado como morto, antes de passar por uma séria cirurgia que o salvou. Duas pessoas foram mortas no ataque ao ônibus da seleção de Togo, realizado na província de Cabinda, em Angola.
Foto: Arquivo
Agência Estado
Obilalé contou que está lutando para conseguir ajuda da Confederação Africana de Futebol, de Angola e de Togo, além de ter enviado uma carta para a Fifa em agosto solicitando algum tipo de assistência. E neste final de semana, Blatter respondeu com a promessa do dinheiro, que virá de um fundo humanitário da federação.
Blatter teria dito também, segundo revelou Obilalé nesta segunda-feira, que a Fifa não pode ser responsabilizada pelo "trágico ataque", mas prometeu "continuar estudando o dossiê".
Baleado na parte inferior das costas, Obilalé sofreu uma lesão neurológica na região da coluna vertebral e chegou a ser anunciado como morto, antes de passar por uma séria cirurgia que o salvou. Duas pessoas foram mortas no ataque ao ônibus da seleção de Togo, realizado na província de Cabinda, em Angola.
Foto: Arquivo
Agência Estado
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Vítima do ataque terrorista, goleiro de Togo reclama de descaso
O goleiro Kodjovi Obilale, uma das vítimas do ataque terrorista contra a seleção de Togo, dias antes da Copa das Nações Africanas, em Angola, reclamou do descaso dos órgãos internacionais de futebol, como a Fifa.
"É um mundo podre", afirmou o goleiro, que por causa do incidente ficou paralítico. Obilale teve que passar por seis cirurgias depois de ser atingido por uma bala durante o ataque.
"Perdoe minha linguagem, mas eu acho que é um pouco nojento. Se fosse um jogador famoso como [Didier] Drogba e os outros, eu não acho que as coisas teriam acontecido assim", desabafou Obilale em entrevista à Associated Press. O jogador está em um hospital na costa oeste da França.
"Eu acho que é uma aberração e doentio que eles tenham me abandonado", declarou. O tiro que atingiu Obilale atingiu sua coluna e deixou danos que provavelmente serão irreversíveis. "Eu costumava ter coxas enormes", disse o jogador, que agora tem as pernas finas.
"A minha grande preocupação é a minha perna direita. Isso me preocupa. Eu não sei o que acontecerá com ela. Eu rezo para que ela melhore, para que eu possa ao menos voltar a andar. Mesmo que eu não possa jogar novamente, eu quero andar. Mesmo se eu mancar, isso não importa, porque há mais da vida do que o futebol. Eu posso fazer outras coisas. Tenho apenas 25 anos", declarou o goleiro.
Ele diz que nem a Confederação Africana de Futebol, nem a Fifa mostraram preocupação com ele. A CAF ainda puniu Togo por retirar a seleção da competição banindo-os do futebol internacional, mas a Fifa interveio e tirou a suspensão. Em relação a ele, porém, ninguém deu satisfações.
A federação de futebol de Togo, segundo ele, não foi muito melhor. "Quando você está machucado, ninguém liga para você. Eu ligo e digo: 'O que vocês estão fazendo? Eu preciso de vocês. Ao menos me liguem'. Eu fui lá [Angola] defender nossas cores. Eu derramei meu sangue pela nossa bandeira... Mas ninguém liga", disse Obilale.
Quando o jogador foi para a África do Sul ser operado, depois do incidente, o ministro do esporte do Togo, Christophe Tchao, deu € 13 à esposa de Obilale. A AP conversou o ministro, que afirmou que a mesma quantia foi dada ao jogador algum tempo depois. Obilale diz que é mentira e que o dinheiro não cobria nem as despesas da sua mulher enquanto esteve com ele na África do Sul. Quem pagou a conta foi o seu companheiro de seleção e jogador mais bem sucedido do país, Emmanuel Adebayor.
O jogador parece ter dias melhores pela frente, já que a Fifa afirmou que pretende fazer mais do que dar desejos de melhoras para o goleiro. Outra questão é que Angola teria um seguro contra acidentes de atletas, mas a questão terá que ser resolvida por advogados, a não ser que a Fifa intervenha.
Obilale diz que até hoje não entende por que aquele ataque foi feito de forma tão brutal. "Jogar futebol é meu sonho desde criança, e ele foi subitamente tirado de mim", afirmou.
Trivela
Foto: Reuters
"É um mundo podre", afirmou o goleiro, que por causa do incidente ficou paralítico. Obilale teve que passar por seis cirurgias depois de ser atingido por uma bala durante o ataque.
"Perdoe minha linguagem, mas eu acho que é um pouco nojento. Se fosse um jogador famoso como [Didier] Drogba e os outros, eu não acho que as coisas teriam acontecido assim", desabafou Obilale em entrevista à Associated Press. O jogador está em um hospital na costa oeste da França.
"Eu acho que é uma aberração e doentio que eles tenham me abandonado", declarou. O tiro que atingiu Obilale atingiu sua coluna e deixou danos que provavelmente serão irreversíveis. "Eu costumava ter coxas enormes", disse o jogador, que agora tem as pernas finas.
"A minha grande preocupação é a minha perna direita. Isso me preocupa. Eu não sei o que acontecerá com ela. Eu rezo para que ela melhore, para que eu possa ao menos voltar a andar. Mesmo que eu não possa jogar novamente, eu quero andar. Mesmo se eu mancar, isso não importa, porque há mais da vida do que o futebol. Eu posso fazer outras coisas. Tenho apenas 25 anos", declarou o goleiro.
Ele diz que nem a Confederação Africana de Futebol, nem a Fifa mostraram preocupação com ele. A CAF ainda puniu Togo por retirar a seleção da competição banindo-os do futebol internacional, mas a Fifa interveio e tirou a suspensão. Em relação a ele, porém, ninguém deu satisfações.
A federação de futebol de Togo, segundo ele, não foi muito melhor. "Quando você está machucado, ninguém liga para você. Eu ligo e digo: 'O que vocês estão fazendo? Eu preciso de vocês. Ao menos me liguem'. Eu fui lá [Angola] defender nossas cores. Eu derramei meu sangue pela nossa bandeira... Mas ninguém liga", disse Obilale.
Quando o jogador foi para a África do Sul ser operado, depois do incidente, o ministro do esporte do Togo, Christophe Tchao, deu € 13 à esposa de Obilale. A AP conversou o ministro, que afirmou que a mesma quantia foi dada ao jogador algum tempo depois. Obilale diz que é mentira e que o dinheiro não cobria nem as despesas da sua mulher enquanto esteve com ele na África do Sul. Quem pagou a conta foi o seu companheiro de seleção e jogador mais bem sucedido do país, Emmanuel Adebayor.
O jogador parece ter dias melhores pela frente, já que a Fifa afirmou que pretende fazer mais do que dar desejos de melhoras para o goleiro. Outra questão é que Angola teria um seguro contra acidentes de atletas, mas a questão terá que ser resolvida por advogados, a não ser que a Fifa intervenha.
Obilale diz que até hoje não entende por que aquele ataque foi feito de forma tão brutal. "Jogar futebol é meu sonho desde criança, e ele foi subitamente tirado de mim", afirmou.
Trivela
Foto: Reuters
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Bomba mata 64 pessoas que assistiam à Copa em Uganda
Um atentado em Uganda matou 64 pessoas que assistiam à final da Copa do Mundo neste domingo. Diversas explosões deixaram dezenas de feridos na cidade de Kampala, em um clube de rúgbi e em um restaurante etíope onde as pessoas se reuniram para assistir ao jogo.
Dezenas de pessoas se reuniram no clube de rúgbi para assistir à partida entre Espanha e Holanda em um telão e a explosão matou 49 pessoas. Outras 15 morreram na explosão do restaurante etíope.
Segundo as autoridades, um americano está entre os mortos. A polícia teme que o ataque com bomba seja de um grupo somali ligado à Al-Qaeda.
Trivela
Foto: THE NEW VISION
Dezenas de pessoas se reuniram no clube de rúgbi para assistir à partida entre Espanha e Holanda em um telão e a explosão matou 49 pessoas. Outras 15 morreram na explosão do restaurante etíope.
Segundo as autoridades, um americano está entre os mortos. A polícia teme que o ataque com bomba seja de um grupo somali ligado à Al-Qaeda.
Trivela
Foto: THE NEW VISION
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Al-Qaeda insinua ataque no jogo entre EUA e Inglaterra
O grupo terrorista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden, insinuou na revista árabe Mushtaqun Lel Jannah que poderia cometer um atentado na Copa do Mundo da África do Sul, no confronto entre Inglaterra e Estados Unidos, o jogo de abertura do Grupo C.
"Que incrível seria o jogo Estados Unidos x Inglaterra quando se transmite ao vivo, com o estádio cheio, o som de uma bomba a explodir nas arquibancadas. Todo o estádio virado de cabeça para baixo e o número de cadáveres entre as dezenas e centenas. Se Alá quiser", publicou a revista, segundo reproduzido pelo canal de televisão americana CBS.
Os norte-americanos e os britânicos são inimigos declarados da organização que jogou aviões contra o World Trade Center e o Pentágono no dia 11 de setembro de 2001. Além destes dois países, França, Alemanha e Itália também não contam com a simpatia dos terroristas. "Todos esses países formam a cruzada sionista contra o Islã", criticou.
"Todo o aparato e máquinas de raios-x que os americanos vão mandar depois de ler este artigo não serão capazes de deter o modo como os nossos explosivos agirão. Então, vocês estão prontos para isso, Sr. Blatter?", provocou a Al-Qaeda.
Gazeta Esportiva
Foto: Montagem
"Que incrível seria o jogo Estados Unidos x Inglaterra quando se transmite ao vivo, com o estádio cheio, o som de uma bomba a explodir nas arquibancadas. Todo o estádio virado de cabeça para baixo e o número de cadáveres entre as dezenas e centenas. Se Alá quiser", publicou a revista, segundo reproduzido pelo canal de televisão americana CBS.
Os norte-americanos e os britânicos são inimigos declarados da organização que jogou aviões contra o World Trade Center e o Pentágono no dia 11 de setembro de 2001. Além destes dois países, França, Alemanha e Itália também não contam com a simpatia dos terroristas. "Todos esses países formam a cruzada sionista contra o Islã", criticou.
"Todo o aparato e máquinas de raios-x que os americanos vão mandar depois de ler este artigo não serão capazes de deter o modo como os nossos explosivos agirão. Então, vocês estão prontos para isso, Sr. Blatter?", provocou a Al-Qaeda.
Gazeta Esportiva
Foto: Montagem
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