Mostrando postagens com marcador doping. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doping. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mutu é pego em antidoping dois dias seguidos

O Comitê Olímpico Italiano (Coni) divulgou nesta sexta-feira que o atacante Adrian Mutu, da Fiorentina, testou positivo outra vez para uma substância ilegal no exame antidoping.
É a terceira vez que o romeno é pego em um teste, a segunda em apenas dois dias. Na quinta-feira, o Coni já havia divulgado que o exame do jogador da Viola deu positivo para sibutramina, um inibidor de apetite usado em tratamento de obesidade, após partida contra o Bari pela Serie A, em janeiro. Nesta sexta, o comitê declarou que Mutu foi pego também em exame da semana passada, após jogo da Copa da Itália contra a Lazio.
O jogador de 31 anos passou por problema de doping em 2004, quando seu exame deu positivo para cocaína. O episódio lhe rendeu a demissão do Chelsea e uma dívida de € 17 milhões. Segundo o código da Agência Mundial Anti-Doping (Wada), Mutu foi suspenso definitivamente.
www.trivela.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Atacante Mutu, da Fiorentina, é flagrado em exame antidoping


MILÃO - O atacante da Fiorentina, Adrian Mutu, testou positivo para uma droga supressora de apetite, sibutramina, informou em comunicado o Comitê Olímpico Italiano (CONI) nesta quinta-feira.

Mutu, demitido do clube Chelsea em 2004 por uso de cocaína, coletou uma amostra que deu positivo no jogo da Série A do futebol italiano entre Fiorentina e Bari, em 10 de janeiro.

"Na primeira amostra que analisamos, a presença de um metabolito de sibutramina foi detectado para Adrian Mutu", dizia o comunicado.

O CONI, que age como a agência antidoping da Itália, não deu mais detalhes, porém tem um longo histórico de banir atletas que reprovam nos exames --mesmo se as drogas forem tomadas por acidente.

No entanto, o CONI absolveu o capitão italiano Fabio Cannavaro no ano passado quando sua documentação do Juventus não registrou corretamente o tratamento emergencial recebido para uma picada de inseto.

Mutu teve uma temporada problemática com a Fiorentina, em parte, por causa de uma lesão e também pela queda no rendimento após a saída do Chelsea, em 2004.

O clube inglês queria uma indenização pela saída de Mutu e as autoridades do futebol e do Tribunal Arbitragem do Esporte apoiaram a reivindicação, exigindo que o jogador de 31 anos pagasse 17 milhões de euros (23,9 milhões de dólares).

Mutu apelou novamente a um tribunal federal suíço e a situação está agora suspensa, apesar de o técnico da Fiorentina Cesare Prandelli reconhecer que a saga estava na cabeça de Mutu e que ele nem sempre escolheu o atacante nesta temporada.
REUTERS 
Foto: Arquivo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

STJD suspende Jobson por dois anos

Um dos heróis da permanência do Botafogo na Série A do Campeonato Brasileiro, o atacante Jobson, de 21 anos, foi suspenso por dois anos por uso de cocaína - ele foi flagrado no exame antidoping nos dias 8 de novembro e 6 de dezembro, apesar de, em seu depoimento, afirmar que se confundiu e, na verdade, fumara crack. O julgamento foi realizado pela Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na noite desta terça-feira, com base no código da Agência Mundial de Antidopagem.

Antes do início da sessão, o auditor-relator Marcelo Tavares colocou em votação se o atleta seria julgado pelas duas infrações ou por apenas uma, já que não havia sido avisado do primeiro doping antes do segundo exame. A Procuradoria, no entanto, decidiu analisar os dois casos separadamente, o que ainda assim deu ao jogador a chance de ser punido por apenas um caso de doping.

Julgado em dois processos, Jobson acabou contando com a condescendência dos auditores, que não viram no atleta um caso perdido, mas sim um jovem de talento que precisa de ajuda. Marcelo Tavares votou na suspensão por dois anos, considerando apenas um caso. Ele foi acompanhado pelo auditor José Peres. Já os auditores Otacílio Gonçalves e Francisco Peçanha optaram pela pena de um ano. Com o empate, o presidente da sessão, Paulo Valed, decidiu suspender o jogador por dois anos, encerrando a possibilidade de o jogador se banido em definitivo do esporte.

Em depoimento oficial, jogador troca a cocaína pelo crack

Convocado a depor, Jobson, cujos direitos econômicos pertencem ao Brasiliense, alegou ter se enganado ao reconhecer que usou cocaína. Segundo ele, a droga usada foi crack (droga feita a partir da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio), sendo que não lembra da última vez. Ainda assim, assumiu que fumou várias vezes desde 2008, quando atuava pelo Brasiliense, e que não sabia que no crack há uma mesma substância encontrada na cocaína.

- Eu fumei crack, e não foi a primeira vez. Eu uso desde aquela época, mas nunca nunca caí no doping - disse o jogador, garantindo ainda não poder afirmar se é viciado, pois usou a droga eventualmente. - Utilizei mais de uma vez, por isso não posso dizer se sou ou não.

O testemunho acabou tendo o efeito contrário do que a defesa esperava: desqualificar o uso da droga para benefício esportivo. Seu advogado, Carlos Portinho, ressaltou que a cocaína não ajuda o jogador em campo, assim como lembrou que o jogador de vôlei Giba, flagrado por uso de maconha, fez tratamento e se recuperou. Portinho terminou a defesa dizendo que o jogador precisa de ajuda, não de punição, no que foi acompanhado pelo presidente do Brasiliense, Luiz Estevão. Segundo o dirigente, o lugar onde o Jobson morava - Conceição do Araguaia, no Pará - e as más companhias o influenciaram a usar a droga.

Mas para o procurador Caio Medauar, um exemplo para jovens jogadores não poderia alegar tanta ingenuidade, e a confissão do uso da droga já seria o bastante para a sua condenação.

Auditores negam por unanimidade tentativa de anulação do doping

Advogado do jogador, Carlos Portinho, o mesmo que defendeu Dodô em 2007, quando, então jogador do Botafogo, foi pego por uso da substância femproporex, chegou a alegar que o material de coleta não estava dentro dos padrões estabelecidos pela Fifa, que exige um frasco de vidro, não de plástico, mas não obteve sucesso na tentativa de anulação do doping.

Quem compareceu ao julgamento para prestar solidariedade foi o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, que ficou ao lado de Jobson durante todo o julgamento. O dirigente alvinegro não escondeu a sua torcida para que o atleta não fosse banido.

- O que temos de provar é que o doping social tem tratamento. Ele, que é um sujeito alegre e está sempre sorrindo, parece que envelheceu 30 anos durante esse período - disse o mandatário alvinegro.

Em entrevista ao SporTV no fim de 2009, citada pelo jogador em seu depoimento, ele admitiu ter usado cocaína, mas apenas uma vez, em uma festa no fim de semana (21 e 22 de novembro) da partida contra o Atlético-PR, da qual não participou porque cumpriu suspensão automática. A versão, no entanto, não bate com a data do primeiro exame, 8 de novembro. A partida diante do Furacão aconteceu duas semanas depois. Assim, Jobson teria feito uso da droga antes da festa que citou. Toda o problema ainda fez com que o Cruzeiro desistisse da sua contratação.

ENTENDA O CASO

Jobson foi flagrado pela primeira vez no exame antidoping no dia 8 de novembro, quando o Botafogo derrotou o Coritiba por 2 a 0, no Engenhão. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitou a contraprova, que confirmou a presença de cocaína na urina do jogador. A notícia foi divulgada apenas depois que o atacante foi submetido a um novo exame, em 6 de dezembro, após o Alvinegro derrotar o Palmeiras por 2 a 1, na última rodada do Brasileirão. Àquela altura, mais precisamente no dia 17, ele já havia sido suspenso preventivamente por 30 dias pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e a segunda coleta também apontou traços da droga. Uma nova contraprova não foi realizada, uma vez que a CBF não fez a solicitação.

As leis mundiais antidoping preveem que um atleta seja banido do esporte se for condenado duas vezes por uso de substância proibida. No entanto, existia a possibilidade de a pena ser somente agravada, chegando até quatro anos de suspensão (dois anos para cada flagrante). Desde o início a defesa do jogador entendia que os dois casos deveriam ser transformados em apenas um, acabando com o risco de reincidência. O resultado do julgamento, feito pelo STJD de acordo com o códido da Agência Mundial de Antidoping (Wada), será encaminhado à Fifa pela CBF.
globoesporte.com