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sábado, 15 de março de 2014

Rivaldo deixa uma história de luta e conquistas

O meia Rivaldo, que na manhã deste sábado, anunciou sua retirada dos gramados, deixou uma mensagem no seu Instagram, onde detalhou sua história no futebol. Rivaldo, que inicio sua carreira no Santa Cruz- PE, para depois brilhar no Mogi Mirim, completou 900 jogos oficiais na partida do Mogi Mirim contra o São Bernardo, pelo Campeonato Paulista, no último dia 9. Campeão da Copa de 2002 e eleito melhor jogador do mundo em 1999, quando atuava pelo Barcelona, Rivaldo agora segue apenas como presidente do Mogi Mirim EC.

Veja a íntegra carta:

“Com lágrimas nos olhos hoje gostaria de primeiramente agradecer a Deus, minha família e a todos pelo apoio, pelo carinho que recebi durante esses 24 anos como jogador. Hoje venho comunicar a todos os torcedores do mundo que minha história como jogador chegou ao fim.

Somente tenho que agradecer pela linda carreira que construí durante esses anos. Foram muitos os obstáculos, os desafios, renúncias, saudades, decepções, porém foram muito maiores as alegrias, as conquistas, crescimentos, mudanças. Algumas vezes ensinando outras aprendendo, mas nunca perdi meu foco, sempre com dedicação, determinação e direção de Deus.

Nesta longa jornada, muitas pessoas passaram pela minha vida, alguns por um período, outros amigos que permanecem até hoje. Construí minha carreira em cima de um milagre, saindo de Paulista (Pernambuco), sem nenhum recurso financeiro, sem empresário, incentivos apenas familiar, desacreditado por médicos e técnicos, vi um sonho distante se tornar realidade. Com persistência, dedicação e principalmente com a mão de Deus, cheguei a ser reconhecido como melhor jogador do mundo, pentacampeão mundial, entre muitos outros títulos importantes na história do futebol.

Entre troféus, medalhas, premiações e títulos, em uma terra onde tudo se consome, deixo aqui uma história, talvez um exemplo, mas com certeza um testemunho de que vale a pena crer e lutar.

“Todo atleta que está treinando aguenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre”. 1 Corintios 9:25′

Mogi Mirim Esporte Clube / http://www.mogimirim.com.br/
Foto: Geraldo Bertanha

Rivaldo dá adeus ao futebol

O pentacampeão mundial Rivaldo anunciou na manhã de hoje, 15, que não vai mais atuar como atleta profissional. A despedida de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial foi bem à sua maneira. Longe dos holofotes. Foi uma despedida comunicada primeiro àqueles que fazem parte do seu dia-a-dia. Os jogadores e funcionários do clube.

A decisão de não atuar mais como atleta surgiu, segundo ele, depois durante a noite de hoje. “Ontem à noite havia ligado para o meu filho (Rivaldo Junior) e solicitado a ele que levasse meu material de treino para Itapira, pois iria direto de casa para o estádio. Mas à noite acordei e após alguns minutos de meditação, tomei esta decisão”, disse Rivaldo aos jogadores, comissão técnica e funcionários do clube na manhã deste sábado.

Rivaldo reuniu a comissão técnica, funcionários e jogadores nos vestiários por volta das 9 horas de hoje e surpreendeu a todos com a decisão tomada. Visivelmente emocionado e com soluços de choro interrompendo seu discurso, o meia agradeceu a maneira como foi tratado por todos do grupo, enquanto foi jogador do Mogi Mirim neste Paulistão. “Sou grato a todos pelo carinho e respeito como fui tratado aqui por vocês jogadores e funcionários. Quero que saibam que fui além do que meu corpo permitia. Sacrifiquei-me para ajudar vocês a sair desta situação em que nos encontramos hoje. Não é uma situação desesperadora, mas que merece cuidados. E tenho certeza que vocês irão manter o clube na elite”, disse Rivaldo.

Ele também registrou a satisfação de ter realizado o sonho de ter atuado ao lado do filho Rivaldo Junior. “Todos sabem que vim de uma família muito humilde. Tudo que tenho, agradeço ao futebol. Por isso adoro jogar. Por isso foi difícil tomar esta decisão. Muitos queriam que eu parasse antes, mas o futebol está no meu sangue. Ultimamente estava jogando por prazer” comentou o agora ex-jogador Rivaldo.

Coincidentemente, a despedida do futebol aconteceu no mesmo local onde ele foi recebido pelo técnico Osvaldo Alvarez no início de 1992, quando fez parte do lendário “Carrossel Caipira”.  Ao encerrar suas palavras, Rivaldo, mais uma vez demonstrou sua humildade ao dirigir-se para Vanderlei Pereira, roupeiro do clube há três décadas e agradecer pelo carinho e respeito como sempre foi tratado por ele.

Rivaldo agora segue apenas como presidente do Mogi Mirim Esporte Clube e concentra suas atenções para o julgamento do TJD da Federação Paulista de Futebol nesta segunda-feira que acusa o clube de racismo e, no jogo de terça-feira, em Itapira, contra o Paulista, quando uma vitória pode garantir a permanência do clube na elite do futebol paulista.

Mogi Mirim Esporte Clube / http://www.mogimirim.com.br/
Foto: Geraldo Bertanha

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mogi Mirim Esporte Clube completa 78 anos


Nesta segunda-feira, dia 1° de fevereiro, o Mogi Mirim Esporte Clube festeja mais um ano de existência. Fundado no dia 1º de fevereiro de 1932, o clube completa 78 anos. E para marcar a data, o estádio oficialmente muda de nome. De Papa João Paulo 2° para Romildo Vitor Borba Ferreira, uma homenagem do presidente Rivaldo Vitor Borba Ferreira ao seu falecido pai.
Motivos para comemorar a data não faltam. O principal deles é o fato de o Sapo ter dado a volta por cima nesta edição do Campeonato Paulista, depois de uma temporada ruim em 2009. Depois de cinco rodadas realizadas, o Mogi Mirim segue entre os líderes da competição, mostrando sua força e desbancando grandes equipes paulistas.
Embora complete 78 anos de existência, o Mogi Mirim Esporte Clube começou a conquistar seu espaço no cenário do futebol somente nos anos 80. Foi com a chegada de Wilson Fernandes de Barros à presidência, em 1981, que o clube cresceu. À frente do Mogi Mirim por 27 anos – de 1981 a 2008, quando faleceu -, Wilson Barros elevou o Sapo de mero coadjuvante da terceira divisão do Campeonato Paulista a integrante da elite do futebol estadual.
O acesso à primeira divisão aconteceu em 1985. O time, que contava com jogadores como o “xerife” Chicão e Oscarzinho, chegou à elite no dia 11 de dezembro daquele ano. Foi com um empate por 1 a 1 com o Tanabi, no estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, que o time conquistou o título da Segunda Divisão.
De lá para cá, o Mogi se firmou no futebol paulista. O ápice foi nos anos de 92 e 93, com o célebre “Carrossel Caipira”, liderado por Rivaldo, Válber e Leto. Naquele período, o elenco comandado por Oswaldo Alvarez, o Vadão, conquistou em 1992 o título da Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol e do Grupo Amarelo do Campeonato Paulista. No ano seguinte, o Sapo venceu o Torneio Ricardo Teixeira.
Remodelado com a chegada do pentacampeão Rivaldo à presidência no final de 2008, o Mogi Mirim passou a investir nas categorias de base desde o ano passado. Em 2009, foram criadas as categorias sub-15 e sub-17 e reativada a equipe sub-20. Em menos de um ano de implantação das categorias de base, o elenco infantil já deu ao Sapo o primeiro título da era Rivaldo. A equipe sub-15 se sagrou campeã invicto da Copa da Associação Paulista de Futebol, em novembro de 2009.