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domingo, 25 de novembro de 2012

Noroeste derrota o Audax e conquista bicampeonato da Copa Paulista


Preço pago, é hora de degustar o banquete. O Noroeste venceu o Audax, neste domingo (25), por 1 a 0 e conquistou de forma incontestável o bicampeonato da Copa Paulista – o time bauruense já havia vencido o primeiro jogo no Alfredão por 2 a 1. Uma conquista para lavar a alma do centenário clube de Bauru, que passou por uma temporada turbulenta fora de campo, mas não deixou qualquer incerteza administrativa perturbar seu desempenho em campo e termina o ano com a taça na mão.

Como o técnico Moisés Egert pregou, o time teria que pagar o preço da conquista para se saciar com o banquete da glória. Dito e feito. O Norusca, de quebra, fatura uma vaga na próxima edição da Copa do Brasil, torneio que não disputa desde 2007.

A finalíssima deste domingo pela manhã, no Estádio Nicolau Alayon, acompanhada de perto pelo JC, foi bem disputada e o time bauruense fez um bom primeiro tempo e soube ser letal no momento em que o adversário, pressionado pela necessidade de vitória, partiu para a pressão, marcando o gol da vitória e controlando qualquer situação adversa para garantir o bi – já havia sido campeão em 2005.

Jogo

A primeira oportunidade foi do Noroeste. Gilsinho acionou Mizael, que passou pela marcação e cruzou na área. O centroavante Roberto se atrapalhou na hora de cabecear e acabou facilitando para a defesa do Audax. O time da Capital respondeu com Caio, após o Norusca perder a posse na saída de bola. Walter fez a defesa firme no meio do gol. O Noroeste com marcação adiantada dificultava a criação do Audax. Aos dez, Gilsinho pegou forte de fora da área e exigiu boa intervenção do goleiro Sidão.

Somente a partir dos 15 minutos, o Audax começou a encontrar mais espaço para articular suas jogadas e passou a insistir pelo lado esquerdo de seu ataque. Aos 24, Paulo César cruzou e Hélio cortou para escanteio, assustando o goleiro Walter, pois a bola passou raspando a trave direita. Aos 32, o Norusca chegou novamente. Velicka cruzou da direita e a bola tinha endereço certo da cabeça de Roberto, mas a zaga di Audax conseguiu o providencial desvio. Porém, dois minutos depois, Rafael saiu sozinho na frente da marcação, invadiu a aérea e ficou de frente para Walter. Ralph conseguiu a recuperação a tempo de travar a finalização e salvar o Norusca.

O Norusca não se abalou e Diogo mandou a bomba da quina da aera e Sidão conseguiu tocar e mandar por cima do gol. A seguir, Walter fez milagre e salvou o Noroeste. Francis passou pela marcação e saiu cara a cara com o goleiro noroestino, que conseguiu fechar o ângulo e fez defesa milagrosa, impedindo a abertura do placar e decretando o 0 a 0 na primeira etapa.

O Audax voltou para o segundo tempo para dar outro susto na torcida noroestina. Aos nove minutos, Rafael recebeu na área, levou a marcação e a bateu cruzado, rente à trave esquerda de Walter, que só pode olhar. Na sequência, novamente, Rafael causou a maior confusão na área alvirrubra, mas desta vez a defensiva noroestina levou a melhor e conseguiu o desarme. A pressão seguiu e Lima conseguiu travar finalização de Juninho, que acabara de entrar. O Norusca ainda perdeu Ralph, que deixou o gramado lesionado para a entrada de Samuel. Aos 18, Juninho ajeitou para Paulo César, que chutou por cima do gol de Walter. Quando o sufoco era maior, o Noroeste fez o gol. Gilsinho abriu para o atacante na direita, Diogo limpou a marcação e mandou a bomba indefensável para Sidão: Noroeste 1 a 0, aos 20 minutos. Uma ducha de água fria nas pretensões do Audax.

Apito e festa

Mas o time da Capital não estava morto. Aos 32, Juninho escapou pela direita e arriscou. A bola desviou no meio do caminho e Walter conseguiu a defesa no reflexo.  Aos 38, como Audax em cima e espaços sobrando, Daniel Grando puxou contra-ataque do campo de defesa, conduziu e bateu colocado. O goleiro Sidão salvou para fazer grande defesa. Aos 41 minutos, a grande torcida alvirrubra que compareceu ao estádio soltou o grito de “bicampeão”. No campo, o jogo rolava, o Audax se esforçava, mas a taça já tinha dono. Aos 44, quase o time bauruense consegue ampliar, com Velicka, que pegou de primeira cruzamento de Mizael. O “uuuhhh” da torcida precedeu a festa que se iniciou em campo com o apito final.

Jornal da Cidade / http://www.jcnet.com.br/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O adeus a Navarro, ex-goleiro e galã do Noroeste


Faleceu ontem um dos maiores nomes da história do futebol e do Esporte Clube Noroeste. Aos 72 anos, o ex-goleiro Roberto Silva Navarro, conhecido apenas como Navarro, não resistiu aos problemas cardíacos.

Ele nasceu em Bauru, no dia 7 de julho de 1939, e iniciou sua carreira de jogador de futebol profissional aos 18 anos, como goleiro, em 1957, no próprio Noroeste. Ao longo de 14 anos foi goleiro na Ferroviária de Araraquara, fez uma excursão com o Náutico de Recife, Linense, Ferroviária de Assis e encerrou sua carreira em 1971, no Noroeste.

No ano passado, navarro foi personagem da “Entrevista da Semana” do JC, onde lembrou com muito bom humor e simpatia do feito que realizou defendendo o gol alvirrubro em 1961. Se hoje Rogério Ceni comemora o fato de ser o maior goleiro-artilheiro do mundo, Navarro orgulhava-se de ter sido o primeiro. Não foi de falta e nem de pênalti, mas sim após chutar de dentro da sua pequena área, façanha que poucas vezes foi repetida pelo mundo afora.

Ele também acompanhou o Rei Pelé antes mesmo da fama. Navarro jogou com ele no Bauru Atlético Clube (BAC), dividiu estilingues e bolinhas de gude com o então menino Édson, e chegou a enfrentar o maior jogador de todos os tempos quando este já consagrava o manto número 10 do Santos. Um dos gols que levou do Rei, Navarro jurava ser o primeiro pênalti com “paradinha”. “O primeiro pênalti que ele foi bater comigo, eu fui falar para ele que já sabia onde ele batia. Aí ele fez a paradinha e fui com tudo antes de a bola chegar. Levantei e comecei patinar tentando pegar e não conseguia”.

Ao aposentar as chuteiras e as luvas em 1971, Navarro dedicou sua vida à educação física na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e ao trabalho com crianças portadoras de deficiências do Centrinho e do Lar Escola Rafael Maurício.

Em outubro de 2010, Navarro foi entrevistado pelo apresentador Jô Soares, no “Programa do Jô”.

O corpo é velado desde ontem no Centro Velatório Terra Branca, sendo o sepultamento marcado para às 11h de hoje, no Cemitério Jardim do Ypê.

Jornal da Cidade / http://www.jcnet.com.br
Foto: Malavolta Jr.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Noroeste completa 100 anos

Fundado em 1º de setembro de 1910, com o nome de Sport Club Noroeste, o alvirrubro de Bauru teve como primeiro presidente o engenheiro Carlos Gomes Nogueira. 
O primeiro confronto da história do Noroeste foi contra um selecionado da cidade de São Manuel. Vitória por 1 a 0. 
O estádio Alfredo de Castilho é inaugurado em 1º de agosto de 1935, com um jogo entre o Norusca e o Campinas F.C. Placar final: derrota noroestina pela contagem mínima.

Alfredo de Castilho foi diretor da E.F. Noroeste do Brasil entre maio de 1925, nomeado pelo presidente Artur Bernardes, e 1929 e de 1934 até março de 1937. Faleceu em 1947.

O primeiro título estadual foi do Campeonato do Interior de 1943.
Na final, disputada em dois jogos contra o Guarani de Campinas, o Noroeste levou a melhor.

O profissionalismo chegou em 1948. Em março, Anísio, Xandu, Chocolate, Tuim, Ferreirinha e Julinho foram os primeiros alvirrubros inscritos como jogadores profissionais. O Norusca passou então a ter dois times: um profissional, que disputaria o Campeonato Paulista e outro para jogar o Amador de Bauru.

O primeiro campeonato da 2a Divisão disputado pelo Noroeste foi o do próprio ano de 48. Após altos e baixos, o time terminou na terceira posição da série branca do Campeonato. O Linense foi o campeão, mas perdeu o acesso para o XV de Piracicaba, após um triangular que contou ainda com a participação do Rio Pardo.
O primeiro título da 2a Divisão veio em 1953. Após conquistar o título da Série Verde do Campeonato, o Norusca, em uma campanha heróica, conquistou o título da Segundona, passando por cima do América de Rio Preto, da Ferroviária de Araraquara, do Paulista de Jundiaí, do Marília e do Bragantino. Foram oito vitórias em dez jogos, que renderam o primeiro acesso da história do Noroeste à divisão de elite do futebol paulista. O título foi assegurado com uma vitória por 2 a 0 sobre o Marília, no Alfredão. Festa na cidade.



No mesmo ano de 1960, a melhor campanha do Noroeste no Paulistão: 17 vitórias, seis empates e 11 derrotas. O quinto lugar, junto com o Guarani e o desabrochar de dois craques: Toninho Guerreiro e Zé Carlos.

Em maio de 1964, a primeira vigem internacional. Uma excursão para um torneio em Cochabamba, na Bolívia. Vitórias sobre o Jorge Wilstermann (2 a 1), São José de Oruro (4 a 0) e Aurora, então campeão boliviano (4 a 0).
O interesse pelo futebol alvirrubro na Bolívia justifica-se pelo grande número de amistosos que o Norusca disputava na região da fronteira. 


Em 78, o Norusca parte para a disputa do Campeonato Brasileiro, a primeira e única vez que o time disputa a Primeira Divisão.

Em 2004, após uma excelente campanha, o Norusca conquista o acesso para a série A2.
De forma brilhante em 2005, após 12 anos nas fases intermediárias, volta a seu lugar de destaque, a Primeira Divisão do Campeonato Paulista de Futebol, o Paulistão, ícone do futebol mundial, assegurando também sua vaga no Brasileirão da série C. No mesmo ano, o time conquista o campeonato da Federação Paulista de Futebol levando-o a Copa do Brasil


Site oficial: www.noroestebauru.com.br

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Noroeste perde um de seus maiores ídolos

Com pesar profundo o EC Noroeste comunica o falecimento de Armando Padroni, o Xandú, ocorrido nesta quarta-feira, em Bauru, e que em 10 de dezembro próximo completaria 91 anos.

Xandú jamais foi expulso de campo e atuou como lateral e depois como zagueiro nos times do Noroeste, nas décadas de 1940 e 50. Foi o jogador que mais vezes, por mais de 12 anos, vestiu a camisa do Noroeste. Encerrou a carreira em 1955 e era o único atleta vivo do time campeão do Interior em 1943.

O presidente Damião Garcia emocionado lembrou-se de Xandú. “Era o meu ídolo. Na minha infância em Bauru, quando tinha 13 anos, ia ao campo ver maravilhado o futebol do Xandú, um dos maiores jogadores que vi atuar. Este é um dia muito triste para todos nós do Noroeste, especialmente para mim”, lamentou.

Em 7 de julho deste ano, o presidente Damião Garcia visitou Xandú. Encontrou o ídolo debilitado, na cama. Ao deixar, emocionado, a casa humildade, na Vila Cardia, Damião solicitou a compra de uma cadeira de rodas e a imediata internação hospitalar de Xandú.

O gerente de futebol do Noroeste, Ricardo Occhiuto, através da assessoria de imprensa do clube, destaca “o momento de tristeza e comoção que abate sobre o Noroeste com a perda histórica do Xandú”.

Segundo o gerente, Xandú seria homenageado, pelo Centenário do Noroeste, antes do jogo amistoso internacional contra o Estoril de Portugal, em 21 de julho passado, “mas já não tinha, infelizmente, condição física de ir ao campo”, lamentou igualmente Evaldo Armani, assessor de marketing do clube.

Xandu nasceu em 1919 em Avaí, a 30 quilômetros de Bauru, criou-se em Jaú onde iniciou a carreira no Palmeiras daquela cidade, transferindo-se depois para o Noroeste onde brilhou intensamente.

Xandú estava internado havia mais de uma semana no Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru. Deixa a esposa dona Floraci de Almeida Padroni, as netas Ana Cláudia, Juliana e Amanda e dois bisnetos Lucas e Lorena. Seu único filho Armando Aparecido Padroni, o Manduca, também ex-zagueiro do Noroeste, morreu em março de 2009, vitima de hepatite.
www.noroestebauru.com.br